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04/11/2011 | Produção industrial cai 2% em setembro e trimestre é negativo

A produção industrial registrou uma forte retração em setembro, despencando 2% na comparação com o mês anterior, depois de permanecer praticamente estável nos dois últimos meses, com variações de -0,1% em agosto e 0,3% em julho, com ajustes sazonais, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgados na terça-feira (1º). Em relação a setembro de 2010, a produção industrial recuou 1,6%. No acumulado de janeiro a setembro, a indústria cresceu 1,1%, bem inferior ao mesmo intervalo do ano passado (13,2%).

 

O resultado desastroso, sob qualquer ângulo de comparação, é o corolário dos juros pornográficos do BC, do câmbio adverso – que está subsidiando as importações -, das restrições de crédito e demais medidas macro irresponsáveis da dupla Mantega/Tombini.

 

Segundo o Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi), “a forte retração de 2,0% da produção industrial no mês de setembro com relação a agosto é o resultado de uma trajetória bastante desfavorável da indústria brasileira que pode ser observada desde o segundo trimestre do ano passado”.

 

Desde então, a atividade fabril não apresentou o menor vigor em sua evolução “e nos últimos meses seu crescimento a taxas cada vez menores foi a tônica”. Para o Iedi, “o dado de setembro traz a preocupação de que a indústria comece agora a encolher – pelo menos até o final deste ano”.

 

Ao analisar indicadores da Fundação Getúlio Vargas (FGV) e da Confederação Nacional da Indústria (CNI), bem como sondagens de expectativas de empresários, o Iedi considera que “o cenário de retração no quarto e último trimestre deste ano parece ser o mais provável para a indústria”. “Isso pode significar um crescimento da produção industrial menor até mesmo do que 1,5% em 2011. Um desempenho sofrível frente ao avanço de 10,5% registrado em 2010”.

 

O fato é mais preocupante na medida em que, salienta o Iedi, “o nível de produção da indústria em setembro deste ano está 3,0% abaixo do registrado em setembro de 2008, quando do agravamento da crise internacional. Ou seja, passaram-se exatamente três anos e a produção da indústria nacional não avançou, pelo contrário, ela recuou”.

 

 

Queda generalizada

 

Conforme o IBGE, a queda da produção industrial em setembro “se deu de forma generalizada, atingindo a maioria (16) dos 27 ramos industriais e três das quatro categorias de uso, mas que foi mais intenso nos setores associados à produção de bens de consumo duráveis (automóveis) e de bens de capital (caminhões)”.


Entre as categorias de uso, ainda na comparação com o mês de agosto, bens de consumo duráveis , com uma expressiva queda de -9,0%, e bens de capital (-5,5%) apontaram os recuos mais acentuados em setembro de 2011, com o primeiro acumulando perda de 12,8% nos dois últimos meses de queda na produção, e o segundo eliminando o ganho de 3,0% acumulado entre junho e agosto. O segmento de bens de consumo semi e não duráveis (-1,3%) também mostrou queda na produção, após registrar índice negativo em agosto (-0,9%). O setor produtor de bens intermediários repetiu o patamar do mês anterior (0,0%), após recuar 2,2% entre agosto e maio, e foi o único que não assinalou resultado negativo nesse mês.

 

 

Dois trimestres negativos

 

O IBGE aponta que na comparação de “índice trimestre contra trimestre imediatamente anterior, a produção industrial também apontou sinais de diminuição no ritmo produtivo, ao passar de uma expansão de 1,3% nos três primeiros meses do ano para -0,6% no trimestre seguinte e -0,8% no terceiro trimestre”.

 

“Esse desempenho da indústria geral reflete a evolução de todos os grandes setores industriais da economia brasileira, marcada por desaceleração e mesmo por retração”, assinala o Iedi.

 

No setor de bens de capital (máquinas e equipamentos), a produção cresceu 4,5% no primeiro trimestre, depois caiu 1,3% no segundo e registrou um pequeno crescimento de 0,6% no terceiro trimestre. No setor de bens intermediários (insumos, componentes etc.), a evolução também é desfavorável nos três trimestres: 0,7%, 0,2% e –1,1%. O de bens duráveis (carros, imóveis etc.) cresceu 4,5% no primeiro trimestre e despencou no segundo (–6,6%) e terceiro (–2,2%) trimestres deste ano. Por fim, o de bens de consumo semi e não duráveis (roupas, alimentos etc.) obteve variação de 1,3% no primeiro trimestre, caiu 1,3% no segundo e um leve crescimento de 0,1% no terceiro.

 

O índice acumulado para os nove meses do ano, frente a igual período de 2010, avançou de 1,1% para o total da indústria, com a maior parte (17) dos vinte e sete setores pesquisados apontando taxas positivas, com destaque para o setor de fumo (15%), que é totalmente secundário para economia. Porém, setores intensivos de mão de obra tiveram desempenho negativo: o de calçados, -8,9%, e o de vestuário, -2,4%, setores violentamente atingidos pelas importações.

 

 

Desemprego

 

A queda da produção industrial reflete na geração de empregos. O último levantamento do IBGE para o emprego industrial é de agosto. Em São Paulo o resultado foi pífio. Na comparação com agosto de 2010, a variação de pessoal ocupado assalariado foi de -1,3%. No acumulado de janeiro a agosto, contra o mesmo período do ano anterior, também ficou negativo (-0,3%). O nível de pessoal ocupado em todo o Brasil, nas duas comparações acima, ficou em 0,6% e 1,6%, respectivamente, sustentado principalmente pelos estados do Rio de Janeiro e Minas Gerais. Contudo, não há como manter um índice positivo, com São Paulo, o estado mais industrializado do país, com números negativos.

 

Até porque o esforço que a equipe econômica tem feito é exatamente para derrubar a atividade econômica – 3,5% na projeção do BC.

 

 
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