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30/03/2012 | Parlamentares lançam frente em defesa da indústria nacional

Setor demanda medidas urgentes em prol
da produção e do emprego, diz manifesto

Com a participação de lideranças sindicais e empresariais, foi lançada na terça-feira (27/03), na Câmara dos Deputados, a Frente Parlamentar em Defesa da Indústria Nacional. “A Frente teve assinatura de quase 300 parlamentares. A união de esforços entre trabalhadores, empresas, governo e Congresso vai permitir que se encontre mais rapidamente soluções emergenciais para esse momento grave que vive a nossa indústria”, afirmou o deputado Newton Lima (PT-SP), que preside a Frente.

Newton Lima revelou que dados do IBGE divulgados recentemente confirmam a preocupação manifestada pelos participantes do ato na Câmara. De acordo com o IBGE, “o processo de retração da indústria de transformação na composição do Produto Interno Bruto (PIB) se agravou nas ultimas décadas, passando de 27, 6% em 1985 para 14,6% em 2011”, disse. Os dados fizeram os “alarmes soarem, mobilizando governo, empresários e trabalhadores”.

Para o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, “a economia vai bem em muitas áreas. O setor que tem problema é a indústria de transformação, então, temos que focar nesse setor. Precisamos de medidas eficazes e eficientes para que os resultados mudem. É importante a iniciativa dos parlamentares em colocarem seu foco em defesa da indústria de transformação brasileira”.

O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Sérgio Nobre, destacou a “enxurrada de produtos importados, que tiram emprego de milhões de brasileiros”.

No evento, foi lido o manifesto “Em defesa da produção e do emprego”. O documento assinado por federações, associações e sindicatos das indústrias e pelas centrais sindicais afirma que a estagnação da indústria de transformação em 2011 “é algo extremamente grave e preocupante”. Apesar do forte crescimento do consumo, “o setor industrial reduziu drasticamente a geração de empregos, agudizando ainda mais o processo de desindustrialização no Brasil”.

Segundo os empresários e sindicalistas, os “juros altos, câmbio valorizado, guerra fiscal favorecendo as importações, entre outros fatores, incentivam artificialmente a entrada de produtos importados, fazendo com que a indústria pouco contribuísse para o crescimento do PIB em 2011”. Lançado pouco antes da divulgação do resultado do PIB que registrou crescimento de apenas 2,7% em 2011, o manifesto já apontava que o crescimento da economia deveria ficar “abaixo de 3%, após crescimento de 7,5% em 2010”. “Esses dados revelam o descompasso entre as ações promovidas pelo governo, e a realidade da indústria que demanda medidas emergenciais e efetivas”, ressalta o documento.

A Frente Parlamentar pretende promover debates com representantes do setor e propor ações para evitar o desmonte da indústria nacional. “Precisamos discutir e propor medidas legislativas e políticas públicas que incentivem a inovação tecnológica e valorizem o conteúdo nacional nas linhas de produção brasileiras”, frisou Newton Lima.

Já os empresários e trabalhadores tomaram as ruas do país para salvar a indústria. Na segunda-feira (26) e na quarta-feira (28), as centrais CUT, Força Sindical, CGTB, CTB, NCST e UGT e entidades empresariais - Fiesp, Abimaq, Abinee, Abiquim, Abipeças, Sinditêxtil, entre outras - realizaram atos em Porto Alegre (RS) e em Florianópolis (SC). No próximo dia 4 de abril, esperam reunir 100 mil pessoas em São Paulo.

A ministra em exercício do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Heloisa Menezes, anunciou, no lançamento da Frente Parlamentar em Defesa da Indústria Nacional, que o governo vai lançar no próximo dia 3 de abril os Conselhos Setoriais de Competitividade.

Publicado no Jornal Hora do Povo edição 3043

 

 
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