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05/06/2013 | Petroleiros repelem reunião sigilosa de Foster com vice norte-americano no Cenpes

O vice-presidente dos Estados Unidos, Joseph Biden, chegou ao Brasil na semana passada, para uma visita de quatro dias, na qual – entre elogios rasgados ao país – deixou evidente a disposição do governo norte-americano de pavimentar o caminho para que as petroleiras ianques entrem nas gigantescas reservas de petróleo do pré-sal descobertas em 2007.

Biden iniciou sua visita ao país no Rio de Janeiro, onde fez um discurso no Pier Mauá, na quarta-feira (29), em que destacou o desejo de ampliar as parcerias com o governo brasileiro e estabelecer uma "nova era" no relacionamento entre as duas nações. Ele propalou que os EUA têm reservas de gás de xisto que podem atender ao Brasil, mas, em contrapartida, quer participar da exploração de petróleo em áreas profundas. A propósito: se a tecnologia americana do xisto é tão boa e revolucionária, por que os EUA estão tão interessados no pré-sal do Brasil?

"O Brasil é um líder em combustíveis e energia renováveis. Nós temos muita experiência em extração de energia profunda e estamos prontos para ser parceiros", disse, sem cerimônias, no discurso do Pier.

Após a solenidade, o vice-presidente norte-americano se reuniu com a presidente da Petrobrás, Graça Foster e diretores da estatal, no Centro de Pesquisas e Desenvolvimento Leopoldo Américo Miguez de Mello (Cenpes), unidade da Petrobras na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), na Ilha do Fundão. Tiveram um encontro reservado de meia hora. Depois ele foi conhecer os laboratórios do Cenpes.

Reuniu-se também com um grupo de empresários dos dois países, no parque tecnológico da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Lá estavam Jorge Gerdau, presidente do grupo Gerdau, Eunice de Carvalho, gerente da Chevron no Brasil, Donna Hrinak, presidente da Boeing Brasil, Roberto Ramos, da Odebretch Oil e Gas e outros. Na reunião, Biden se manifestou otimista sobre a perspectiva de um aumento da "cooperação" e dos projetos conjuntos.

Na entrada do Cenpes, representantes do Sindicato dos Petroleiros do Rio de janeiro realizaram um protesto, questionando a reunião secreta de Biden com Graça Foster, uma vez que não tiveram informações sobre o encontro. Os petroleiros criticaram os leilões de petróleo. "A visita não é para discutir pesquisa, mas a entrega do nosso petróleo aos Estados Unidos", denunciaram.

O outro eixo da visita foi a defesa de maior abertura da economia brasileira aos produtos fabricados nos EUA. "O Brasil se tornou a sétima maior economia e ficou notável nos últimos 20 anos. Temos que aproveitar as oportunidades", disse. Ele pediu que o passado seja deixado para trás e para que se imagine o que a primeira e a sétima economias do mundo "podem fazer com mais comércio e investimentos".

Os Estados Unidos são o segundo na relação comercial com o Brasil, atrás da China, que os ultrapassou em 2010. Atualmente, o comércio bilateral está próximo de US$ 100 bilhões ao ano, segundo Biden, que declarou que "não há razão para que não chegue a US$ 400 bilhões ou US$ 500 bilhões". Em 2008, o Brasil tinha com os Estados Unidos um saldo comercial superavitário de US$ 1,7 bilhão. A partir dai, com a crise americana, nunca mais houve superávit e o país tem acumulado déficits constantes com os EUA. Em 2012, o intercâmbio comercial com os EUA foi favorável aos americanos em US$ 5,659 bilhões. E pela presença do vice no país eles querem que o Brasil os tirem do atoleiro em que se meteram.

Na sexta-feira (31), o vice-presidente americano foi recebido pela presidente Dilma Rousseff, em Brasília, a quem transmitiu formalmente o convite para visitar a Casa Branca no próximo dia 23 de outubro. Na capital federal, além da reunião com a presidente Dilma, participou de um almoço no Palácio do Itamaraty, com o vice-presidente brasileiro, Michel Temer.

Fonte: Hora do Povo

 
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