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Créditos: Taxa de desemprego cresce pelo 3º mês seguido e chega a 10,8%
30/04/2012 | Taxa de desemprego cresce pelo 3º mês seguido e chega a 10,8%

Em março, foram eliminados 92 mil postos de trabalho nas 7 regiões pesquisadas pelo Dieese

O total de desempregados no conjunto das sete regiões metropolitanas - São Paulo, Belo Horizonte, Fortaleza, Recife, Salvador, Porto Alegre e Distrito Federal - pesquisadas pelo Dieese foi estimado em 2 milhões e 423 mil pessoas em março, 175 mil a mais do que no mês anterior. Segundo a Pesquisa de Emprego e Desemprego PED, divulgada no dia 25, a taxa de desemprego total  elevou-se de 10,1%, em fevereiro, para 10,8%, em março.

O nível de ocupação reduziu-se em 0,5%, com a eliminação de 92 mil postos de trabalho. “A pequena variação positiva da População Economicamente Ativa - PEA (),4%, ou o ingresso de 84 mil pessoas na força de trabalho das regiões) resultaram no aumento do contingente de desempregados em 175 mil pessoas. O total de desocupados, nas sete regiões investigadas, foi estimado em 19 milhões e 968 mil pessoas e a PEA, em 22 milhões e 392 mil”, explica o Dieese.

A taxa de desemprego total aumentou em todas as regiões: Salvador (15,7%/17,3%), Fortaleza (8,5%/9,6%), Belo Horizonte (5,1%/5,4%), Recife (11,9%/12,3%) e Distrito Federal (12,4%/13,3%), Porto Alegre (7,0%/7,6%) e São Paulo (10,4% para 11,1%).

Por setor, no conjunto das regiões, o nível ocupacional diminuiu na Indústria (-53 mil postos de trabalho, ou -1,8%), no agregado Outros Setores (-47 mil, ou -3,0%) e na Construção Civil (-35 mil, ou -2,5%), permaneceu relativamente estável nos Serviços (23 mil postos de trabalho, ou 0,2%) e apresentou pequeno crescimento no Comércio (20 mil, ou 0,6%).

Somados indústria e construção civil são 88 mil empregos a menos.

Os dados do Dieese confirmam o alerta feito por lideranças empresariais e sindicais em defesa da indústria e do emprego. Com a invasão dos importados, os juros mais altos do mundo e o câmbio beneficiando estrangeiros, o processo de desindustrialização já começa a se refletir mais rapidamente sobre o emprego.

“O fato é que o emprego industrial está acompanhando o que vem ocorrendo na produção. Se, nos oito primeiros meses do ano passado, o número de ocupados na indústria ficou estável, a partir de setembro ele deixou de resistir à forte perda de ritmo da produção observada ao longo de 2011 e começou a cair”, avaliou o Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi), sobre a queda de 0,3% no emprego na indústria brasileira em janeiro de 2012 em relação a dezembro passado, na série com ajuste sazonal, segundo dados do IBGE. “O emprego industrial também já está sendo afetado pelos fatores mais gerais que estão comprometendo a competitividade da indústria e, consequentemente, empurrando sua produção para baixo, quais sejam, o elevado custo de se produzir no País e a moeda valorizada”.

Nesta quinta-feira (26), o IBGE divulgou sua pesquisa mensal em seis regiões do país, registrando queda na taxa total de desocupação de 6,2% em março, uma alta de 0,5 ponto percentual frente a fevereiro de 2012 (5,7%). Em janeiro a taxa foi de 5,5%.

A diferença das pesquisas realizadas pelo Dieese e IBGE, além da metodologia, se verifica nas regiões pesquisadas, o IBGE substitui o Distrito Federal pelo Rio de Janeiro e não inclui Fortaleza.

Para o IBGE está desempregado quem procurou emprego nos últimos 30 dias. O Dieese considera aquele que procura há 1 ano, mas no mês da pesquisa deixou de procurar (desalento) e o que realizou qualquer trabalho, considerado precário, nos trinta dias anteriores à pesquisa, mas está desempregado há um ano.
 

Sem a "parcimônia" do BC, Caixa reduz juros para imóveis

A Caixa Econômica Federal reduziu as taxas de juros do financiamento imobiliário para todos os clientes. O anúncio foi feito no dia anterior (25) à divulgação da ata do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, que afirma que novas reduções da taxa de juros devem ser feitas “com parcimônia”.

A Caixa informa que a redução pode chegar a até 21%, sobre a taxa de juro efetiva, nas condições do Sistema Financeiro de Habitação (SFH) e valerão para os novos financiamentos, contratados a partir do 8º Feirão, dia 4 de maio.

