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23/05/2012 | Índice de Atividade Econômica do BC registra queda de 0,35% em março frente a fevereiro

O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) divulgado no dia 18 registrou um fraco desempenho da economia brasileira. Em março, na comparação com o mês anterior, apresentou um recuo de 0,35%, levemente menor que a queda observada em fevereiro (-0,38%) na comparação com janeiro. Ante o março do ano passado, a variação ficou negativa em 1,18% e no acumulado do primeiro trimestre, frente ao mesmo intervalo de 2011, diminuiu 0,23%. Todos os números com ajuste sazonal.

O índice medido pelo BC incorpora informações sobre o nível de atividade dos três setores da economia (indústria, comércio e serviços e agropecuária) e é considerado como uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB), medido pelo IBGE.

O que mostra que algumas tímidas e restritas medidas, adotadas pelo governo recentemente, não foram capazes de reverter a política de desaceleração econômica em 2011 - cinco altas seguidas da taxa de juros, corte do Orçamento, aumento da reserva para os bancos (superávit primário), restrição de créditos e, principalmente, liberdade total para a entrada de investimentos estrangeiros diretos (IDE), exacerbando a desnacionalização da economia.

Algumas medidas, inclusive, se repetiram este ano, como o corte do orçamento, aumento do superávit primário e o livre caminho para o ingresso de IDE, com grande parte sendo desviado para especulação.

A redução da Selic a conta gotas manteve alto o diferencial de juros. A taxa real básica de juros no Brasil está em 3,4% ao ano, enquanto a média mundial está negativa em -0,6%. A taxa dos EUA está negativa (-2,4%). Ou seja, um verdadeiro estímulo à entrada de dólares no país, sobrevalorizando o câmbio, que resulta no aumento do ritmo das importações e encarece os produtos das exportações.

Por outro lado, o aumento constante do ingresso de IDE resulta em uma maior penetração do capital estrangeiro em nossa economia. Com isso aumenta o aumento das remessas de lucros e das importações, com graves problemas para as contas externas. Aliás, o aumento da desnacionalização está na raiz do processo de desindustrialização em curso em nosso país.

Uma constatação óbvia, inclusive para o governo, é que o desempenho da economia no primeiro trimestre se apresenta desastroso, o que poderá comprometer o resultado também do segundo trimestre. A indústria tem sido o setor mais afetado pela condução da economia pela dupla Mantega/Tombini. No Estado de São Paulo, que representa cerca de 40% da produção no país, para a indústria de transformação tiver uma variação zero, segundo a Fiesp, terá de ter um crescimento mensal de 0,6% até o final do ano.

Para tentar fugir da recessão, o Ministério da Fazenda divulgou novas medidas de desoneração. Foi reduzido o IPI que incide sobre automóveis e utilitários reduzido, IOF para crédito a pessoas físicas (de 2,5% para 1,5%). A alíquota do IPI para carros de até 1.000 cilindradas cai de 7% para zero. Para 1 mil a 2 mil cilindradas, irá de 11% para 6%. Nos utilitários, a redução é de 4% para 1%. A redução vai até o fim de agosto, causando renúncia de R$ 1,2 bilhão à União. 

Vendas no varejo sobem apenas 0,2%

As vendas no comércio varejista brasileiro apresentaram um aumento de apenas 0,2% em março, de acordo com pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgada na última quinta-feira.

Para Reinaldo Pereira, gerente da Coordenação de Serviços e Bens do Instituto, “a alta no varejo vem de acordo com o crescimento da economia, que se esperava que começasse a deslanchar no começo de 2012. Realmente, o crescimento deixa a desejar em relação ao que era esperado”.

Para ele, o cenário de instabilidade afeta a expectativa de consumo, mas com os bancos baixando os juros do crédito direto ao consumidor, do cheque especial, do cartão de crédito, o estímulo ao consumo retorna: “Temos que aguardar o impacto”, disse.

O resultado, a pesar de positivo, não recupera a queda do mês anterior, -0,5% em fevereiro.

A queda nas vendas foi registrada em seis das dez atividades pesquisadas: combustíveis e lubrificantes (-0,3%); outros artigos de uso pessoal e doméstico (-0,6%); hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-0,6%); veículos e motos, partes e peças (-1,4%); equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-6,9%) e livros, jornais, revistas e papelaria (–7,1%).

Em outros setores, houve acréscimo: artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (2,3%); móveis e eletrodomésticos (1,2%); tecidos, vestuário e calçados (0,8%) e material de construção (0,3%).

Publicado no Jornal Hora do Povo, edição 3.058

 
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