A Chevron e suas declarações vazias
 

*Fernando Siqueira é Vice-Presidente nacional do PPL, Presidente da Associação dos Engenheiros da Petrobrás (Aepet) e vice-presidente do Clube de Engenharia do Rio de Janeiro.

 

 

No Jornal Nacional do dia 18, o presidente da Chevron fez uma declaração vazia: “os engenheiros da Chevron subestimaram a pressão do reservatório”. O que quer dizer isto? Nada. O que ele não disse, mas deveria, é que: mesmo já tendo alguns poços em produção, o que fornece a pressão no reservatório, os engenheiros erraram no dimensionamento da densidade da lama de perfuração quando chegaram à zona produtora do reservatório, após 60 dias de perfuração, eles perceberam um Kick de pressão (com perigo de perda de controle do poço), em função, provável, de lama mais leve do que o necessário.

 

Depois erraram na injeção de lama mais pesada, com pressão acima do suportável pelo reservatório e fraturaram o seu reservatório Afobados, começaram a injetar uma lama mais densa para controlar o poço. Só que, ao injetar essa lama, eles o fizeram com pressão mais elevada do que o invólucro selador do reservatório suportava e, assim, causaram a fissura do mesmo. Portanto, uma sucessão de erros operacionais cometidos e não confessados.

 

Segundo o Wall Street Journal, a plataforma que está perfurando é uma plataforma improvisada. Era obsoleta e funcionava como flotel (hotel flutuante) no Mar do Norte; Foi “armengada” e foi alugada por U$ 315 mil por dia. Uma plataforma moderna e adequada para essa atividade custa cerca de U$ 700.000 por dia. No início, a Chevron tentou pôr a culpa na Petrobrás insinuando que o vazamento era do campo de Roncador. Foi preciso o Cenpes analisar o óleo para verificar o DNA do mesmo e identificá-lo como do campo de Frade, desmentindo os irresponsáveis.

 

Essas são algumas evidências objetivas que mostram que é preciso acabar com os leilões para evitar que empresas aventureiras, predadoras e mentirosas venham fazer no Brasil a mesma devastação que têm feito nos outros países como Nigéria, Equador, Peru, Iraque, Afeganistão, Libia e, até na Amazônia, pois durante os contratos de risco, nas décadas de 70 e 80, elas perfuraram na Amazônia e deixaram um rastro de destruição.

 

A Petrobrás já perfurou dezenas de poços nessa e em maiores profundidades, sendo mais de 20 poços no pré-sal e não provocou acidentes, muito menos dessa gravidade, mesmo não contando com essa benevolência da grande mídia.

 

Fernando Siqueira
Data da Publicação: 23/11/2011


 Comente
 
COMENTÁRIOS:

 
Voltar


18.03.2017
 Michel Temer, Gilmar, Rodrigo Maia e Eunício tramam contra a Lava Jato.
18.01.2017
 Para Ciro, conchavo PT-Temer na Câmara é uma traição imoral.
18.01.2017
 Fernando Siqueira: “o acordo com Total é um ato criminoso”.
13.12.2016
 Wagner e assessor especial de Dilma receberam suborno.
13.12.2016
 Geddel se sentia passado para trás.
13.12.2016
 Renan recebia pixuleco através de Jucá.
13.12.2016
 Padilha e Moreira Franco eram os prepostos de Temer que abasteciam PMDB da Câmara.
13.12.2016
 “PEC 55 só favorece especulador”, afirma o economista Nilson Araújo.
13.12.2016
 PEC do roubo à Previdência barra aposentadoria plena antes dos 70 .
13.12.2016
 Juros altos e sem investimentos, PIB recua 0,8% no 3º trimestre.
13.12.2016
 Governo, Congresso e STF estão podres. Eleições Gerais Já!.
23.11.2016
 Governo apresenta novo pacote de arrocho contra servidores gaúchos.
23.11.2016
 Contra a PEC 241/55 e o Pacote do Sartori.
21.10.2016
 Ipea diz que PEC 241 vai tirar 868 bilhões da assistência Social.
[+ Notícias]

Correio Eletrônico: pplrs@pplrs.com.br