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23/05/2012 | Países ricos não querem o Mercosul forte, diz Samuel Pinheiro Guimarães

Para o embaixador Samuel Pinheiro Guimarães, há um comprometimento da imprensa brasileira com os interesses das multinacionais de minar o bloco

Há uma campanha permanente na imprensa que menciona que o Mercosul não funciona, que ele cria problemas. É uma campanha permanente, porque os países grandes não querem um Mercosul forte”, afirmou o alto representante geral do Mercosul, o embaixador Samuel Pinheiro Guimarães, na reunião preparatória para o seminário “Crise, estado e desenvolvimento: desafios e perspectivas para a América do Sul”, na última sexta-feira dia 18, no Senado.

Para Samuel Pinheiro, essa campanha pressupõe relações complexas, que resvalam no comprometimento da imprensa brasileira com os interesses das grandes multinacionais, oriundas dos países exportadores.

O alto representante destacou que a grande imprensa dá ênfase em discussões pontuais com o objetivo de consolidar uma visão negativa, que tenta minar o fortalecimento do bloco.

Segundo ele, o interesse dos países ricos contra o bloco se deve ao fato de ser mais difícil negociar com um grupo de países coesos. O embaixador avalia que o fortalecimento do Mercosul não interessa aos países industrializados porque, para que eles obtenham mais vantagens nas relações comerciais com a América Latina, “é melhor negociar com cada país isoladamente”.

Samuel Pinheiro ressaltou que ao aumento das importações de produtos de multinacionais atrapalha o principal elemento de coesão do Mercosul, que é o comércio.

Para o embaixador é preciso equilibrar o comércio entre os países membros. Ele lembrou ainda que grande parte das importações são realizadas pelas multinacionais.

Guimarães apontou ainda a importância da adesão da Venezuela ao Mercosul. E esclareceu que só não há esforços para que haja, também, o ingresso de outros países, por conta das assinaturas de acordos de livre comércio com os EUA que os obrigam a reduzir a zero à tarifa de importação. No Mercosul, essa tarifa, hoje, é de 10%, mas tende a ser elevada para combater a importação excessiva dos produtos industrializados.

A reunião foi presidida pelo presidente da representação brasileira no Parlamento do Mercosul, o senador Roberto Requião (PMDB), e contou ainda com os palestrantes, Carlos Lessa, ex-presidente do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o jornalista Mauro Santayana.

Lessa destacou que a crise dos países centrais cria oportunidades para a América Latina, mas também temores. “Embarcamos no discurso da globalização de forma absolutamente temerária. Abrimos mão de todos os instrumentos de salvaguarda nacionais e, hoje, temos um sistema financeiro que é apêndice do que acontece lá fora”, justificou.

Para ele o fortalecimento de um projeto nacional é a única alternativa. “Com uma crise dessas proporções, cada sociedade tem que estar coesa para sobreviver. E esta coesão só é possível com o Estado, por meio de um projeto nacional”, afirmou.

Já o jornalista Mauro Santayana, enfatizou a necessidade da união dos países da América do Sul como forma de superar a crise. Para o jornalista, o Brasil tem de assumir o papel de protagonista nessa integração.

O presidente da representação brasileira no Parlamento do Mercosul, senador Roberto Requião (PMDB-PR), enfatizou a necessidade de uma maior integração do bloco e defendeu a entrada da Venezuela o mais rapidamente possível. Ele lembrou que a Venezuela tem um Produto Interno Bruto (PIB) quase igual ao da Argentina e um mercado consumidor imenso. O senador protestou ainda contra a desindustrialização brasileira: disse que o Brasil, em 1980, produzia mais do que a Coreia, a Tailândia, a Malasia e a China juntas, mas que, hoje, sua produção não chega a 15% do que produzem aqueles países.

Publicado no Jornal Hora do Povo, edição 3.058

 
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