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23/01/2013 | “Em 2012, foram gastos apenas R$ 14,8 bi com ensino superior”

Michelle Bressan, secretária-geral da União Nacional dos Estudantes (UNE):

A universidade deve voltar a ser a prioridade do MEC, disse Michelle, durante Coneb da entidade

"A luta central da UNE deve ser impedir a sangria do dinheiro da educação para os bancos, que está acontecendo hoje, debaixo dos nossos olhos e colocando em risco os avanços conquistados no último período”, afirmou Michelle Bressan, secretária-geral da UNE, durante o 14º Coneb (Conselho de Entidades de Base) da União Nacional dos Estudantes (UNE), em entrevista ao Hora do Povo.

Segundo Michelle, em 2012 foram gastos com o ensino superior do país cerca de R$ 14,8 bilhões. “Um valor muito baixo, diante das necessidades de desenvolvimento do nosso país”, disse.

“Com o recurso desviado da educação poderíamos mais que dobrar o dinheiro para as universidades que em 2012 foi de R$ 14,85 bilhões. A universidade deve voltar a ser a prioridade do MEC, e isso deve estar representado na fatia do Orçamento que o ministério dedica ao ensino superior”, ressaltou Michelle, durante o encontro, realizado na UFPE (Universidade Federal de Pernambuco) em Recife (PE) do dia 18 até a última segunda-feira (21).

“É preciso ampliar o dinheiro público investido no ensino superior. O primeiro passo para isso é executar efetivamente o recurso aprovado para o MEC. Afinal, é inadmissível que o governo apresente um orçamento, o Congresso aprove, a sociedade seja informada, mas ele se transforme em uma peça de ficção ao desviar bilhões para os bancos”, afirmou.

Segundo a secretária-geral da UNE, “de 2003 a 2011 tivemos um crescimento de 305,6% nas despesas do governo com manutenção e desenvolvimento do ensino, conquistado principalmente no segundo mandato do presidente Lula. Entretanto, a universidade pública, teve um aumento nos seus recursos de apenas 140,5% em todo este período. Ou seja, apesar do ensino superior ser a principal responsabilidade do Ministério da Educação, a sua fatia no orçamento do MEC diminuiu” disse.

“Essa diminuição fez com que o governo federal gastasse com o ensino superior apenas 0,92% das despesas executadas e liquidadas durante o ano de 2011. Um orçamento extremamente baixo, que deixa clara a falta de prioridade que vem sendo dada ao ensino superior público” salientou Michelle.

Segundo a secretária-geral da entidade, a ampliação da parcela do Orçamento para a Educação é necessária: “Se chegarmos aos R$ 86,2 bilhões anunciados sem contingenciamento e principalmente com uma fatia maior para a universidade, já estaremos bem próximos de um valor razoável”, finalizou Michelle.

REUNI

Durante o Coneb a comissão mista que avalia o processo de expansão universitária formada em julho do ano passado, composta por dois representantes do Ministério da Educação (MEC), dois representantes da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), da UNE e dos estudantes de pós-graduação, entregou ao ministro da Educação, Aloizio Mercadante o seu relatório final com a avaliação do andamento das obras do e implementação do Programa de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (Reuni) e indicações de medidas a serem tomadas.

Daniel Iliescu, presidente da UNE e membro da comissão mista, diz que a expansão é apenas o início de uma reforma necessária às universidades e cobrou do ministro da educação mais verbas para o ensino universitário, criticando a atual situação das obras do Reuni.

“Encontramos também vários problemas. A universidade no Brasil está sucateada há 20 anos. O Reuni esbarrou em problemas que já vinham de antes. O relatório propõe que para além da expansão haja um aporte de recursos destinados ao resgate desses passivos”, explica o coordenador-geral da Diretoria de Desenvolvimento da Rede de Instituições Federais de Ensino Superior (MEC), Antônio Simões, integrante a comissão.

“A expansão é importante e tem que continuar, com a qualidade como principal diretriz”, avalia a reitora da Universidade Federal do Mato Grosso, Maria Lúcia Cavalli, outra integrante da comissão.

DESNACIONALIZAÇÃO

O Coneb contou com a participação de cerca de 3 mil estudantes que durante os quatro dias se dividiram em grupos temáticos de discussão como “A juventude na luta por um novo Brasil”, “Financiamento público de campanhas eleitorais no Brasil”, “O papel da Cultura na universidade” e “Regulamentação do Ensino Superior Privado”, onde foi denunciado o absurdo índice de desnacionalização das universidades privadas brasileiras.

Segundo o grupo, hoje apenas quatro grupos de capital estrangeiro (Anhanguera, gerida pelo Citigroup; Estácio, do GP Investments; Kroton Educacional e Laureate) abocanham grande parte dos estudantes da rede privada. São 1.317.000 matrículas que superam o número de alunos todas as federais somadas. Se considerado for, as outras instituições controladas pelo capital estrangeiro, este número ultrapassa os dois milhões de matrículas.

Após a compra dessas universidades pelos fundos de investimento estrangeiros, as medidas adotadas por eles tem obedecido o padrão de reduzir os gastos e buscar super-lucros. “Economizam”, por exemplo, com a demissão de professores mestres e doutores, como é o caso do grupo Anhanguera, que após adquirir a Universidade Bandeirante e outras instituições de ensino na Grande São Paulo, demitiu mais de 1.500 professores, em sua maioria mestres e doutores, substituindo-os pela implantação de aulas à distância.

Fonte: Hora do Povo

 
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