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13/03/2013 | Dilma: “liberada dos impostos, espero que cesta básica baixe”

Presidenta anunciou a medida no Dia 8 de Março. Ela cobrou a redução, pelo menos, de 9,25% a 12,5% no preço dos alimentos e no de produtos de higiene pessoal

A presidente Dilma Rousseff anunciou em rede de rádio e TV, no último dia 8 de março, Dia Internacional da Mulher, medidas fiscais que deverão "reduzir os preços dos produtos que fazem parte da cesta básica dos brasileiros". "Em homenagem à luta diária das mulheres, decidi anunciar hoje essas medidas muito importantes para você e sua família. Importantes especialmente para as mães de família mais pobres e as de classe média, que dividem, com seus maridos, a responsabilidade pelo sustento da casa", disse a presidente.

Segundo Dilma, "todos os produtos da cesta básica estarão livres do pagamento de impostos federais". "Espero que isso baixe o preço desses produtos e estimule a agricultura, a indústria e o comércio, trazendo mais empregos", frisou. "Com esta decisão, você, com a mesma renda que tem hoje, vai poder aumentar o consumo de alimentos e de produtos de limpeza, e ainda ter uma sobra de dinheiro para poupar ou aumentar o consumo de outros bens", acrescentou.

A presidente informou que fazem parte da cesta os seguintes produtos que terão seus preços reduzidos: carnes bovinas, suína, aves e peixes, arroz, feijão, ovo, leite integral, café, açúcar, farinhas, pão, óleo, manteiga, frutas, legumes, sabonete, papel higiênico e pasta de dentes. "Boa parte desses produtos já não pagava o Imposto sobre Produtos Industrializados, o IPI, mas ainda incidia uma alíquota de 9,25% do PIS/Cofins sobre os principais alimentos que você consumia", destacou Dilma.

Ela cobrou publicamente que os empresários beneficiados com a isenção realmente reduzam os preços para os consumidores. "Conto com os empresários para que isso signifique uma redução de pelo menos 9,25% no preço das carnes, do café, da manteiga, do óleo de cozinha, e de 12,5% na pasta de dentes, nos sabonetes, só para citar alguns exemplos". "Com esta decisão, o governo abre mão de mais de R$ 7 bilhões e 300 milhões em impostos ao ano, mas os benefícios que virão para a vida das pessoas e para a nossa economia compensam esse corte na arrecadação", avaliou.

Dilma reafirmou seu compromisso em impedir a carestia de vida e manter a estabilidade de preços e lembrou que já tomou outras medidas nessa mesma direção. "Foi assim que baixamos os juros para os mais baixos níveis da nossa história. Foi assim que reduzimos, como nunca, a conta de luz de todos os brasileiros. É assim agora que acabamos com os impostos federais na cesta básica para reduzir o preço dos alimentos e dos produtos de limpeza. Mas todo esse esforço estaria incompleto se não encarássemos de forma decisiva e corajosa a defesa dos direitos do consumidor", disse.

O preço da cesta básica tem apresentado alta considerável. Segundo pesquisa do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) divulgada na quinta-feira (7), o preço da cesta básica em Porto Alegre é o segundo mais alto do país, sendo que o valor médio de R$ 318,16 registrado em fevereiro só perde para os R$ 326,59 de São Paulo. A alta em relação a janeiro foi de 2,85%. Entre as 18 capitais pesquisadas pelo Dieese, 15 apresentaram altas nos preços e as maiores foram: Recife (8,35%), Fortaleza (7,22%), e João Pessoa (7,11%). Isso porque os preços dos alimentos, desde o governo Fernando Henrique, estão "internacionalizados", não dependem do mercado interno, ou seja, estão sob a influência dos especuladores externos. O cartel da comercialização dos alimentos, composto principalmente por conglomerados americanos e europeus, especula com os preços nas bolsas de "futuros".

Outro fator para a alta é que vários produtos da cesta básica, principalmente do setor de limpeza e higiene, estão nas mãos de multinacionais, cuja tradição não é oferecer preços baixos, já que detêm o monopólio. Até podem vender com preço baixo durante um certo tempo, mas somente o necessário para derrubar a concorrência e monopolizar a produção.

A segunda medida anunciada pela presidente em sua fala foi a criação de uma nova política federal de defesa dos consumidores. "No próximo dia 15 de março, não por coincidência, o Dia Internacional do Consumidor, vamos anunciar um elenco de medidas que transformarão a defesa do consumidor, de fato, em uma política de Estado no Brasil. Com o tempo, essa nova política vai colocar o Brasil no mesmo padrão dos países mais avançados do mundo na defesa desses direitos essenciais do cidadão", informou.

DEFESA DA MULHER

"Repito, neste dia dedicado mundialmente a cada uma de nós, que um governo comandado por uma mulher tem mais que obrigação de lutar pela igualdade de gênero, pela defesa intransigente dos mesmos direitos para homens e para mulheres. Nenhum país moderno pode desperdiçar a energia e o talento das mulheres, sob o risco de deformar o seu presente e comprometer o seu futuro. A desigualdade de gênero não é apenas socialmente maléfica, como economicamente destrutiva. Por sabermos disso, somos o governo com o maior volume de políticas públicas em favor da mulher em nossa história, mas precisamos e vamos fazer muito mais".

Ao encerrar seu pronunciamento, Dilma anunciou a criação de centros de defesa dos direitos das mulheres em cada estado brasileiro. "Isso significa, principalmente, intensificar o combate contra os crimes monstruosos do tráfico sexual e da violência doméstica, como estamos fazendo", afirmou. "A violência doméstica, aliás, tem que ser varrida dos nossos lares e do nosso território. Já temos instrumentos poderosos para isso, como a Lei Maria da Penha, que é uma das melhores do mundo. É preciso agora maior compromisso e participação de todos nós", destacou a presidente.

Dilma alertou àqueles homens que, "a despeito de tudo, ainda insistem em agredir suas mulheres". "Se é por falta de amor e compaixão que vocês agem assim, peço que pensem no amor, no sacrifício e na dedicação que receberam de suas queridas mães. Mas se vocês agem assim por falta de respeito ou por falta de temor, não esqueçam jamais que a maior autoridade deste país é uma mulher, uma mulher que não tem medo de enfrentar os injustos nem a injustiça, estejam onde estiverem", completou.

Fonte: Hora do Povo

 
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COMENTÁRIOS:
E o aumento dos aposentados????A derrubada dos vetos de lula de 2006(16 % e fator)??????Isso sim é notícia o resto é bla, bla, bla!!!!!
lucas
cascavel
 
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