Você está em: Home >> Notícias >> É preciso sustar a desnacionalização das nossas empresas e ter uma política industrial
 
- Procurar Notácias  
 
 
 
Legenda:Diretório Nacional do PPL
06/06/2012 | É preciso sustar a desnacionalização das nossas empresas e ter uma política industrial

No último final de semana, sábado (2) e domingo (3), em São Paulo, ocorreu a reunião do Diretório Nacional do Partido Pátria Livre com a participação de dirigentes do partido de todas as regiões do país. Durante os dois dias os integrantes do Diretório do PPL debateram a situação econômica do país, a política nacional, destacando a CPMI do Cachoeira, e a política eleitoral do partido nas eleições municipais que serão realizadas em outubro. Leia abaixo os trechos principais do informe apresentado no encontro pelo presidente nacional do PPL, Sérgio Rubens de A. Torres.

 

“É importante a percepção revelada pela presidente Dilma, a partir do início de março, de que as taxas de juros aqui precisam cair ao nível das taxas internacionais, porque para o Brasil voltar a crescer é mesmo indispensável reduzir as taxas de juros – especialmente a taxa básica.

Mas isso não é tudo. Já é hora do governo concentrar a atenção numa questão estratégica.

Desde 1995, o estoque de capital estrangeiro no Brasil tem crescido numa velocidade extremamente mais rápida do que o estoque de capital nacional.

Em 2010, o Investimento Estrangeiro Direto (IED) atingiu US$ 579,6 bilhões. Entre 1995 e 2010, o estoque de capital fixo cresceu em torno de 35%, enquanto a parcela estrangeira nesse total aumentou 1.290%.  

Na prática, isso funciona assim: Entre 1995 e 2000, 1.100 empresas privadas brasileiras foram compradas por multinacionais. Notem que não estamos mencionando as mais de 300 estatais privatizadas, cuja maioria também foi adquirida por corporações americanas e européias.

Entre 2004 e 2011, essa desnacionalização selvagem atingiu 1.074 empresas nacionais. Só no ano de 2011 foram 208 empresas. E o resultado do primeiro trimestre de 2012 apresenta um crescimento de 117,65% em relação ao primeiro trimestre do ano passado.

Como é possível prosseguir desse jeito?

As multinacionais importam, em média, 290% a mais que as empresas nacionais, porque preferem trazer de fora  máquinas, equipamentos, componentes e insumos. Assim, o estoque de capital externo, que já é mais que excessivo nos setores chave da economia, vai tornando as importações e as remessas de lucros insustentáveis para o país.

Para vencer esse gargalo e tirar nossa indústria do estado de penúria em que se encontra é preciso mais do que reduzir os juros e equilibrar o câmbio.

Não dá mais para o Brasil continuar sem política industrial, sem política de substituição das importações, sem política para desenvolver a engenharia nacional nos setores de tecnologia de ponta.

E a proposta do PPL é resolver esses problemas priorizando as empresas genuinamente nacionais nos financiamentos e nas encomendas do Estado, tal como recomendava a Constituição de 88, antes de ser mutilada por FHC. Sem isso não haverá um verdadeiro crescimento sustentado.

Ademais é preciso sempre ter em mente que sem aumento real de salário, emprego e investimento público não há economia que se sustente. Flexibilizar esse princípio elementar que norteou governo Lula equivale a caminhar para trás.

CPI do Cachoeira

É fundamental acompanhar e estimular a CPI do Cachoeira a aprofundar ao máximo as investigações sobre os malfeitos. As gravações da Polícia Federal revelam que as ações da quadrilha iam muito além do enriquecimento ilícito e da lavagem de dinheiro. Elas comprometem o ex-líder do Dem no Senado, a revista Veja, uma grande empresa da contrução civil, o governador Marconi Perillo, um ministro do STF e o procurador-geral da República - que mesmo sabendo fez questão de tudo acobertar - numa série de armações visando desestabilizar o governo e promover o golpismo, para, no mínimo, enfraquecê-lo, paralisá-lo e empurrá-lo para trás.

Tanto o governo Lula quanto o governo Dilma foram vítimas dessas armações. É necessário que os responsáveis não permaneçam impunes, para que a atuação de esquemas desse tipo seja fortemente desestimulada, limpando o terreno para que o governo possa avançar sem sobressaltos.

ELEIÇÕES - política eleitoral

Priorizar o lançamento de candidaturas próprias do PPL nas grandes cidades e as alianças eleitorais com os partidos que compõem a base de sustentação do governo Dilma”.

 

 
Últimas Notícias
 
17/04/2018   -- Cientistas Engajados disputarão as eleições em 2018
13/03/2018   -- PPL apresenta candidatura de João Goulart Filho a presidente da República
12/03/2018   -- PPL decide: João Goulart e Léo Alves para Presidência e Vice-Presidência do Brasil
08/02/2018   -- NOTA AO POVO GAÚCHO
02/02/2018   -- Governo do RS deixa metade dos servidores sem salário
 

 
Voltar


 Comente
 
COMENTÁRIOS:
12.03.2018
 PPL decide: João Goulart e Léo Alves para Presidência e Vice-Presidência do Brasil.
02.02.2018
 Aposentados fazem desfile-protesto contra assalto à Previdência.
02.02.2018
 Gasto com juros foi de R$ 400 bilhões em 2017.
02.02.2018
 Servidores Públicos reforçam convocação de greve geral dia 19.
02.02.2018
 ALERGS não vota o pacote de Sartori.
02.02.2018
 Governo do RS deixa metade dos servidores sem salário.
02.02.2018
 Filho de Jango é lançado presidente em São Borja.
22.01.2018
 Resolução da Executiva Estadual do Partido Pátria Livre – RS.
15.01.2018
 João Vicente Goulart condena “desmoralização” do Ministério do Trabalho.
15.01.2018
 Eleição com Lula é fraude!.
15.01.2018
 Ha-Joon Chang: “O Brasil está experimentando uma das maiores desindustrializações da história da economia”.
27.11.2017
 A vice-presidente do PPL/RS recebe homenagem da ALRS alusiva à Semana da Consciência Negra.
22.11.2017
 PPL inicia campanha à presidência: “Chega de roubalheira e recessão!”.
06.10.2017
 Presidente ladrão diz que imoral é o procurador que o pegou pelo pé.
[+ Notícias]

Correio Eletrônico: pplrs@pplrs.org.br