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17/05/2012 | Emprego recua 0,4% na indústria

O emprego industrial recuou 0,4% em março ante fevereiro, com ajuste sazonal, segundo números do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No acumulado do primeiro trimestre, o emprego na indústria diminuiu 0,8% na comparação com o mesmo período do ano passado. Os índices são o resultado da política deliberada da equipe econômica em manter os juros reais (3,4% ao ano) bem acima da média internacional (-0,6% ao ano) e corte de orçamento, além do câmbio deformado que turbina as importações. Combinado com o alto grau de desnacionalização da economia, esse conjunto estrangula a produção e, consequentemente, o emprego industrial.

Na avaliação do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (IEDI), “um dos pontos agravantes desse cenário da indústria nacional é o que vem ocorrendo em São Paulo. O número de ocupados na indústria paulista vinha recuando a taxas expressivas de maio do ano passado até fevereiro deste ano (–0,6%, –1,2%, –1,7%, –1,4%, –2,1%, –3,3%, –3,5%, –3,1%, –3,0%, –2,9%) e, em março último, o resultado não foi diferente: –3,5% (todas as taxas calculadas com relação ao mesmo mês do ano anterior)”.

Nos três primeiros meses do ano, o emprego industrial em São Paulo recuou 3,1% ante ao mesmo intervalo de 2011.

Ainda nesse período, o emprego industrial caiu em dez dos 18 setores investigados pelo IBGE, sendo que os resultados mais expressivos em setores como madeira (–10,2%), calçados e couro (–7,0%), vestuário (–6,5%), fumo (–5,7%), produtos de metal (–5,5%), têxtil (–5,1%), borracha e plástico (–4,2%), papel e gráfica (–3,8%), metalurgia básica (–2,9%) e minerais não-metálicos (–1,1%).

“Não está claro qual será o comportamento tanto da produção industrial quanto dos ocupados na indústria neste segundo trimestre. É mais provável que, no período abril-junho, ambos não apresentem resultados favoráveis que possam sinalizar uma inequívoca recuperação. Tudo indica que uma possível recuperação só virá no segundo semestre do ano”, diz o IEDI.

Conforme o IBGE, “em março de 2012, o número de horas pagas aos trabalhadores da indústria, já descontadas as influências sazonais, recuou 1,2% frente ao mês imediatamente anterior, praticamente eliminando a expansão de 1,3% assinalada em fevereiro último”.

No acumulado do primeiro trimestre deste ano, houve recuo de 1,2% no número de horas pagas, com onze dos 18 setores pesquisados apontando resultados negativos.

 Com informações do Jornal Hora do Povo.

 
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