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05/02/2013 | “Supremo ignorou o amplo direito de defesa dos réus”, afirmou José Dirceu

Encerrando o encontro, o ex-ministro José Dirceu foi saudado com "Dirceu, guerreiro, do povo brasileiro" pela plateia. Dirceu convocou uma ampla mobilização para denunciar os erros e falhas do STF. "Estamos lutando há oito anos, e vou continuar. Vou percorrer o Brasil numa luta longa, que está apenas começando. Vou mostrar que houve erro. Não fosse este o caso, nós não estaríamos aqui. O STF ignorou o amplo direito de defesa, não permitiu a defesa contraditória", afirmou. "Não vão me calar".

Dirceu relatou que a perseguição começou há 8 anos quando Roberto Jefferson deu entrevista falando de "mensalão", sem prova alguma. Chamou a atenção que o processo de sua cassação já tinha sido um grave erro, porque no período da denúncia de Jefferson estava licenciado como deputado e não deveria, inclusive, ter sido julgado pelo STF. Citou ainda o fato da Câmara dos Deputados ter continuado a analisar o pedido de sua cassação mesmo a representação contra ele ter sido retirada pelo denunciante.

"Esse julgamento é o maior crime da história do país. A Suprema Corte suspendeu toda sua pauta para julgar apenas este caso. Ter começado às vésperas das eleições é um descaramento. É uma falta de pudor acreditar em coincidência". O ex-ministro disse que, apesar do linchamento promovido pela mídia, ele se jogou na sua defesa para mostrar sua inocência. Mas tinha a convicção de que seria um julgamento contra o governo Lula, um julgamento político, manipulado pela imprensa. "Ele se transformou em um julgamento de exceção", sublinhou. "Não houve desvio de dinheiro público, como foi mostrado pela revista Retrato do Brasil. Não há uma das mais de 600 testemunhas que diga que houve desvio de dinheiro público". "Mas as testemunhas de defesa foram tratadas como criminosas", denunciou.

O ex-ministro declarou em seu pronunciamento no ato que ao contestar a decisão do STF "estamos prestando um serviço à democracia".

Dirceu falou da hipocrisia do monopólio da mídia e de que lado ela está. Citou um banco que foi liquidado por fraudes causando um prejuízo de bilhões. A mídia não fez barulho nenhum contra esse golpe do banqueiro. "Não vai acontecer nada". "Mas eles querem passar que foi feita justiça", com o julgamento do suposto "mensalão". O ex-ministro defendeu uma regulação da mídia e a denunciou por fazer campanhas para desmoralizar o Congresso e mantê-lo de joelhos.

Fonte: Hora do Povo

 
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