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20/06/2013 | Presidente do BC afirma que “não tem limites” para aumentar juros

 Após Pibinho, prioridade são os bancos externos

Em entrevista ao Valor, o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, reafirmou a continuidade da política de aumento dos juros. Ao ser questionado se haveria um limite previamente acertado no BC de não elevar a taxa Selic para um índice acima de dois dígitos respondeu categórico: “Não tenho limites”.

Em meio a manifestações de Norte a Sul do país, Tombini parece querer jogar mais lenha na fogueira, supostamente para combater uma inflação que só existe nos noticiários da mídia antinacional e nas atas das reuniões do Comitê de Política Monetária (Copom). “Não tem alívio nem trégua no combate à inflação. A política monetária vai fazer o que tiver que ser feito”, afirmou.

Após dois tombos consecutivos do Produto Interno Bruto (PIB) em 2011 e 2013 – 2,7% e 0,9%, respectivamente - e na iminência do terceiro este ano, era de se pensar que um mínimo de prudência na condução da política monetária deveria haver. Afinal, o aumento consecutivo dos juros por cinco vezes seguidas em 2011 foi uma das causas para o fiasco no desempenho da economia. Evidentemente, que conjugado com outros fatores, como o corte nos investimentos públicos e o processo crescente da desnacionalização da economia.

Contudo, para nos ater às declarações do presidente do BC, só há um motivo para o aumento dos juros: favorecer os bancos, pois não há nenhum descontrole inflacionário no horizonte. De quebra, joga por terra o único avanço do governo Dilma no terreno econômico, que foi exatamente a redução dos juros.

A tese de que aumentar os juros combate a inflação já está mais que desmoralizada. No período em que o BC reduziu a taxa de juros, mesmo que a conta gotas e por um esforço da presidente Dilma, a inflação medida pelo IPCA continuou dentro da banda estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). O próprio BC se regozija de que há dez anos a inflação está dentro da meta.

Não precisa ser um expert em economia para perceber que os juros altos são uma das principais causas para o avanço acelerado das importações, com uma deterioração crescente do saldo da balança comercial. De janeiro a maio, acumula um déficit de US$ 5,392 bilhões. Como as remessas das filiais das multinacionais se multiplicam, um iminente estouro nas contas externas está provocando uma tremenda paúra no governo, pois o ingresso de investimento direto estrangeiro não está sendo suficiente para cobrir o rombo na conta corrente. Tanto assim que o governo suspendeu a cobrança de Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) sobre o dinheiro estrangeiro aplicado em “renda fixa” e com a cobrança de IOF que era cobrado sobre dinheiro externo aplicado em derivativos. Ou seja, recorreu ao capital puramente especulativo para fechar as contas.

Tudo para fugir do problema de reverter o baixo crescimento. Para isso, é preciso reduzir os juros aos patamares internacionais, aumentar os investimentos públicos e frear a desnacionalização.

Fora disso, vai ficar falando que nem o ministro da Fazenda, Guido Mantega, de que “criar empregos é mais importante que crescer o PIB”. A pergunta é óbvia: como se vai criar empregos com a economia indo cada vez mais para o vinagre?

No mesmo dia em que o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou o resultado do PIB do primeiro trimestre, com aumento de 0,6% na comparação com o trimestre imediatamente anterior, o BC ignorou olimpicamente esta realidade e o Copom elevou a taxa básica de juros de 7,5% para 8% ao ano. O que interessa não é o crescimento, mas favorecer os bancos.

Na entrevista, Tombini também reforçou a política já anunciada por Mantega de utilização dos recursos das privatizações das rodovias, ferrovias, portos, aeroportos e do leilão do campo de Libra, no pré-sal, para o superávit primário, isto é, para serem torrados com juros. No decreto de contingenciamento, editado em maio, a receita das privatizações foram estimadas em R$ 15,679 bilhões.

O superávit primário do governo central (Tesouro, Previdência e Banco Central) estabelecido para 2013 é de R$ 63,1 bilhões, já descontados os R$ 45 bilhões dos investimentos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e as desonerações.

Fonte: Hora do Povo/Valdo Albuquerque

 

 
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