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08/07/2012 | Para Iedi, “indústria transitou da estagnação para recessão aberta”

Os números da produção industrial divulgados na terça-feira (3) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam uma trajetória declinante em todos os níveis de comparação. No confronto com maio de 2011 a produção industrial despencou 4,3%. Nos cinco primeiros meses do ano, frente ao mesmo intervalo de 2011, o setor industrial acumulou perdas de 3,4%. Em maio ante o mês anterior, recuou 0,9%, terceiro resultado consecutivo nessa base de comparação. Todos os índices com ajuste sazonal. “A indústria transitou de uma situação de estagnação em 2011 para a condição de recessão aberta nos meses iniciais de 2012”, avaliou o Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi).

O resultado do mês de maio (-4,3%) em relação a maio de 2011 se deu principalmente pela queda de 17 ramos em 27 pesquisados, com destaque pelo recuo de 16,8% da produção de veículos automotores, controlada pelas multinacionais. O ramo de veículos automotores “foi a maior influência negativa, pressionado pela queda na produção de aproximadamente 75% dos produtos investigados no setor, com destaque para caminhão-trator para reboques e semi-reboques, caminhões, automóveis, chassis com motor para ônibus e caminhões, motores a diesel e autopeças”. O setor tem sido contemplado com a redução de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI).

Outros resultados negativos nesse período: material eletrônico, aparelhos e equipamentos de comunicações (-24,3%), fumo (-23,3%), vestuário e acessórios (-10,6%), máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-9,3%), alimentos (-6,1%), metalurgia básica (-5,8%), farmacêutica (-5,0%) e máquinas e equipamentos (-3,9%).

Por categoria de uso, ainda no confronto com igual mês de 2011, a atividade industrial recuou em bens de capital (-12,2%), bens de consumo duráveis (-9,5%), bens intermediários (-2,7%) e bens de consumo semi e não duráveis (-2,7%).

No índice acumulado de janeiro a maio (-3,4%) – com resultados negativos em 15 dos 27 segmentos pesquisados – também apresentou queda significativa a produção de veículos automotores (-18,1%), exercendo influência negativa no índice geral. Também apresentaram números negativos: material eletrônico, aparelhos e equipamentos de comunicações (-16,0%), máquinas para escritório e equipamentos de informática (-13,1%), vestuário e acessórios (-12,8%), máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-9,4%), têxtil (-7,5%), farmacêutica (-5,0%), borracha e plástico (-4,4%), metalurgia básica (-4,2%) e máquinas e equipamentos (-3,4%).

Entre as categorias de uso, houve menor dinamismo nos produtos de bens de capital (-12,0%), bens de consumos duráveis (-10,0%) e bens intermediários (-2,0%). O segmento de bens de consumo semi e não duráveis ficou estagnado (0,0%).

A situação dramática da indústria aponta para um novo fiasco do Produto Interno Bruto (PIB) em 2012. No ano passado ficou em 2,7%. No primeiro trimestre deste ano cresceu apenas 0,2% em relação ao trimestre imediatamente anterior. Isso se dá em função do ministro Guido Mantega ter abandonado de vez qualquer lampejo de uma política industrial, limitando-se a desonerações que beneficiam as multinacionais, que assumiram o controle da economia brasileira.

Publicado no Jornal Hora do Povo, edição 3.071

 
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