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23/02/2012 | PPL lançará candidato próprio à Prefeitura de São Paulo

O diretório municipal do Partido Pátria Livre (PPL) de São Paulo apresentou à população paulistana, no último dia 15 de fevereiro, a pré-candidatura do engenheiro Miguel Manso (foto) para a Prefeitura de São Paulo. Em reunião realizada na Câmara dos Vereadores, cerca de 200 militantes do partido, em sua maioria, presidentes de diretórios zonais, candidatos a vereadores e vereadoras, lideranças de entidades populares e integrantes das bases do partido se entusiasmaram ao ouvir a apresentação da pré-candidatura de Miguel Manso.

 

Ele fez uma radiografia completa dos problemas da capital e denunciou que há mais de 50 anos a cidade não tem mais condições de planejar seu desenvolvimento. “A última vez que se fez um projeto viário para a cidade de São Paulo foi na administração Prestes Maia, na década de 60”, destacou. “A cidade não tem mais condições de pensar e planejar o seu desenvolvimento porque os órgãos responsáveis por isso foram destruídos”, acrescentou Manso. O pré-candidato criticou a lentidão nas obras do Metrô e o caos no sistema de transporte da capital. “São Paulo não suporta mais 170, 180, 200 km de engarrafamento todos os dias”, destacou.

 

“O déficit habitacional”, lembrou ele, “é de 800 mil moradias na cidade de São Paulo”. “No programa Minha Casa Minha Vida são dois milhões de casas para se realizar durante o mandato da presidenta Dilma. A COHAB da capital não produziu mais do que 3 mil moradias nos últimos anos. Só no Guarujá nós construímos 12 mil em 4 anos. Por que São Paulo não pode construir moradias populares tendo o financiamento público deste programa federal? Porque não interessa a quem controla o sistema financeiro permitir que o solo urbano mais valorizado do Brasil seja ocupado por habitações de baixa renda”. “Eles querem continuar inflando a bolha da especulação”, alertou.

 

O pré-candidato denunciou também o fato da administração de São Paulo estar pulverizando o sistema de saúde ao entregar as unidades públicas de saúde para grupos privados. “Com isso não há como planejar nada. Isso não funciona”, frisou. Ele lembrou que acabaram com a Central de Medicamentos do governo federal, dizendo que não funcionava e, agora, as nossas cidades são obrigadas a comprar remédios a preço de farmácia”, assinalou Miguel. Qual e a lógica? Se você pode comprar 50, milhões de um determinado medicamento direto da fábrica, a preço de fábrica, por que pedir para que cada hospital vá buscar seu medicamento na farmácia? Isso não é bom para a saúde pública, mas interessa para os grandes distribuidores e às grandes companhias de medicamentos”, frisou.

 

Miguel convidou a todos para ocuparem as ruas e iniciar uma vigorosa campanha para resgatar São Paulo e retomar o desenvolvimento. “O nosso país tem que voltar a crescer. Crescemos muito no governo Lula e agora, pelas vacilações e pressões, vamos crescer apenas 2 ou 3%”, lembrou. “A produção industrial cresceu 10,5% em 2010 e agora ficou em apenas 0,3%”, frisou.

 

Miguel Manso disse que São Paulo é uma cidade muito grande e para ser bem governada precisará do apoio de todos. Ele pediu apoio para conduzir a administração desta que é a décima cidade do mundo. “E ela será a sexta cidade do mundo nos próximos anos”, afirmou. “Em 1880 a nossa cidade tinha 32 mil habitantes. Cem anos depois tínhamos 8 milhões de habitantes e hoje já temos 12 milhões”, lembrou o pré-candidato. “Os problemas da cidade têm solução, basta que se coloque os interesses públicos acima da ganância dos especuladores”, salientou Miguel Manso.

 

Estiveram presentes ao ato para prestigiar a apresentação de Miguel Manso várias líderes de entidades, entre eles Ubiraci Dantas, presidente da Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB), Maria Pimentel e Lindolfo dos Santos, diretores da mesma entidade, Priscila Casale, presidente da União Municipal dos Estudantes Secundaristas de São Paulo (UMES), Michelle Bressan, secretária-geral da União Nacional dos Estudantes (UNE), Lídia Correa, ex-vereadora, presidente do diretório municipal do PPL e presidente da Federação das Mulheres de São Paulo, Gilson Rodrigues, presidente da Associação de Moradores de Paraisópolis. Diversas lideranças de cidades da grande São Paulo, como Cotia, Barueri, Osasco, Guarulhos, Diadema, São Bernardo e outras prestigiaram também a palestra e a apresentação de Miguel Manso.

 
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