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14/12/2012 | Como Mantega fez o país crescer 4,5% em 2011 (e 5% em 2012)

Ministro considerou que “otimismo” é garantia de estabilidade no emprego

O nosso ilustre ministro da Fazenda declarou, sobre a sugestão da "The Economist" de que a presidente Dilma o demita, que "fiquei surpreso. Nunca vi ninguém ser demitido por otimismo".

Como o sr. Mantega jamais fez nada, desde o início do governo Dilma, que contrariasse o credo da "The Economist", só podemos concluir que o objetivo da revista era encher a paciência da nossa presidente – ou, para ser mais preciso, tentar balizá-la para que não continue a exigir que os juros baixem.

No entanto, já que o ministro tocou no assunto, nós jamais vimos alguém ser demitido ou por otimismo ou por pessimismo. Aqui mesmo, na redação do HP, as duas categorias convivem numa boa, e, em mais de 30 anos, ninguém foi demitido por ser adepto do Hardy Har Har, a hiena, ou de Lippy, o leão.

No entanto, por ser mentiroso ou incompetente, já vimos muitos que foram demitidos.

Sendo assim, para provar que o ministro não está em nenhum desses dois casos, fizemos uma pequena antologia de seu profundo pensamento. Comecemos:

1) Sobre o câmbio: "... estancamos a sobrevalorização. Estabilizamos o câmbio há 50 dias, quando a cotação do dólar estava a R$ 1,70. Hoje, está em R$ 1,77. (…) Além disso, os Estados Unidos farão, inevitavelmente, alguma valorização da moeda, subindo aquela taxa de juros de 0,25% ao ano" (entrevista, Valor, 15/12/2009).

2) Sobre os juros nos EUA: "Não acredito [que o aumento dos juros nos EUA só deverá ocorrer no fim de 2010]. (…) Trabalhar com 0,25% desmoraliza o mercado. Essa taxa supernegativa é ruim. Com 1% eles darão estímulo monetário à economia, e isso valoriza o dólar, ajudando todo o mundo a se equilibrar" (idem).

3) Sobre os gastos públicos: "além de cortar gastos que já existem, nós ainda temos que impedir que novos gastos sejam feitos. Diga-se de passagem, o funcionalismo está ganhando bem. Então é o momento de dar uma parada: no ano de 2011, nós não estamos prevendo aumento pro funcionalismo" (entrevista à TV Globo, janeiro/2011).

4) Sobre o crescimento: "O Brasil é hoje um país de 4,5%, 5% de crescimento - 7,5% [em 2010] foi um crescimento excepcional. O Brasil ainda não tem condições de crescer a 7,5%" (FSP, 27/02/2011).

5) Sobre o crescimento em 2011: "Os gastos do governo estão crescendo a uma velocidade menor que a do PIB (Produto Interno Bruto). Vamos ter um crescimento importante neste ano, de 4,5%" (FSP, 07/05/2011).

6) A explicação do anterior: "O crescimento [de 2011] será de 4,5%. O mercado muda com muita frequência as suas previsões, faz previsões de curto prazo, enquanto o governo olha mais o longo prazo. Nós desaceleramos no segundo trimestre, mas já vamos crescer mais no segundo semestre. Crescemos 1,3% no primeiro trimestre, ou 5,3% no ano. No segundo trimestre, o crescimento já deve ser menor, em torno de 0,8%, o que dá um pouco menos de 4% no ano. Mas o que interessa é a previsão anual. No terceiro e quarto trimestres aceleramos de novo, e chegaremos a 4,5%. É um excelente crescimento para a economia brasileira" (ISTOÉ Dinheiro, 20/06/2011).

7) A meta de crescimento para 2012: "No ano passado, crescemos 7,5%, mas não dá para crescer 7,5% todo ano. Por isso, estamos fazendo alguns ajustes. O objetivo do governo é crescer, em média, 5% nos próximos anos. Daí porque não devemos nos preocupar com a desaceleração em curso. Queremos crescer 5% [em 2012]" (idem).

