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17/05/2012 | Delegado confirma na CPI relação de Policarpo e Cachoeira

O deputado federal Paulo Teixeira (PT/SP), integrante da CPI do Cachoeira, afirmou que o depoimento do delegado Matheus Mella Rodrigues mostrou que o diretor da revista Veja em Brasília, Policarpo Jr., sabia da relação do contraventor com o senador Demóstenes Torres (ex-DEM/GO). O delegado coordenou a Operação Monte Carlo da Polícia Federal, que resultou na prisão do bicheiro, no fim de fevereiro. “O delegado falou que só na operação dele foram 42 ligações com o Policarpo. Isso mostra uma intensidade inaceitável e uma promiscuidade nessa relação. Ele [Policarpo] sabia que era um órgão criminoso, era basicamente espionagem política. O delegado disse que o Policarpo sabia que o Demóstenes tinha relação com essa quadrilha, o que é de grande valia, porque, sabendo que o Demóstenes tinha relação com a quadrilha, a Veja não podia ter feito o que fez com o Demóstenes, ter endeusado ele”, afirmou Teixeira.

Paulo Teixeira lembrou que foram sete anos de parceria entre Policarpo e a quadrilha de Carlinhos Cachoeira, que mantinham uma relação que “não era apenas de fonte, passou a ser uma relação digamos assim de cumplicidade”. “O Policarpo obtinha informações da organização que eram fruto de espionagem política. Em contrapartida, a Veja dava notícias que interessavam à organização criminosa”, disse.

“A Veja, via Policarpo, conseguia as informações que lhe interessava, que eram obtidas através de espionagem política… Ao mesmo tempo, a Veja dava à organização o que ela pedia. Por exemplo, a organização estava com dificuldades no Dnit, porque ali os interesses da Delta estavam sendo contrariados. A revista então fez a matéria que derrubou o ministro dos Transportes e o superintendente do Dnit”, ressaltou.

Ele assinalou que o diretor de Veja “extrapolou a sua atividade profissional” e ficou muito além do que é permitido. “Liberdade de imprensa não é liberdade de prática criminosa. Liberdade de imprensa é uma luta pela liberdade e não pela prática do ilícito”, frisou.

O deputado citou ainda que, em 2005, Policarpo foi depor numa Comissão de Ética sobre o caso do deputado André Luiz e disse que o deputado tinha tentado extorquir Cachoeira. “O Policarpo apresentou inclusive gravações, o que demonstra que, de longa data, que ele conhecia a atividade que o Cachoeira tinha. Foi um casamento de longa duração que só acaba agora, espero eu, com a elucidação desses fatos”, acrescentou.

Em nota, PF contesta pedido de arquivamento da Operação Vegas

A Polícia Federal (PF) informou nesta segunda-feira (14), por meio de nota, que não houve qualquer pedido feito à subprocuradora da República, Cláudia Sampaio, a respeito da Operação Vegas, que investigou as atividades ilegais do empresário Carlos Augusto de Almeida Ramos, o Carlinhos Cachoeira. No documento, a PF contestou as informações prestadas pela subprocuradora de que o inquérito teria sido arquivado a pedido do delegado Raul Alexandre Marque de Sousa, que conduziu as investigações.
“O delegado Raul Alexandre não pediu à subprocuradora Cláudia Sampaio, mulher do procurador-geral da República, Roberto Gurgel, o arquivamento ou o não envio da Operação Vegas ao STF”, diz a nota, que detalha os encontros ocorridos entre o delegado e Cláudia Sampaio.

“Ocorreram três reuniões entre o delegado Raul Alexandre Marques Sousa e a subprocuradora da República Cláudia Sampaio. As duas primeiras tiveram como objetivo a apresentação da operação policial e o encaminhamento dos autos à subprocuradora. O último encontro se deu em outubro, quando a subprocuradora informou não haver elementos suficientes para a instauração de investigação no STF e que opinaria pelo retorno dos autos ao juízo de primeiro grau”, prosseguiu a PF.