Para imóveis de até R$ 500 mil, dentro do SFH, os juros passam de 10% a. a. para 9% a. a. para todos os clientes. Com relacionamento e conta salário a taxa cai ainda mais, para 7,9% a.a.

Se o cliente for financiar o imóvel de até R$ 170 mil, nas regras do FGTS, e possuir relacionamento e conta salário na Caixa, a taxa máxima cai dos atuais 8,4% a.a. para 7,9% a.a. E cairá para 7,4% a.a. se o cliente for também cotista do FGTS, inclusive para os financiamentos enquadrados no Programa Minha Casa Minha Vida, na faixa de renda acima de R$ 3.100.

Para imóveis fora do SFH (valor superior a R$ 500 mil), as taxas também caem, de 11% a.a. para 10% a.a. Com relacionamento e conta salário, o juro cai ainda mais, para 9% a.a.

Rombo externo é coberto com desnacionalização

A cada resultado divulgado pela equipe econômica dá a impressão que nossas diletas autoridades gostam de colocar o país no fio da navalha. Na terça-feira (24), o Banco Central divulgou os números referentes ao setor externo. Em março, o saldo das transações correntes com outros países ficou negativo em US$ 3,320 bilhões e no primeiro trimestre também registrou déficit: US$ 12,113 bilhões.

O problema é que para cobrir os sucessivos rombos nas transações correntes (inclui os saldos da balança comercial, serviços e rendas e transferências unilaterais) se recorre cada vez mais ao ingresso do chamado “investimento direto estrangeiro” (IDE), que somou US$ 5,887 bilhões em março e US$ 14,939 bilhões no acumulado de janeiro a março. Acrescente-se a isso, o ingresso de dinheiro puramente especulativo, o “investimento em carteira” (IEC): US$ 1,4 bilhão e US$ 7,477 bilhões, nos respectivos períodos citados.

Ao que parece, a equipe econômica quer apagar fogo com gasolina. Ingresso de IDE no país é direcionado para compra de empresas, ou seja, significa mais desnacionalização da economia – registre-se que parte do IDE é desviada para a especulação. Ou seja, mais desnacionalização é igual a aumento de remessas de lucro para as matrizes, portanto, mais rombo nas contas externas. Além disso, as filiais das multinacionais são importadoras por natureza, o que implica em uma deterioração no saldo da balança comercial. Consequência: mais problemas nas contas externas.

O ingresso de uma montanha de dólares, seja através do IDE ou do IEC, em um país que há muito tempo tem uma das maiores taxas de juros do mundo, também tem como consequência a hipervalorização de sua moeda. A deformação do câmbio subsidia as importações e encarece as exportações. Ou seja, deterioração da balança comercial e das contas externas. Além do que espreme a indústria de transformação, que ano trás ano tem diminuída sua participação no Produto Interno Bruto (PIB). Por um lado sufocada pelos juros alucinados do BC, pelo câmbio deformado e pelos importados.

Assim, cobrir o rombo das contas externas com dinheiro estrangeiro é empurrar o problema com a barriga, além de aumentar o controle das multinacionais sobre a nossa economia, aumentando a sangria do país. E na vã ilusão de que se está aumentado os “investimentos produtivos”, na verdade, se está é contribuindo para aumentar a desindustrialização que vive o Brasil. Para todo o ano de 2012, o BC projeta um déficit em transações correntes na ordem de US$ 68 bilhões, o equivalente a 2,57% do PIB estimado. Isso representa aumento do gasto líquido em conta corrente, que em 2011 foi deficitária em US$ 52,480 bilhões (2,11% do PIB).

No primeiro trimestre, os ingressos de IDE para participação no capital, isto é, excluindo os empréstimos intercompanhias, se deu principalmente para a indústria, totalizando US$ 6,592 bilhões, ou 51,9% do total de ingressos. Desse volume, US$ 3,140 bilhões foram direcionados para a siderurgia. Em seguida, para o setor de serviços, com US$ 4,081 bilhões (32,1% do total), dos quais US$ 1,049 bilhão para o comércio (exceto veículos).

Contudo, nos últimos anos, os ingressos de IDE tem se dado crescentemente ao setor de serviços. No ano passado, por exemplo, o volume de recursos para compra de empresas de serviços somou US$ 31,987 bilhões, enquanto para a indústria totalizou US$ 26,837 bilhões. Portanto, não dá para amarrar o burrinho na miragem da “industrialização” via IDE, até porque todas as multinacionais instaladas no país vivem é mamando nas tetas do BNDES.

VALDO ALBUQUERQUE

Com informações do Jornal Hora do Povo.

 

 
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