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08/06/2012 | Desnacionalização atinge 25% dos fornecedores de máquinas e equipamentos

O vice-presidente da Abimaq, Carlos Pastoriza, ao divulgar o resultado do setor em maio, alertou para o processo de desnacionalização que vive o país. Segundo a Abimaq, nos últimos oito anos as máquinas e equipamentos fabricados no país perderam 25% de conteúdo local. “Significa dizer que os fornecedores de insumos e componentes para as indústrias do setor perderam ¼ dos pedidos nesse período”, enfatizou Pastoriza.

Apesar da desvalorização do real junto ao dólar e da queda na taxa de juros, Pastoriza declarou que o cenário para o empresário ainda é preocupante. “Estamos importando chapa de aço. O empresariado brasileiro é muito competente, mas com os problemas internos - câmbio valorizado, juros altos e impostos, de nada adianta apresentar à Petrobras um produto inovador se os custos forem elevados. Nós não queremos protecionismo ou qualquer tipo de ajuda. Queremos é competir em igualdade de condições com os importados. Mesmo com a obrigatoriedade da percentagem do componente nacional na indústria, esses cânceres continuarão sendo um entrave para a melhoria no setor de máquinas e equipamentos”, afirmou.

Entre os componentes importados estão motores elétricos, rolamentos de esferas, válvulas, peças usinadas, peças fundidas, peças forjadas, partes elétricas e até chapa de aço. “É um absurdo um país que exporta 40% do minério consumido no planeta e importa chapas até da Europa”, efatizou o diretor da entidade.

Segundo Pastoriza, a desnacionalização na base da cadeia é um processo silencioso que destrói progressivamente um complexo tecido que é o sangue tecnológico de qualquer indústria. “Essas empresas fecham, vão vender cachorro quente na esquina e os empregos perdidos não aparecem nas estatísticas porque não é um setor organizado”.

Carlos Partoriza enfatizou que a redução da participação da indústria nacional no setor pode marcar “o início da desaceleração do nível de investimento no país”.

O setor registrou queda no faturamento de 16,1% em abril em relação a março e de 5,8% na comparação com o mesmo mês de 2011. No acumulado do ano, o faturamento cresceu 1,6%, puxado pelas exportações, principalmente entre filiais de empresas multinacionais no Brasil e no exterior. Considerando apenas o mercado interno, o acumulado registrou queda de 4,6%.

Publicado no Jornal Hora do Povo, edição 3.063

 
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