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12/04/2012 | Banrisul segue BB e Caixa reduzindo os juros

Pressionado por clientes e pela concorrência dos juros menores dos grandes bancos públicos federais, o Banrisul aderiu à temporada de corte de taxas nas principais linhas para pessoa física e jurídica. A medida busca aquecer a demanda por crédito. As novas tabelas, anunciadas ontem, em Porto Alegre, estarão disponíveis para os clientes a partir de segunda-feira. O prazo é necessário para adequar os sistemas, justificou o presidente do banco, Túlio Zamin, que admitiu a estratégia como parte da reação ante o ataque da concorrência. “Fomos provocados. E teve cobrança dos clientes”, pontuou Zamin.

A ação do banco (PNB N1) teve leve queda no pregão de ontem na BMF&Bovespa, cedendo de R$ 18,95 na abertura para R$ 18,57 (-0,96%). O after market, no entanto, ampliou a queda para 1,33%.

A área de crédito do banco aposta em maior resposta das empresas, que estão mais freadas na busca por recursos e foram beneficiadas com corte de 46,67% na linha de giro. A taxa mensal passou de 2,7% para 1,44%. O cheque especial teve a maior redução, com queda de 73,91% e taxa mensal mínima passando de 3,22% para 0,84%. O acesso a este custo depende da relação e risco do banco com os clientes. No cartão de crédito, apenas as taxas do consignado para servidores (um dos grandes trunfos dos bancos públicos) foram contempladas, saindo de 9,15% para 3%, 67,21% menor. Zamin explicou que as taxas para os demais clientes já haviam sido reduzidas em produtos lançados recentemente.

Os cortes carregam o impacto da redução recente da taxa básica (Selic), superior ao esperado, mas principalmente do spread, diferença entre o custo da captação de recursos e o ganho para emprestar aos clientes. “A estratégia garante participação no mercado, mas vamos ter de buscar compensações”, admitiu Zamin, citando que o plano vem sendo estudado desde quarta-feira passada e submetido ao Conselho de Administração da instituição na terça-feira. O maior acionista é o governo gaúcho. Maior escala nas contratações e até alteração na carga tributária do setor financeiro, um dos pleitos do setor junto ao governo federal, foram apontados como formas para equilibrar o menor retorno dos empréstimos a partir da entrada em vigor das novas taxas.

Segundo o dirigente, o recuo das taxas não altera, por enquanto, metas de eficiência e resultados para 2012. O volume da carteira comercial soma hoje cerca de R$ 15,5 bilhões, com predomínio de pessoa física, R$ 8 bilhões, e o restante de empresas. Ele também preveniu que o acesso aos novos juros não será condicionado à contratação de serviços ou mudança de pacote de tarifas. Dependendo das tabelas do mercado, o banco poderá mexer novamente nos valores. “Não descartamos mais redução”, antecipou o dirigente.

Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal abriram a fase de barateamento de juros, efeito da pressão da presidente Dilma Rousseff após anúncio do pacote de impulso à indústria. O nível de redução anunciado pelo Banrisul ficou, em algumas modalidades, maior do que nos bancos federais. “Espero que os bancos privados façam o mesmo movimento”, provocou o presidente do Banrisul. Não estão descartados novos cortes. Para prevenir elevação de inadimplência, registrada nos últimos meses, a direção conta com um novo sistema de avaliação de risco. Zamin disse que o índice está abaixo de 3%.


Selic cai, mas juros de cheque especial e empréstimos sobem

Mesmo com a queda da taxa básica de juro, a Selic, para 9,75% em março, a pesquisa de juro da Associação Nacional dos Executivos de Finanças (Anefac) detectou elevação das taxas cobradas pelos bancos no cheque especial e nos empréstimos pessoais. Também houve elevação do juro nos empréstimos pessoais feitos pelas financeiras. Segundo Miguel José Ribeiro de Oliveira, coordenador do trabalho e vice-presidente da entidade, o aumento de juro nessas modalidades de crédito pode ser atribuído ao aumento da inadimplência.

Segundo a Anefac, das seis linhas de crédito pesquisadas, duas se mantiveram estáveis (cartão de crédito rotativo e crédito direto ao consumidor dos bancos), uma foi reduzida (juro praticado pelo comércio) e três tiveram suas taxas elevadas (cheque especial, empréstimo pessoal nos bancos e empréstimo pessoal nas financeiras).

A taxa de juro média para pessoa física ficou estável em 6,33% entre fevereiro e março, apurou a Anefac. Anualizado, esse juro equivale a 108,87% em 12 meses. Mesmo neste patamar, o juro para pessoa física é o menor desde 1995, segundo a Anefac.

Para pessoa jurídica, a taxa de juro média apresentou uma redução de 0,02 ponto percentual no mês de março passando de 3,72% ao mês (55,01% ao ano) em fevereiro para 3,70% ao mês (54,65% ao ano) em março. É a menor taxa desde dezembro de 2009.

Considerando todas as elevações e reduções da taxa básica de juros promovidas pelo Banco Central, entre dezembro de 2011 e março de 2012, houve uma redução da Selic de 1,25 ponto percentual de 11% ao ano para 9,75% ao ano. No mesmo período, a taxa de juro média para pessoa física apresentou uma redução de 5,97 pontos percentuais de 114,84% ao ano em dezembro de 2011 para 108,87% ao ano em março de 2012.


 Publicado no Jorna do Comércio no dia 12 de abril de 2012.

 
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