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29/01/2013 | Ata do Copom defende arrocho dos salários

Além de sinalizar que a taxa básica de juros (Selic) continuará no patamar de 7,25% ao ano “por um período de tempo suficientemente prolongado”, a ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central reitera a surrada tese de que “aumentos de salários incompatíveis com o crescimento da produtividade e suas repercussões negativas sobre a dinâmica da inflação” são riscos de descompasso entre as taxas de crescimento da oferta e da demanda.

Desde pelo menos junho de 2011, com a divulgação do Relatório de Inflação da época, e das reuniões do Copom a partir dessa data, o BC mantém essa campanha contra o aumento dos salários. Não que isso tenha a ver com qualquer exercício de ciência econômica, mas como um dos componentes para derrubar o crescimento econômico. Afinal de contas, com salário arrochado, quem vai comprar os produtos feitos pela indústria?

A prática já comprovou que aumento de salário é fundamental para o fortalecimento do mercado interno e, portanto, para o crescimento. É o que mostra, por exemplo, o desempenho da economia do último ano do governo Lula. “O ano 2010 foi um período de crescimento significativo para o Brasil. O Produto Interno Bruto (PIB) aumentou 7,5%, liderado pelo crescimento da indústria (10,4%) e do comércio (10,9%). A base desse crescimento foi o mercado interno, impulsionado pelo aumento do salário mínimo e pela expansão da massa de rendimentos do trabalho. A taxa de desemprego total pesquisada pelo DIEESE nas regiões metropolitanas foi de 11,9%, representando uma queda significativa em relação à taxa de 14,0%, verificada em 2009”, aponta o “Balanço das greves em 2010-2011”, do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

O que é incompatível com o crescimento da produtividade não é o aumento de salário, mas os juros que continuam ainda em um patamar elevado (1,7% reais ao ano), bem acima da média internacional (-0,4%) e da taxa dos EUA (-1,7%), com suas supermissões de dólares para invadir as economias pelo mundo afora. Além disso, a brutal desnacionalização da economia, que faz crescer estupidamente as importações.

Por outro lado, um eventual descompasso entre as taxas de crescimento da oferta e da demanda pode ser superado com o aumento da oferta, a começar com a utilização de capacidade ociosa. A própria ata do Copom registra que no setor de bens de capital (máquinas e equipamentos) o Nível de Utilização da Capacidade Instalada (Nuci) medido pela FGV atingiu em dezembro 82,0% e no de bens intermediários (insumos e componentes), 84,9%. Além disso, os investimentos públicos, em particular nas obras do PAC, são fundamentais para puxar os investimentos do conjunto da economia, aumentando a oferta.

Fonte: Hora do Povo/Valdo Albuquerque

 

 
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