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29/01/2013 | Juros e tarifas abusivas elevam lucro líquido do Bradesco a R$ 11,3 bilhões

O Bradesco divulgou nesta segunda-feira (28) um lucro líquido de R$ 11,38 bilhões em 2012. Trata-se do quarto maior lucro da história entre bancos segundo levantamento da empresa de consultoria Economatica. O maior lucro da história foi registrado pelo Itaú Unibanco em 2011, de R$ 13,83 bilhões, seguido pelo Banco do Brasil, no mesmo ano, de R$ 12,68 bilhões, e pelo próprio Itaú Unibanco, em 2010, com R$ 11,7 bilhões.

Os resultados divulgados pelo Bradesco superam em 3% o lucro do banco em 2011, quando o avanço sobre o ano anterior foi de 10%.

Além dos juros abusivos cobrados pelo banco, com o aval do Banco Central, o lucro foi obtido, principalmente, devido ao aumento do resultado operacional de seguros (32,66%), do crescimento das receitas de prestação de serviços (16,14%) e das rendas de tarifas bancárias (13,34%). As operações de crédito cresceram 11,51% em doze meses, atingindo um montante de R$ 385,53 bilhões.

Apesar do aumento do lucro bilionário do Bradesco, o banco fechou 1.299 postos de trabalho no ano passado de acordo com a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf).

“É inadmissível que, apesar desse lucro astronômico, o Bradesco feche postos de trabalho, sabotando os esforços do governo e da sociedade brasileira para que o país volte a crescer a um ritmo mais acelerado, com geração de mais empregos e diminuição da desigualdade”, afirma o presidente da Contraf, Carlos Cordeiro.

Ainda segundo a Contraf, as despesas com pessoal cresceram 5,4% no ano passado, porém, abaixo dos 7,5% do reajuste dos salários e dos 8,5% do reajuste do piso da categoria. A cobertura das despesas de pessoal sobre a receita de prestação de serviços chegou a 140,07% no Bradesco no período, um acréscimo de 12,2 pontos percentuais.

O patrimônio líquido do banco somou R$ 70 bilhões, número 26% maior que o do ano anterior. Esse expressivo resultado poderia ser ainda maior se o banco não tivesse, novamente, ampliado seu provisionamento para devedores duvidosos (PDD).

A presidente do Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região, e funcionária do Bradesco, Juvândia Moreira, também condena a redução no quadro de funcionários. “É um absurdo! O lucro é crescente para o banco, no entanto, não reflete na vida dos funcionários. O número de agências do Bradesco no Brasil cresceu apenas 1,1% em 2012, enquanto o número de correspondentes bancários subiu 23,6%. Precisa haver contrapartida de emprego, condições de trabalho e valorização dos bancários no crescimento do setor”.

O Bradesco foi o primeiro banco a divulgar os resultados de 2012.

Fonte: Hora do Povo

 
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