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01/06/2012 | Empresários e centrais defendem a continuidade da queda dos juros

As entidades empresariais e as centrais sindicais saudaram o corte de mais meio ponto percentual na taxa Selic e ressaltaram a necessidade da continuidade da redução de juros, além de outras medidas para impulsionar o setor produtivo. “A decisão do Copom de continuar a política de redução da taxa básica de juros é acertada”, avaliou a Confederação Nacional da Indústria (CNI). “O cenário externo adverso exige ações rápidas e estruturantes, e a redução dos juros é componente essencial nessas medidas. No campo interno, a inflação está em desaceleração, proporcionando ambiente positivo para uma política monetária mais ativa”, disse a entidade.

Para a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), “o Brasil precisa recuperar a sua competitividade por meio de medidas adicionais, que ajudem a reduzir os custos de produção no país”. A Fecomercio-SP mantém a sua posição na defesa de novas reduções na taxa de juros. “A entidade reforça que novos cortes na Selic são fundamentais para reduzir os gastos com a dívida pública e liberar recursos para investimento em áreas fundamentais para o contínuo desenvolvimento do país, como infraestrutura, segurança e educação”.

O presidente em exercício da Força Sindical, Miguel Torres, ressaltou que “o governo deve continuar reduzindo a taxa Selic, combatendo, desta forma a especulação, que é um mecanismo perverso que inibe a produção, o consumo e a geração de novos postos de trabalho”.

“É necessária a continuidade da redução dos juros para equilibrar o câmbio, mas também ações que recomponham as cadeias produtivas e impeçam a entrada de investimentos diretos estrangeiros, que entram em nosso país para comprar nossas empresas, aumentando com isso as importações de insumos e componentes e, inclusive, de produtos finais. O BNDES deve direcionar seus financiamentos às empresas genuinamente nacionais, privadas e estatais, e o governo deve priorizar essas empresas em suas compras”, destacou o presidente da Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB), Ubiraci Dantas de Oliveira (Bira).

Com a Selic a 8,5% ao ano, muda o rendimento da poupança aberta a partir de 4 de maio, segundo a regra anunciada pelo governo no começo de maio. Pela nova norma, quando a Selic estiver em 8,5% ou abaixo, a nova poupança será corrigida mensalmente por 70% da Selic, mais a TR (Taxa Referencial). Para os depósitos antes do dia 3 de maio continua a valer o modelo antigo de correção, de 0,5% mensal (ou 6,17% ao ano), mais a TR.

Publicado no Jornal Hora do Povo, edição 3.061

 
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