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05/06/2013 | Fala de Mercadante não confunde os estudantes que pedem fim dos leilões

A União Nacional dos Estudantes promoveu na manhã da última sexta-feira (31), o 3º Encontro Nacional de Cotistas e Prounistas, que reuniu os milhares de estudantes presentes no 53º Congresso da entidade, para debater os desafios de acesso e permanência na educação superior do país.

Para o encontro estava prevista a presença da presidente da República, Dilma Rousseff, que cancelou sua ida para privilegiar a recepção ao vice-presidente dos EUA, Joe Biden.

Coube ao ministro da Educação, Aloizio Mercadante, falar em nome do governo federal e escutar as reivindicações dos estudantes reunidos no Centro de Convenções da cidade de Goiânia.

Apesar da UNE reconhecer avanços nas políticas do ministério nos últimos dez anos – como o Prouni e a ampliação do acesso às federais – a juventude ainda cobrou muito do ministro. Os estudantes deixaram claro que não se contentam apenas com os avanços conquistados até então.

Daniel Iliescu, presidente da entidade, abriu a plenária apontando que apenas a política de cotas e o Prouni não são suficientes para manter o jovem nas universidades, e que é preciso ampliar também a assistência estudantil para que o jovem possa ter condições e estruturas para concluir seu ensino superior.

Indagado sobre os investimentos futuros na educação para garantir a implementação de bandeiras dos estudantes como ampliação das vagas nas universidades federais, além da ampliação das políticas de permanência, Mercadante defendeu a aprovação da destinação de 10% do PIB e 100% dos royalties para a educação.

"Aprovamos também, pela primeira vez, 100% dos royalties. É uma grande vitória do Brasil, porque o Petróleo é uma riqueza não renovável e a maior herança que podemos deixar é uma educação de qualidade em todos os níveis", definiu.

A lei de exploração do pré-sal no Brasil estabelece que 15% do valor do petróleo extraído sejam destinados ao pagamento de royalties aos estados e municípios. Segundo o ministro, é com isso que os estudantes devem se contentar. Os estudantes questionaram que os outros 85% devem ser colocados a serviço da soberania e do desenvolvimento do país e não ser entregues para as multinacionais. Vendo uma faixa no plenário que dizia "O Petróleo é nosso, abaixo os leilões", Mercadante disse: "Vamos ter o maior leilão de petróleo da história, que quase dobra as nossas reservas, e vamos conseguir uma exploração por mais 35 anos, o que vai movimentar aproximadamente 1 trilhão de dólares. Portanto, se os royalties desse petróleo forem aplicados em educação durante esse período, é certo que mudaremos a história do país".

O ministro não se lembrou, apesar de sua militância política ter se iniciado no movimento estudantil, quando presidiu o Centro Acadêmico Visconde de Cairu, na faculdade de Economia da USP, que uma das principais lutas encampadas pela UNE em sua história é lembrado pela campanha "O Petróleo é Nosso", que prosseguiu até 1953, quando a extração do petróleo do país pelos brasileiros foi garantida com a criação da Petrobrás.

A declaração do Ministro contrariou os milhares de estudantes presentes, que unificaram a palavra de ordem "Leilão é privatização, o petróleo é nosso e não abrimos mão".

Fonte: Hora do Povo/Priscila Casale

 

 
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