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18/04/2012 | CMS quer o Brasil nas ruas contra juros altos e parasitismo do sistema financeiro

A 10ª Plenária Nacional da Coordenação dos Movimentos Sociais aprovou a realização de mobilizações em todo Brasil contra os juros altos e pelo estancamento da sangria de recursos do Orçamento para favorecer banqueiros e especuladores. A plenária definiu ainda 5 de junho como data para a realização de um Dia Nacional de Luta contra o parasitismo do sistema financeiro sobre a sociedade.

"Sem colocarmos o bloco na rua, continuarão as tragédias do superávit primário e do fator previdenciário, enquanto a saúde e a educação públicas continuarão à míngua, a reforma agrária não se efetivará, a jornada de trabalho não será reduzida, e tudo ficará mais difícil", afirmou a secretária nacional de Comunicação da CUT e da direção operativa da CMS, Rosane Bertotti.

Segundo Rosane, "os juros altos e o câmbio sobrevalorizado têm sido o foco dos recentes protestos que tomam as ruas das principais cidades do país, ecoando um sentimento cada vez mais generalizado contra a sangria de recursos ao exterior". A sobrevalorização artificial do real, destacou a sindicalista, "vêm encarecendo a produção nacional e barateando as importações, que acabam desindustrializando e tirando os nossos empregos".

Para a diretora da União Nacional dos Estudantes (UNE) Luiza Lafetá, o Brasil precisa romper com o parasitismo da especulação financeira, "que consome 49% do Orçamento da União, deixando setores estratégicos para o nosso desenvolvimento, como são a educação, a saúde, a ciência e a tecnologia nacional em situação muito difícil".

O diretor da CTB Carlos Rogério destacou que a política de juros altos do BC levou à desaceleração econômica, com o PIB tendo um crescimento de apenas 2,7%, após uma expansão de 7,5% no ano anterior. Para o sindicalista, a principal causa do processo de desindustrialização que vive o país é o câmbio sobrevalorizado, que atrai capital especulativo. "É preciso dar um basta nesta situação para que o país volte a caminhar para frente", frisou.

Publicado no Jornal Hora do Povo edição 3.048

 
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