“A Polícia Federal encaminhou os autos da Operação Vegas à PGR em setembro de 2009 a partir de decisão do juiz federal de Anápolis/GO para que fosse avaliado, pelo juízo competente, o conteúdo da investigação, cujos fatos se relacionavam com pessoas que possuíam prerrogativa de função”, diz a nota. Ainda de acordo com a PF, a Operação Vegas teve início em março de 2008 por causa de um “vazamento de informações sobre a deflagração de uma operação policial e da tentativa de cooptação de um policial federal da superintendência regional em Goiás por membros de organização criminosa”.

Responsável pela operação Monte Carlo confirma na CPI denúncias contra Perillo

O delegado da Polícia Federal Matheus Mella Rodrigues, responsável pela operação Monte Carlo, disse na CPI do Cachoeira que o governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), é citado em pelo menos 200 ligações do grupo do bicheiro.

Segundo o deputado Paulo Teixeira (PT/SP), o delegado confirmou as denúncias sobre caixa de computador contendo R$ 500 mil reais que foi entregue a um assessor especial do governador, dentro do Palácio das Esmeraldas, e disse que há “indícios veementes” da venda da casa do governador para o empresário goiano Carlos Augusto de Almeida Ramos, o Cachoeira. Segundo o delegado, a casa foi vendida ao sobrinho de Cachoeira, Leonardo de Almeida Ramos, que pagou com dois cheques de R$ 400 mil cada e mais um de R$ 600 mil.

“O levantamento da operação Monte Carlo dá conta da necessidade urgente do esclarecimento por parte do governo de Goiás. A impressão que temos é que há fortes elementos do envolvimento da organização criminosa dentro da estrutura do Estado de Goiás”, afirmou o senador Randolfe Rodrigues (PSOL/AP).

De acordo com Randolfe, o governador de Goiás precisa “de maneira urgente” comparecer à CPI para se explicar.

O delegado também mencionou um jantar na casa de Demóstenes Torres, com a presença de Cachoeira e de Perillo, além de duas ligações do governador para o bicheiro, uma delas para parabenizá-lo por seu aniversário.



Para Humberto Costa, foco é a relação promíscua da Veja 

 O senador Humberto Costa (PT/PE) afirmou que o motivo invocado pelo procurador-geral da República, Roberto Gurgel, para não depor na CPI do Cachoeira é “tergiversação, é cortina de fumaça, cujo objetivo, isto sim, é tentar desviar as atenções da questão Cachoeira e suas relações promíscuas”. O procurador tem alegado que sua convocação é uma estratégia para desviar a atenção do suposto mensalão.

O senador ressaltou que Gurgel tem adotado uma postura equivocada, até porque não foi ele que apresentou a denúncia em relação ao caso, que está em vias de ser discutido no Supremo Tribunal Federal (STF). “Foi o que o antecedeu”, observou, lembrando que o papel do atual procurador-geral agora é de meramente fazer a sustentação da denúncia junto ao STF.

“O problema é que, a cada momento que passa, surgem novos fatos, e a gente observa ter havido algum tipo de desídia, de falta de empenho do procurador-geral, no sentido de dar seguimento às denúncias que foram feitas pela operação Vegas”, acrescentou.

Ele também rebateu as ilações de que petistas e aliados teriam decidido que o foco da CPI seria a mídia. “Há um órgão de imprensa que pode ter tido relações promíscuas com o criminoso e ter feito, inclusive, troca de interesses com esse criminoso. Esse órgão de imprensa, naturalmente, para tentar se proteger está buscando inclusive a solidariedade dos demais. Tentando transformar um problema que é das suas relações políticas como se fosse um problema da mídia, ou um problema do Brasil, o que não é verdade”, disse em relação à Veja e Cachoeira.

Com informações do Jornal Hora do Povo.

 
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