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30/11/2011 | Remessas para o exterior anulam esforço exportador

O saldo das transações correntes – que levam em conta os resultados da balança comercial, serviços e rendas – acumulou um déficit de US$ 39,092 bilhões de janeiro a outubro deste ano. O saldo negativo ficou praticamente estável na comparação com o resultado registrado em igual período do ano passado 2010 (-US$ 39,130 bilhões).

 

Dois fatos saltam aos olhos no relatório do setor externo divulgado pelo Banco Central, na terça-feira (22). Houve um aumento do superávit da balança comercial, passando de US$ 14,556 bilhões nos dez primeiros meses de 2010 para US$ 25,389 bilhões, no mesmo intervalo deste ano, resultante de um crescimento das exportações em ritmo maior do que as importações. Assim, as vendas para o exterior saltaram de US$ 163,310 bilhões para US$ 212,139 bilhões.
Com efeito, as exportações brasileiras nos últimos anos tem se concentrado em sua maior parte em produtos primários, que presenciou alta nos preços internacionais, o que explica o saldo da balança comercial, mesmo com um câmbio adverso.

 

O que explica, então, a manutenção do resultado das transações correntes, em situação de alta do saldo da balança comercial? O crescimento das remessas para o exterior. No ano passado, entre serviços e rendas, saíram do país US$ 55,926 bilhões no acumulado até outubro, enquanto neste já foram enviados para o exterior US$ 66,932 bilhões, incluindo lucros e dividendos oficialmente declarados.

 

Um dos componentes de serviços estão as viagens para o exterior, que foram impulsionadas pela forte queda do dólar, reflexo dos juros siderais do BC. Os gastos do brasileiro no exterior totalizaram este ano US$ 12,263 bilhões, contra US$ 8,427 bilhões em 2010, no já referido período.

 

Os sucessivos déficits em conta corrente (transações correntes) têm sido cobertos com investimentos estrangeiros diretos (IED), que entram no país para aquisição de empresas ou na forma de empréstimos intercompanhias, isto é, empréstimos das matrizes para sua filiais. O que cria um círculo vicioso, porque quanto mais aumenta o ingresso de IED, mais aumenta as remessas para o exterior, aumentando o rombo nas transações correntes.

 

Assim, de janeiro a outubro de 2011, ingressaram no país US$ 56,001 bilhões em IED - o maior resultado da série histórica em 64 anos -, ante US$ 29,345 bilhões registrados em igual período de 2010. Isso representa um aumento de nada menos 90,83%. Para todo o ano de 2011 o BC projeta US$ 60 bilhões em IED.

 
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