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28/03/2012 | RS abre jornada de manifestações contra juro e retrocesso industrial

Centrais, empresários e estudantes ocuparam as ruas de Porto Alegre 

Cerca de cinco mil trabalhadores organizados pelas centrais sindicais CUT, Força Sindical, CGTB, NCST, CTB. UGT, empresários e estudantes ocuparam as ruas de Porto Alegre, nesta segunda-feira, contra a desindustrialização e em defesa do emprego.

Após a manifestação, uma comissão de dirigentes das entidades foi recebida no Palácio Piratini pelo governador do Estado, Tarso Genro, e na Assembleia Legislativa pela presidente em exercício da Casa, Zilá Breitenbach, onde foi entregue um documento com 22 reivindicações. Intitulado “Medidas emergenciais para retomada da indústria nacional”, o documento defende ações como a redução da taxa de juros; conteúdo local mínimo efetivo em todas as compras governamentais e privadas quando beneficiadas por financiamento público e/ou incentivos fiscais, e em setores estratégicos e incentivo de linhas de financiamento de longo prazo pelo setor bancário público e privado.

Com a manifestação em Porto Alegre, que levou como tema o “Grito de Alerta em Defesa da Produção e do Emprego”, as entidades iniciaram uma jornada de diversas manifestações que ocorrerão pelo país como parte da campanha nacional em defesa da indústria.

Portando faixas e bandeiras, os manifestantes se concentraram no largo Glênio Peres. Em seguida os manifestantes marcharam até a Praça da Matriz, onde abriram oficialmente o calendário nacional de atividades construído pelo Fórum das Centrais Sindicais através do Pacto pelo Desenvolvimento com geração de emprego e renda.

O secretário nacional da CUT (Central Única dos Trabalhadores), Quintino Severo, afirmou que temos que “ter um setor industrial forte, mas para isso é fundamental que os governos invistam em políticas públicas de industrialização”.

“Os trabalhadores gaúchos vieram hoje para essa praça defender o Brasil e defender o emprego. Estamos aqui para dizer ‘não’ a essa política econômica. O Brasil tem os juros mais altos do mundo, e isso causa desemprego. Vem uma enxurrada de dólares aqui para o nosso país, compram as nossas empresas e desempregam nossos trabalhadores”, afirmou Ubiraci Dantas de Oliveira (Bira), presidente da CGTB, durante o ato.

O presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Wagner Gomes, lembrou que “é necessário o setor produtivo brasileiro deixar de ser penalizado pela alta taxa de juros, pela sobrevalorização cambial e pela entrada de mercadorias livres de taxas em nossos portos. Dessa forma, não há a menor condição de a indústria brasileira competir com os produtos estrangeiros. Por isso, estamos unidos nessa luta contra a desindustrialização, que precisa ter uma solução emergencial”.

"A cada quatro produtos que o brasileiro consome, um é estrangeiro e nós precisamos da força da opinião pública para reverter esta situação", disse o presidente da Força Sindical, Paulo Pereira.

Para o secretário de políticas sindicais da CUT-RS, Claudir Nespolo, “essa não é mais uma passeata, é um ato unitário de quem comanda o setor industrial, em todo o Brasil, exigindo o apoio ao emprego, investimentos no setor e mais transparência nas importações”.

“Quando os políticos constatarem que trabalhadores, empresários e estudantes estão juntos por uma única causa, tenho certeza de que nosso grito de alerta será ouvido”, disse o presidente da Associação Brasileira de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), Luis Albert Neto. “Temos que estar juntos, sim, em favor dessa proposta para um país mais justo. Nós estamos mandando todas as nossas matérias primas – minério de ferro, soja, petróleo – para o exterior. Atualmente, 76% da nossa pauta de exportação já é matéria prima. Enquanto isso, estamos sendo invadidos pelos produtos importados. A indústria brasileira de transformação está acabando. Há uma regra de ouro: não existe país rico sem uma indústria de transformação desenvolvida. Que Brasil queremos: uma potência ou uma colônia?”, questionou.

Ainda esta semana ocorre um ato em Itajaí, Santa Catarina. Na próxima quarta-feira, 4 de abril, a manifestação será em São Paulo, na Assembleia Legislativa do Estado.  

Governador Tarso Genro recebe entidades: “Compartilho da reivindicação de vocês” 

Ao receber as entidades no Palácio Piratini, Tarso relatou que em breve será lançada uma política para industrialização no Estado, onde 22 setores da cadeia produtiva local foram selecionados. “Isso irá fortalecer o nosso mercado e queremos que as empresas que chegarem no nosso Estado, seja para criar raízes, criar empregos e ajudar no desenvolvimento”, declarou. Por fim, o governador se comprometeu a entregar pessoalmente o documento para a presidente Dilma. “Faço questão de entregar o documento para a nossa presidenta e afirmar que compartilho das reivindicações de vocês”, assegurou.

 Fonte: Jornal Hora do Povo edição 3042

 
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