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07/10/2011 | Completar a independência do Brasil, conclama em entrevista o presidente nacional do PPL

Leia a seguir entrevista dada ao jornal Hora do Povo pelo presidente do Partido Pátria Livre, Sérgio Rubens de Araújo Torres.

 

HP - O que representa a aprovação unânime pelo Tribunal Superior Eleitoral do registro definitivo concedido ao Pátria Livre?

 

Sérgio Rubens - Significa que seguimos estritamente as normas contidas na resolução do TSE, mesmo as que não nos pareciam muito justas. Para a nossa militância foi um exercício de paciência e de disciplina, porque não é fácil recolher mais de 1 milhão de assinaturas de apoio e conseguir certificar apenas metade delas. Mas a missão foi cumprida. Em dois anos temos o partido estruturado em 22 estados; Portanto, o que cabe agora é agradecer ao povo que acreditou no PPL, assinando as listas de apoio; à justiça eleitoral, que reconheceu a seriedade de nossos propósitos; e a todos os que contribuíram para que nossos abnegados militantes vencessem bem esse primeiro teste.

 

 

HP - Quais são as idéias centrais do PPL?

 

SR - A idéia central afirmada no programa do partido e nos congressos que realizamos (2009 e 2011) é completar a independência do Brasil, com ênfase na independência econômica, porque, como se sabe, ela é a base da independência política e condição indispensável ao avanço da democracia e da justiça social.

 

 

HP - Qual será a relação do PPL com os outros partidos e com o governo Dilma?

 

SR - O PPL é da base. Mas vai seguir lutando para que o governo corrija os equívocos da política econômica de juros altos, cortes no investimento público, importacionismo, arrocho salarial e retração do mercado interno, que fizeram o crescimento do PIB despencar de 7,5%, em 2010, para a raquítica previsão, propalada pelas autoridades do BC, de 3,5% em 2011. Isso não está à altura dos 55,7 milhões de votos que obteve a nossa presidenta.

 

 

HP - Qual a visão do PPL sobre a crise econômica dos países desenvolvidos provocada pelo sistema financeiro americano?

 

SR - A crise foi decisiva para que tomássemos a decisão de registrar o partido. Ela marca o esgotamento da ofensiva neoliberal iniciada no final da década de 80 e cobra de nós uma postura mais firme em relação à ampliação do peso do setor nacional – estatal e privado – na economia brasileira. A história tem mostrado que as crises do campo imperialista têm sido os momentos mais propícios para o Brasil avançar. E avançar é a única forma de manter o tsunami longe de nossa praia.

 

 

HP – Na sessão do TSE o advogado do partido prestou uma homenagem a Cláudio Campos e Tiradentes. Qual o significado para o PPL dessas homenagens?

 

SR - Tiradentes, Getúlio Vargas, Roberto Simonsen, Álvaro Vieira Pinto, Nelson Werneck Sodré, Celso Furtado, João Goulart, Brizola, Tancredo Neves, Cláudio Campos e Lula estão entre os muitos brasileiros que com suas idéias e realizações tiveram papel chave para o avanço da nossa independência e o desenvolvimento das concepções nacional-desenvolvimentistas que constituem a base do nosso programa.

 

 

HP - O PPL é o 29º partido brasileiro. Qual sua opinião sobre o comentário feito pelo presidente do TSE de que está havendo “hiperpartidarismo” no Brasil?

 

SR - Com certeza, o comentário do presidente não se refere ao nosso partido, porque todos sabem que boa parte deles teria mais dificuldade do que o PPL de passar pelo teste que passamos para obter o registro. Mas somos a favor da liberdade de organização partidária sem restrições de qualquer natureza, porque o problema não é se o partido é grande ou pequeno em dado momento, mas se tem idéias. Há conjunturas que favorecem o crescimento de certas idéias e conjunturas que favorecem o crescimento de outras.

 

 

HP - O Fernando Gabeira disse que a criação do PPL “soa como algo de outra galáxia”. O que você acha disso?

 

SR - Acho que ele está certo, mas vivendo na galáxia errada. Na nossa, as idéias que ele decidiu esposar não resistiram duas décadas e se encontram em acelerado processo de decomposição. Só conseguem produzir revolta contra os resultados práticos de sua aplicação.

 

 

HP – Ao contrário do PSD, o PPL nasce sem representantes no Congresso Nacional ou em governos estaduais. O partido tem boas chances nas eleições?

 

SR - Não se precipite. O prazo para filiação de deputados federais, estaduais e governadores, sem perda de mandato não se esgota agora. O que esgota no final desta semana é o prazo para ingresso de vereadores e prefeitos. E estamos mantendo conversas com mais de uma centena.

 

 

HP - O PPL pretende lançar candidatos às eleições majoritárias de 2012?

 

SR - Mais do que você imagina.

 

 

HP – O número 54 escolhido pelo partido tem algum significado especial?

 

SR - 1954, ano em que Getúlio assinou com o próprio sangue sua Carta Testamento. Há quem diga que 54 é o inverso de 45.

 

 

 
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