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12/06/2013 | Ata do Copom anuncia que vai intensificar aumento dos juros

Representante do Citi já fala em Selic a 9,25%

Ancorado na desmoralizada tese de descontrole inflacionário, o Banco Central abriu o jogo e saiu em defesa de um aumento acelerado dos juros, conforme explicitou na ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom). “O Comitê entende ser apropriada a intensificação do ritmo de ajuste das condições monetárias ora em curso”, diz o documento.
E acrescenta: “O Copom reafirma sua visão de que cabe especificamente à política monetária manter-se especialmente vigilante, para garantir que pressões detectadas em horizontes mais curtos não se propaguem para horizontes mais longos”.

Todo esse terrorismo inflacionário tem um objetivo só: aumentar os juros e, consequentemente, encher os cofres dos banqueiros. Nas vésperas da reunião do Copom, o “mercado” - isto é, os representantes dos bancos - jogava suas fichas em uma elevação de 0,25 ponto percentual da taxa Selic. O BC não se fez de rogado e aumentou em 0,5 ponto, passando para 8% ao ano. Toda essa boa vontade em aumentar os juros deixou o setor rentista folgado – e com maior apetite para pressionar pelo aumento dos juros. O representante do Citi, por exemplo, projeta que a taxa básica de juros vai fechar ao ano em 9,25%.

Também pudera. O próprio BC escreveu na ata que “a inflação em doze meses ainda apresenta tendência de elevação e que o balanço de riscos para o cenário prospectivo se apresenta desfavorável”.

O problema é que juros altos é um forte fator de inibição de investimentos e de paralisia da economia – que já se encontra combalida e pelo andar da carruagem vão se repetir este ano os fiascos de 2011 e 2012. No primeiro trimestre, o PIB teve uma ligeira alta de 0,6% em relação ao trimestre imediatamente anterior, devido à política deliberada da equipe econômica de derrubar o crescimento, com a taxa de investimento (FBCF/PIB) do trimestre caindo de 18,7% para 18,4% nessa base de comparação.

Ao mesmo tempo, contudo, prevê-se o aumento de desvios de recursos orçamentários para o pagamento de juros. Conforme a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) 2013, o superávit primário foi fixado em R$ 155, 9 bilhões e a LDO 2014, R$ 167,4 bilhões.

Resta saber até onde a economia vai aguentar e o governo conseguir evitar um desastre nas contas externas que já se vislumbra no retrovisor. Tanto assim que da noite para o dia foi eliminada a cobrança do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) de especuladores estrangeiros nas aplicações em títulos do governo, sobretudo a chamada “renda fixa”. Ou seja, o governo pretende atrair capital especulativo para fechar as contas externas, uma vez que o ingresso de “investimento direto estrangeiro” já não estava sendo suficiente.

De resto, o Copom segue em sua campanha pelo arrocho salarial: “Um risco significativo reside na possibilidade de concessão de aumentos de salários incompatíveis com o crescimento da produtividade e suas repercussões negativas sobre a inflação. Não obstante sinais de moderação, o Comitê avalia que a dinâmica salarial permanece originando pressões inflacionárias de custos”. Quando se trata é o contrário: aumentar os salários para fortalecer o mercado interno.

Fonte: Hora do Povo/Valdo Albuquerque

 
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