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06/02/2012 | Bloqueio a Cuba é um processo que precisa acabar, disse Dilma

Presidenta também criticou o antro de torturas mantido pelos EUA em Cuba, que é Guantánamo

 

A presidenta Dilma Rousseff criticou na terça-feira (31/1) a presença da base militar americana em Guantánamo - área localizada dentro do território cubano - ao falar sobre direitos humanos, em entrevista coletiva na capital, em Havana, após visita ao Memorial José Martí.

 

Respondendo às perguntas sobre o assunto, ela criticou a presença militar americana na ilha de Fidel e disse que vai “falar de direitos humanos em todos os lugares”. “Nós vamos começar a falar de direitos humanos nos Estados Unidos, a respeito de uma base, aqui, chamada Guantánamo”, enfatizou. A base norte-americana é um campo de concentração onde pessoas são presas sem acusação formalizada, por tempo indeterminado e vítimas de torturas e de uma série de humilhações.

 

Diante da insistência para que falasse sobre direitos humanos contra Cuba, Dilma foi enfática: “eu concordo em falar de Direitos Humanos dentro de uma perspectiva multilateral”. “O mundo precisa se comprometer em geral com essa questão. E não é possível fazer da política de Direitos Humanos só uma arma de combate político-ideológico”, afirmou. “Nós não podemos achar que Direitos Humanos é uma pedra que você joga só de um lado para o outro. Ela serve para nós também. Quem atira a primeira pedra tem telhado de vidro”, acrescentou. “Nós também temos, todos têm”, destacou.

 

 

Orgulho

 

Perguntada se iria se encontrar com Fidel, Dilma confirmou, dizendo que iria estar com ele “com muito orgulho”. As declarações de Dilma desagradaram às marionetes do governo americano infiltradas na mídia, que queriam de todo o jeito que Dilma fizesse seu jogo de intrigas contra Cuba. A “blogueira” Yoani Sánches, financiada pelas potências imperialistas para fazer ataques sistemáticos ao país e ao povo cubano, reagiu com arrogância às firmes declarações da presidenta brasileira. E Dilma não ficou só nisso, criticou também o criminoso bloqueio imposto a Cuba pelos Estados Unidos e que já perdura por mais de 52 anos. Aliás, a tal “blogueira” não diz uma palavra sobre esse crime hediondo contra o povo cubano, praticado por seus financiadores. “Essa política só prejudica a população cubana”, enfatizou Dilma.

 

“A grande ajuda que o Brasil vai dar a Cuba é contribuir para que esse processo de bloqueio, que é um processo que eu não considero que leve a grande coisa, leva mais à pobreza e à problemas sérios para as populações, tenha um fim”, afirmou Dilma, na entrevista. “As pessoas sofrem a questão do bloqueio, a questão do embargo, a questão do impedimento do comércio. Eu sou a favor e o Brasil é a favor do fim do bloqueio”, frisou a presidenta. Este “é um compromisso de todos nós, brasileiros, que somos um povo pacífico. Eu acredito que a grande contribuição que nós podemos dar, aqui em Cuba, é ajudar a desenvolver todo o processo econômico”, acrescentou.

 

Dilma aproveitou também para defender a integração latino-americana e disse que a reunião da CELAC (Comunidade de Estados Latino Americano e Caribenho), realizada no ano passado, foi uma das atividades mais importantes que ela participou, após a sua posse na presidência. “Foi uma reunião que juntou todos os países, do México até a Argentina”, frisou.

 

“Ela falou também dos projetos que estão sendo feitos juntos, Brasil e Cuba. “É impossível se considerar que é correto o bloqueio de alimentos para um povo. Então, nós participamos aqui, financiando, através de um crédito rotativo, US$ 400 milhões de compra de alimentos no Brasil”, informou.

 

“Financiamos, também, através do programa “Mais Alimentos”, a compra de equipamentos, máquinas, pequenos tratores, colheitadeiras para estimular aqui a própria produção de alimentos. Esse projeto é de US$ 200 milhões de crédito, sendo que 70 milhões a Camex (Câmara de Comércio Exterior) aprovou recentemente”, prosseguiu.

 

“É também uma grande contribuição a construção do Porto de Mariel, que não é só um porto. O Porto de Mariel é, de fato, um sistema logístico de exportação de bens produzidos aqui em Cuba“. “O Porto de Mariel, no total, custou um pouco mais de US$ 900 milhões, dos quais nós contribuímos com algo como 640 e poucos milhões de dólares”, salientou Dilma. “Por que nós achamos importante participar do Porto de Mariel?”, indagou a presidenta. “Porque nós achamos que é fundamental que se crie, aqui, condições de sustentabilidade para o desenvolvimento do povo cubano. E nós participamos, não só construindo o Porto, mas também trazendo para cá uma cooperação que eu considero estratégica para o Brasil e para Cuba”.

 

Dilma Rousseff falou também sobre a parceria na área de biotecnologia e ciências médicas. “É o tipo da cooperação em que todo mundo ganha. Quem ganha? Ganha o Brasil, por fazer uma cooperação com um país e um povo e toda uma estrutura institucional que é visivelmente competente e capaz na área de biotecnologia e na área das ciências médicas e com uma grande competência para todas as questões ligadas à biotecnologia”, argumentou.

 

“Então, o Brasil ganha com isso”, salientou. “Ganha Cuba também porque é uma parceria em que o Brasil entra também com os seus conhecimentos nessa área, suas empresas privadas, que também implicam em uma capacidade tecnológica do nosso país, e nós queremos uma parceria estratégica e duradoura. Nós estamos fazendo aqui uma parceria com essas estruturas através desses projetos, que eu acredito que vai levar, para o Brasil e para Cuba, um processo de desenvolvimento”. “Então, acredito que é isso o que o Brasil está fazendo aqui em Cuba”.

 

 

Parceria

 

“A América Latina é a nossa região”, disse Dilma, acrescentando que “aqui nós temos mais obrigação do que nas outras regiões de ter uma política de cooperação”. “É aqui e na África que o Brasil tem obrigação de ter uma política decente de cooperação econômica. Não uma política que só olhe o seu interesse, mas seja capaz de construir, com o seu interesse, o interesse do outro povo”, apontou Dilma. “Aqui em Cuba, nós queremos uma grande parceria com o governo cubano e o povo cubano, no sentido de auxiliar todos os processos de desenvolvimento e de garantia de desenvolvimento e da conquista de uma vida melhor”, completou a presidenta.

 

Após a visita a Cuba, Dilma chegou em Porto Príncipe, capital do Haiti, na quarta-feira (1º/02), onde anunciou a redução do contingente de militares brasileiros no país de 2.200 para 1.900 homens.

 
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