8) Uma palavra tranquilizadora: "Aos que ficam preocupados com a desaceleração, quero deixar muito claro que a desaceleração é limitada. Não é uma volta ao passado, com crescimento pífio. É uma moderação do crescimento, que estava um pouco acelerado, mas para manter o crescimento sustentável" (idem).

9) Antes a moral, depois a barriga vazia: "Temos de zelar pelas contas públicas. Se desonerar tudo, derruba o primário [o superávit gerado para o pagamento de juros da dívida]" (OESP, 31/07/2011).

10) A dosimetria dos juros: "É a [taxa de juros] mais alta do mundo! Aumentou 1,5 ponto porcentual. Qual foi o país que aumentou isso? (…) [O BC] Está tendo a dose que eles acham que é a adequada. Eu concordo com a dose" (idem).

11) Filosofia: "Menos gasto de custeio dá mais investimento público" (Brasil Econômico, 07/10/2011).

12) Não somos de fritar bolinhos: "É verdade que o dólar subiu no mundo todo, mas ele subiu mais no Brasil em função das medidas que tomamos. Não estamos brincando em serviço" (idem).

13) Sensacional descoberta: "Até os americanos estão disputando nosso mercado: fazem uma política de desvalorização de moeda e vêm aqui disputar mercado. (...) todo mundo quer comer o pernil brasileiro" (idem).

14) O olhar profundo: "O crescimento tem que ser olhado por vários ângulos e não só o PIB. Temos que olhar o dinamismo da economia como um todo" (O Globo, 18/12/2011).

15) Alvíssaras, meu capitão: "... em novembro e dezembro [de 2011] a economia já acelerou. Veja como a economia reage rápido" (idem).

16) Vaticínio profético: "Se houver uma agudização [da crise externa], nós vamos crescer [em 2012] em torno de 4%" (idem).

17) Avanti Popolo: "... meu balanço do ano [de 2011] é muito positivo" (idem).

18) Grandes esperanças: "Em 2011, o Brasil (...) consolidou-se como um dos países mais dignos de confiança, fato demonstrado pela melhoria da nota das quatro maiores agências de classificação de risco". (artigo em Estado de São Paulo, 01/01/2012).

19) Não contavam com minha astúcia: "... o PIB brasileiro desacelerou-se em 2011 frente ao forte crescimento de 7,5% do ano passado, devendo crescer em torno de 3%, patamar satisfatório num ano de ajuste e de combate à inflação. Esse movimento foi, em parte, programado e planejado" (idem).

20) Prudência e caldo de galinha: "Em 2011, o governo tomou várias medidas que preparam para o crescimento mais forte em 2012" (idem).

21) Mais certeiro que Guilherme Tell: "Em 2012, portanto, a economia está pronta para crescer de 4% a 5%. Os atuais indicadores de atividade, crédito e emprego de novembro e dezembro já apontam para a recuperação" (idem).

22) Sobre as remessas de lucros das montadoras automobilísticas e o dinheiro que elas levaram do BNDES: "É um setor muito bem-sucedido. Eles fizeram investimentos. As empresas aqui dentro foram lucrativas. Lá fora deram prejuízos e as matrizes pediram para remeter para preencher os buracos. Esse é o preço do sucesso" (FSP, 27/02/2011).

23) Sobre os elos das cadeias produtivas destruídos pelas importações: "Não podemos ignorar o fato de que vivemos numa economia de concorrência" (idem).

24) A vida é bela: "Como a economia já adquiriu o seu dinamismo próprio, o Estado pode recuar. Estamos acabando de eliminar estímulos, o que significa diminuir o gasto público" (FSP, 27/02/2011).

25) Sagacidade: "O BNDES vai subir as taxas de juros, que tinham baixado para estimular a economia. O Tesouro não continuará colocando o mesmo aporte" (idem).

26) Genialidade econômica: "Achamos que a demanda do setor privado é suficiente para manter a economia num ritmo de crescimento satisfatório, em torno de 5%. Estamos tirando o impulso adicional" (idem).

Resultado: de 7,5% em 2010, o crescimento foi para 2,7% em 2011, e, com sorte, para 1% em 2012.

Fonte: Hora do Povo/Carlos Lopes

 

 
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