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23/01/2013 | Para IEDI, indústria perde terreno nas exportações

A balança comercial brasileira de bens tipicamente produzidos pela indústria de transformação mostra que em 2012 houve déficit recorde de US$ 50,6 bilhões, segundo dados do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (IEDI). No ano anterior, a balança havia apresentado um déficit de US$ 48,7 bilhões. Em 2012 a indústria de transformação respondeu por 59,5% da pauta exportadora, a segunda menor participação da série iniciada em 1989. Só em 2011 ela experimentou participação menor. De 2005 a 2011, a parcela dos produtos da indústria de transformação vem declinando ininterruptamente. Para o IEDI, é mister que seja destravados os investimentos públicos.

Como a balança comercial apresentou um superávit de US$ 19,4 bilhões em 2012, a conclusão é que os produtos primários, basicamente minerais e agropecuários, lograram novamente contrabalançar o déficit das mercadorias da indústria de transformação. O comércio dos de alta intensidade tecnológica teve déficit de US$ 29,3 bilhões em 2012. A grandeza deste déficit só foi superada pela registrada em 2011.

Bens de informática e de escritório, assim como equipamentos médicos, óticos e de precisão presenciaram déficits em nível sem igual na série iniciada em 1989. Mas o maior déficit desta faixa continua sendo dos aparelhos de áudio, vídeo e telecomunicações e componentes. Já os bens do ramo aeronáutico persistem como exceção: saldo positivo e melhora frente a 2011.

O maior déficit dentre os quatro segmentos coube ao de média-alta: - US$ 54,5 bilhões, déficit sem igual para esta faixa na série. O déficit de produtos automobilísticos, de máquinas e equipamentos e de produtos químicos (exceto farmacêuticos) atingiram níveis sem iguais. Esses dados corroboram a impressão de que diversas cadeias produtivas de setores como o automobilístico, por exemplo, que antes estavam em atividade dentro do país, vêm deixando de produzir nos últimos anos.

As mercadorias de média-baixa intensidade tecnológica tiveram, pelo terceiro ano consecutivo, saldo negativo de US$ 7,8 bilhões. O superávit dos produtos metálicos não tem conseguido mais contrabalançar o déficit em produtos derivados do petróleo refinado, álcool e afins, como costumava ocorrer. A primarização de nossa pauta se confirma pelos dados a seguir da indústria de baixa intensidade.

A faixa de bens típicos da indústria de baixa intensidade tecnológica logrou o único e significativo superávit em 2012: de US$ 40,9 bilhões. Apesar de tanto, o superávit declinou frente a 2011. Neste grupo, mesmo o expressivo superávit de alimentos industrializados, bebidas e fumo recuou. Acresça-se que prosseguiu a deterioração do saldo dos bens intensivos em trabalho – têxteis, vestuário e calçados.

Segundo o IEDI, as medidas de proteção da indústria devem ser feitas. Há de se reconhecer, também, o mérito da redução na taxa de juros e o fato das autoridades públicas estarem inquietas acerca do baixo dinamismo da economia. “Espaços produtivos ocupados por competidores ávidos – chineses, sendo o exemplo óbvio – e premência de se conciliar crescimento com questões ambientais são algumas das questões a contingenciar as decisões acerca do papel que o País almeja no plano produtivo global. Enquanto isto, faz-se mister destravar os investimentos públicos”.

Fonte: Hora do Povo

 
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