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01/06/2012 | CPI convoca Perillo, mas se perde ao chamar Agnelo

A CPI do Cachoeira convocou por unanimidade, na quarta-feira (30), o governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), para depor. O governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT), também foi chamado a falar, por 16 votos a 12. O requerimento que pedia a convocação de Sérgio Cabral (PMDB), governador do Rio de Janeiro, foi rejeitado por um placar de 17 a 11.

A convocação de Queiroz foi, como se diz, uma concessão da CPI às pressões da oposição e da mídia que, para encobrir o envolvimento do tucano e do diretor da revista Veja em Brasília, Policarpo Júnior, com o bando de Cachoeira, tenta jogar uma cortina de fumaça nas apurações. Uma vez que as próprias gravações em que o petista é citado mostram que houve uma tentativa de golpe da quadrilha contra o governador. Justamente porque ele confrontou o esquema de Cachoeira.

Já o envolvimento de Marconi Perillo com a quadrilha está cada vez mais evidente e indefensável. As investigações da Monte Carlo revelaram, por exemplo, que uma casa vendida por ele, no valor de R$ 1,4 milhão, não teve como comprador o dono de uma faculdade, como o tucano alegou, e sim o contraventor Carlinhos Cachoeira.

No depoimento reservado do delegado Matheus Rodrigues, que chefiou a operação da Polícia Federal, ele contou que três cheques, sendo um de R$ 600 mil e outros dois de R$ 400 mil, foram entregues no Palácio das Esmeraldas, sede do governo goiano. A chefe de gabinete de Perillo, Eliane Gonçalves Pinheiro, também foi flagrada conversando com Cachoeira em gravações feitas pela PF.

O depoimento à CPI do braço-direito de Cachoeira, Wladimir Garcez (PSDB), complicou a situação do governador, quando não conseguiu dar uma explicação convincente sobre a transação do imóvel. Ele confirmou ter repassado os cheques – que teriam a quadrilha como origem – a Lúcio Fiúza, assessor do governador.

“Pedi ao Cláudio Abreu, meu patrão, e ao Carlinhos Cachoeira que me emprestassem o valor de 1,4 milhão de reais para eu repassar ao governador”, disse.

Acuado por sua iminente convocação, Perillo fez um teatro e apareceu em reunião administrativa da CPI, na terça-feira (29), alegando que sua presença era para demonstrar disposição de colaborar. O governador alardeou que não tem “qualquer envolvimento” com a quadrilha de jogo ilegal comandada pelo bicheiro, mas declarou não acreditar que seja “justo” ter seu sigilo quebrado. Queria ser ouvido pela CPMI quase escondido. Uma clara tentativa de abortar a sua convocação.

Após o encerramento da sessão, o relator da CPI, deputado Odair Cunha (PT/MG), disse que não há indício de envolvimento do governador Sérgio Cabral com o esquema de Cachoeira. “Quanto ao governador Marconi Perillo, seu envolvimento é mais evidente. Quanto ao governador Agnelo Queiroz, menos evidente”, declarou, afirmando que o depoimento deles “vai ser uma oportunidade para darem as explicações necessárias”. Convocar Agnelo, portanto, é uma manobra para transformar a CPMI em pizza, para acobertar os crimes de Perillo.

Publicado no Jornal Hora do Povo, edição 3.061

 
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