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25/01/2013 | Desembolso de R$ 156 bilhões do BNDES é menor do que o de 2010

O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, informou na terça-feira (22) os resultados da instituição em 2012, dos quais destacou os desembolsos totais de R$ 156 bilhões. Coutinho, ao comparar os desembolsos dos últimos seis anos, mostrou, também, que os desembolsos de 2012 ainda ficaram abaixo daqueles de 2010. O presidente do BNDES apresentou esses resultados tanto em valores nominais (sem correção da inflação) quanto em valores constantes, corrigidos pelo IPCA, com real de 2012 (cf. “Desempenho do BNDES em 2012”, 22/01/2013, p. 8).

Assim, os R$ 156 bilhões de 2012 são um valor 17,9% inferior ao de 2010, que, em valores constantes, equivaleu a R$ 190 bilhões em reais do ano passado.

Na comparação com os desembolsos de 2011 (R$ 148 bilhões em valores constantes, corrigidos pelo IPCA), o resultado de 2012 foi 5,4% superior. Contudo, os financiamentos desembolsados pelo BNDES em 2011 foram 22% menores ante os do ano anterior.
Ou seja, em 2012, os desembolsos do BNDES, principal fonte de financiamento para o investimento das empresas, ficaram abaixo daqueles de dois anos atrás.

Em valores nominais, sem correção da inflação, a situação é a mesma. A evolução dos desembolsos do BNDES divulgada por Coutinho foi a seguinte: em 2010 ficou em R$ 168 bilhões; em 2011, R$ 139 bilhões; e em 2012, R$ 156 bilhões.

Sucintamente, mesmo que o Programa de Sustentação do Investimento (PSI) tenha sido prorrogado, os desembolsos permanecem abaixo dos de 2010. O problema é que o Produto Interno Bruto (PIB) despencou de 7,5% em 2010 para 2,7% em 2011 e o do ano passado vai girar em torno de 1%. O que demonstra a urgência da ampliação dos financiamentos públicos para recuperar os investimentos, que estão em queda há cinco trimestres. Como pensar em crescimento com a taxa de investimento diminuindo, passando de 19,5% do PIB em 2010 para 18,7% no terceiro trimestre de 2012? Ou revertemos esse quadro ou continuaremos patinando abaixo até mesmo do famigerado “PIB potencial” dos neoliberais, que deve continuar beirando os 3,5% (somente o sr. Mantega para conseguir ficar abaixo dessa miséria).

Para aumentar em 5,2% ao ano os desembolsos do BNDES entre 2013 e 2016, Coutinho acredita que isso se dará através de financiamentos das “novas concessões em logística”, isto é, nas privatizações anunciadas de aeroportos, rodovias, ferrovias e portos.

Fonte: Valdo Albuquerque

 

 
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