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01/06/2012 | Depoimento afundou mais ainda Demóstenes Torres

O senador Demóstenes Torres (ex-DEM/GO), que apresentou sua defesa oral ao Conselho de Ética, na última terça-feira (29), tentou negar seu envolvimento com a quadrilha de Carlinhos Cachoeira, alegando que “não sabia das atividades ilegais” do bicheiro. A estratégia fracassou, entretanto, quando foi questionado sobre qual seria então o sentido de ter dito a Cachoeira “isso te pega”, se não tinha conhecimento dos negócios ilícitos do comparsa.

“Essa frase está mais do que ratificada de que o senhor estava avisando algo a ele”, frisou o senador Mário Couto (PSDB-PA). O parlamentar se referia ao diálogo entre Carlinhos Cachoeira e Demóstenes Torres, gravado em 22 de abril de 2009, no qual o contraventor tratava com o senador sobre a tramitação de um projeto de lei que proibia os jogos de azar, que se encontrava em tramitação no Congresso.

Couto indagou a Demóstenes se a voz nos diálogos, que diz ‘inclusive te pega!’ – advertindo Cachoeira do risco que correria, era realmente dele. Diante da resposta confirmando a conversa, declarou: “Quando assisti à primeira gravação na TV, eu falei: ‘Se a gravação for verdadeira, é uma das maiores decepções da minha vida’.”

Após três meses de silêncio desde a prisão do bicheiro, por mais de 5 horas, Demóstenes se dedicou à missão inglória de convencer o Conselho de Ética que não conhecia as atividades ilícitas do contraventor. Alegou ser vítima “da maledicência da imprensa” e de um “conluio do Ministério Público (MP) e da Polícia Federal (PF)” para prejudicá-lo.

O senador contou saber que Cachoeira operava jogos quando isso era legal e chegou a “jogar verde” para saber se ele continuava operando jogos de azar, ao “inventar” uma suposta operação conjunta da PF com o Ministério Público (MP), que nunca ocorreu, para ver como ele iria reagir. “Ele ficou apavorado”, disse.

O relator do processo que pode levar à cassação do mandato de Demóstenes, senador Humberto Costa (PT/PE), desmentiu a história. “O delegado da PF disse aqui que essa operação foi armada para descobrir quem vazava informações para Cachoeira”, lembrou, contestando a versão de que fora “inventada”.

Demóstenes sustentou ainda ter atendido apenas os pedidos “legítimos e republicanos” feitos a ele por Cachoeira. “O resto não fiz”, garantiu, negando ter conhecimento da rede criminosa operada pelo bicheiro, com quem tinha “somente amizade”.

O parlamentar reconheceu ter recebido um aparelho Nextel de Cachoeira, “mas apenas por comodidade, porque fazia ligações internacionais”. Alegou desconhecer que o mesmo “presente” fora dado a outros membros da quadrilha, o chamado ‘Clube Nextel’. Questionado pelo relator, reconheceu que a conta era paga pelo contraventor. “Uns R$ 50, pagos nos Estados Unidos”, admitiu.

Publicado no Jornal Hora do Povo, edição 3.061

 
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