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06/03/2013 | Joaquim jamais se submeteu aos interesses de quadrilha da Tera

Primeira audiência do caso do assassinato de Ricardo Joaquim é realizada. Depoimentos de 24 pessoas são colhidos no Fórum do Guarujá

Na última sexta-feira (1) ocorreu a primeira audiência do caso do assassinato do ex-secretário de governo e presidente do Partido Pátria Livre do Guarujá, no litoral de São Paulo, Ricardo Augusto Joaquim de Oliveira, executado em março de 2012 durante uma reunião do PPL municipal.

As 24 pessoas convocadas foram até o Fórum da cidade e a audiência pode ser realizada, já que a última, que seria realizada na terça-feira (26), foi cancelada pelo não comparecimento de um dos acusados do assassinato. O teor dos depoimentos da audiência não foi divulgado, porque a ação penal tramita em segredo de justiça. A próxima audiência está marcada para o dia 14 de maio.

O atual presidente do PPL em Guarujá, Hélio Ribeiro, testemunha do processo estava com o ex-secretário no dia do crime. Ele relembrou que Ricardo Joaquim falava aos membros do partido “quando adentrou no recinto uma pessoa com capacete, e se dirigiu diretamente na direção do presidente. O presidente tentou desarmá-lo”, disse Hélio. O assassino “efetuou os disparos e acabou assassinando o presidente e ferindo o vice-presidente Carlos Alberto de Souza”, completou.

Os empresários ligados à construtora Tera, Edis César Vedovatti e Felício Bragante foram apontados como mandantes do assassinato. Eles estão em liberdade graças a hábeas corpus concedido pela 5ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo.

Já os acusados de executarem o crime são o policial militar do 45º BPM/I (Praia Grande) Anderson Willians da Silva – apontado como autor dos disparos – e o ex-PM George Alves de Almeida. A pistola que causou a morte do ex-secretário foi encontrada com o ex-policial, que deixou a corporação 20 dias depois do crime para abrir um negócio próprio.

QUADRILHA

Segundo o jornal “A Tribuna”, Ricardo Joaquim teria sido assassinado, após ter recebido suborno para extinguir dívidas de IPTU de uma grande e valorizada área do Jardim Virgínia, em Guarujá, área esta cobiçada pela especulação imobiliária e que era alvo da prefeitura para a realização de projetos de moradia popular. Mas, como foi exonerado do cargo não teria conseguido cumprir o acordo do esquema e acabou assassinado.

A esposa de Ricardo Joaquim, Adriana Rocha condenou os ataques que estão sendo feitos à memória de seu marido. “É difícil, quase um ano que isso aconteceu. Mas, o que mais é importante é que se apure de fato os executores, os mandantes que assassinaram meu marido”, afirmou.

“Tenho que fazer com que a honra dele seja transparente para todos”, disse Adriana.

Em carta aberta endereçada a Adriana Rocha, o presidente estadual do PPL, Miguel Manso, negou as acusações feitas pelo jornal A Tribuna contra o ex-secretário.

Segundo Miguel, “porque uma quadrilha endinheirada, articulada nos meios políticos como ex deputados, prefeitos, e altas esferas, como deixou claro o mandante Sr. Felício quando foi preso dizendo que ia acabar com a raça dos delegados por que era amigo do Vice-presidente da República Michel Temer, quadrilha que está envolvida em esquemas de lavagem de dinheiro e comprou da família Matarazzo uma gleba no Guarujá de mais de um milhão de metros quadrados por vinte reais o metro e planejava ganhar algo em torno a dois ou três bilhões de reais em poucos anos iria mandar matar um advogado, líder sindical, Secretário de Governo e braço direito da Prefeita Maria Antonieta de Brito, porque ele não teria mais influência (SIC...) na prefeitura, por que mandar matar quem não tem mais influência, mas teria ficado com algumas dezenas ou centenas de milhares de reais para favorecer a quadrilha da construtora Tera?”, indagou o presidente estadual do PPL.

Miguel ressaltou a amizade entre a prefeita da cidade Antonieta e Joaquim e o “interesse de ambos em que Joaquim pudesse se viabilizar como candidato a Vice-prefeito de Antonieta, então não procede a ideia de que a influência de Joaquim havia decaído, ao contrário preparava-se a aliança PMDB-PPL - Antonieta e Joaquim, e todos sabiam que ela era muito forte, todos sabem que Antonieta entrou no PMDB, conquistou legenda e venceu as eleições pelas mãos e com o apoio do PPL, todos sabem que Antonieta participou de todo o processo de formação do PPL, e nutria forte simpatia pelo partido, e muita confiança e amizade, na verdade mais do que isso considerava Joaquim como seu irmão e homem de confiança, a influência de Joaquim era portanto ascendente pois ganharia inclusive o crivo das urnas para tal fortalecimento. Então se a quadrilha tinha subornado Joaquim não bastava esperar as eleições e ver seus interesses garantidos? Por que mandar matá-lo e correr tantos riscos?”, afirmou.

“Joaquim antes de deixar a prefeitura havia realizado reunião com os representantes dos moradores do Jardim Virginia e assumido compromisso com eles de garantir o apoio da prefeitura aos moradores em detrimento dos interesses da quadrilha da construtora Tera, não teria sido esta a gota d’água que fez a quadrilha decidir o assassinato de Joaquim? Ou seja, não pelos vinténs do suposto suborno perdido, mas sim pela não submissão do secretário a seus criminosos interesses e ao bilhão de reais que a quadrilha acreditava estar “perdendo” pela ação de uma autoridade pública em defender os moradores da cidade contra os Mega-Grileiros?”, destacou Miguel.

Para Miguel “é de fato revoltante ver a Tribuna dar ares de veracidade a uma versão que não se sustenta nem na realidade, nem nas provas dos autos, já que elas são fartas em apontar propinas da quadrilha para muita gente graúda, para os que estavam na sua folha de pagamento, mas absolutamente nada contra Joaquim”, afirmou.

“A Tribuna prefere dar como motivo o prejuízo causado pelo suposto suborno dado a Joaquim, que teria perdido influência, e não pelo prejuízo real produzido por seu apoio aos moradores do Jardim Virginia contra os bilionários planos dessa poderosa e bem articulada quadrilha – apoio que inclusive aumentaria na razão direta do crescimento da força de Joaquim nas eleições de 2012. Preferem ver a submissão do poder público aos interesses dos que o corrompem do que ver a ação digna e correta de quem defende os interesses do seu povo mesmo que as custas da sua própria vida. Preferem ficar com fantasiosas suposições do que ficar com a prova de uma pistola que foi usada em 28 assassinatos em varias cidades, onde a quadrilha tem interesses”, ressaltou o dirigente do PPL. Miguel ainda afirmou que paira sobre a quadrilha de lavagem de dinheiro, grilagem urbana por varias cidades de São Paulo, “forte suspeita de autoridades policiais que Joaquim não seria sua única vitima, mas que o ex prefeito de Campinas Toninho do PT assassinado por motoqueiros no estacionamento de um shopping poderia ter tido o mesmo destino pela ação da mesma quadrilha. Ou seja, ou as prefeituras favorecem sua grilarem ou eles abrem caminho a bala para seus financiadores e padrinhos políticos”.

“Esta é a primeira fase da luta vamos levar adiante a condenação dos que se consideravam impunes, mas outros inquéritos virão e vamos encurralar os cúmplices e financiadores desta poderosa quadrilha”, frisou o presidente estadual do PPL.

 

 
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