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15/11/2012 | Freio no investimento público atinge produção e emprego

Os índices regionais da produção industrial em setembro tiveram variação negativa em 12 de 14 locais pesquisados, na comparação com agosto, segundo os números divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), na quinta-feira (8). As quedas mais acentuadas foram registradas em Goiás (-2,9%), Rio de Janeiro (-2,7%), Paraná (-2,6%) e Santa Catarina (-2,2%).

Também apresentaram recuo acima da média nacional (-1,0%) a atividade industrial no Espírito Santo (-1,9%), Ceará (-1,6%), Minas Gerais (-1,4%), Amazonas (-1,3%) e São Paulo (-1,2%). Ainda com taxa negativa, Pernambuco (-0,7%), Rio Grande do Sul (-0,4%) e Bahia (-0,1%). Ou seja, nos três estados mais industrializados (São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais) a produção industrial teve queda.

O Pará foi o único que apresentou resultado positivo nessa base comparação, com expansão de 2,6%, interrompendo três meses de retração na produção industrial, período em que acumulou perda de 8,5%. A Região Nordeste (0,0%) ficou no patamar de agosto, após acumular ganho de 1,6% em três meses consecutivos de expansão. Todos os índices com ajuste sazonal.

No acumulado de janeiro a setembro, em relação ao mesmo período do ano anterior, a produção despencou em nove das 14 localidades pesquisadas pelo IBGE. Entre as regiões com índices negativos estão São Paulo (-5,2%) e Rio de Janeiro (-6,6%), enquanto Minas Gerais teve uma ligeira variação positiva (0,1%). A queda mais acentuada aconteceu no Amazonas (-7,0%), seguido do Espírito Santo (-6,8%). Registraram resultados positivos em Goiás (3,6%), Pernambuco (2,9%), Bahia (2,5%) e Região Nordeste (1,6%).

Em São Paulo, o setor de material eletrônico, aparelhos e equipamentos de comunicações teve recuo de 25,0%; veículos automotores caiu 17,4%; máquinas, aparelhos e materiais elétricos teve retração de 10,8%.

No Rio de Janeiro, diversos setores tiveram desempenho negativo: veículos automotores (-37,5%), minerais não metálicos (-13,4%), alimentos (-12,4%), bebidas (-9,4%).

Em Minas Gerais, mesmo registrando um resultado positivo (0,1%) no período, apresentou retrações em alguns setores, como metalurgia básica (-5,9%), indústrias extrativas (-1,7%) e alimentos (-1,3%).

Em todas as bases de comparação, o que a pesquisa do IBGE detectou é que a crise é generalizada, o que levou o Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (IEDI) “a fazer um “Raio X” da situação de crise da indústria que se revela como ainda bastante grave”. O que demanda uma política industrial digna do nome, para a qual não basta uma expressiva redução da taxa de juros e uma ligeira melhora do câmbio, que evidentemente são necessárias.

O problema é que equipe econômica além de se limitar a desonerações, acredita que atraindo “investidores”, isto é, com o aumento da desnacionalização, vai aumentar os investimentos. “Os investidores têm boa acolhida no Brasil, onde encontram uma situação sólida e boa rentabilidade”, afirmou o ministro da Fazenda, Guido Mantega, em evento no Rio de Janeiro, na segunda-feira (12).

O problema é que a desnacionalização está levando à desindustrialização e ao aumento das importações, estrangulando a indústria nacional.

Fonte: Jornal Hora do Povo/Valdo Albuquerque

 

 
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