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22/08/2013 | Centrais intensificam mobilização nas ruas para ato unitário dia 30

 Para entidades, é possível avançar nas negociações 

As Centrais Sindicais CUT, CGTB, Força Sindical, CTB, NCST, UGT, Intersindical e CSB se reuniram nesta segunda-feira, 19, na sede nacional da CUT, em São Paulo e discutiram as preparações para o Dia Nacional de Mobilização e Paralisação, que ocorre em 30 de agosto.

Diversas categorias, como bancários, professores, petroleiros e metalúrgicos, já estão mobilizados, também saindo às ruas em defesa da pauta das campanhas salariais, e intensificando o movimento para o dia 30, com manifestações e assembleias já durante esta semana.

Para Vagner Freitas, presidente da CUT, “estamos enfrentando as dificuldades diante de um governo de disputa em que muitas vezes os interlocutores vão se alternando. Daí a importância da pressão conjunta, da unidade de ação do movimento sindical para impedir retrocessos e ampliar conquistas”, afirmou o líder sindical no Portal da CUT. Vagner ressalta que “o próximo dia 30 se soma ao ato vitorioso do 11 de julho, e são manifestações para alterar o jogo”. “Com os trabalhadores em campo, paralisando atividades, realizando protestos e passeatas, acumulamos força para pressionar o Congresso Nacional e o governo federal. Foi assim que conseguimos na semana passada os recursos para o Fundo Social do pré-sal, foi essa luta colossal que tem impedido que eles passem o PL 4330 de qualquer maneira, impondo uma terceirização indiscriminada”.

Além da retirada do projeto de terceirização do trabalho, que na prática acaba com os direitos da CLT ao permitir a terceirização da atividade-fim nas empresas, as centrais defendem os outros pontos da pauta unitária, que já foi apresentada ao governo: 10% do PIB para a Educação, 10% do Orçamento da União para a Saúde, transporte público e de qualidade, valorização das aposentadorias, fim do superávit primário, fim do fator previdenciário, redução da jornada para 40 horas sem redução do salário, reforma agrária e o fim dos leilões de petróleo. No ato do 11 de julho, trabalhadores de todo o país saíram às ruas e paralisaram fábricas em defesa dessas bandeiras.

Para o secretário geral da Central Geral dos Trabalhadores e do Brasil (CGTB), Carlos Alberto Pereira, “o momento é de avanço do movimento sindical”. Pereira falou das conquistas obtidas a partir da mobilização de julho das centrais sindicais e ressaltou que é possível avançar mais: “De lá para cá tivemos três vitórias: a do Fundo Social do Pré-Sal, que garantiu mais de R$ 200 bilhões para a educação nos próximos dez anos; adiamos o PL da terceirização por 30 dias, barrando a tentativa de golpe que busca ampliar e legitimar a precarização; e aceleramos a nossa mobilização, o que tem sido fundamental para aprofundar as negociações com o governo e o Congresso Nacional”, disse Pereira.

As centrais demonstraram a disposição do movimento sindical em negociar todos os pontos da pauta, e solicitaram reunião com o Planalto esta semana para discutir as reivindicações. Em relação ao projeto da terceirização, as entidades cobram uma posição do governo, que ainda não se manifestou contra o PL. Nesta quarta-feira, a presidente Dilma, em entrevista à Rede Brasil Atual, disse apenas que “nosso papel é ensejar e fazer a mediação” (ver matéria na página 3).

Na avaliação do secretário-geral da CTB, Pascoal Carneiro, “se não fossem as mobilizações e paralisações do dia 11 de julho, a Câmara já tinha votado o substitutivo do deputado Artur Maia do PL 4330. O que deu força para o dia 11 de julho foi a nossa unidade e construímos um movimento importantíssimo”. E completa: “O sentimento é de greve no dia 30 em defesa de um projeto nacional de desenvolvimento com valorização do trabalho, combatendo a precarização e o retrocesso”.

Para o secretário geral da Força Sindical, João Carlos Gonçalves (Juruna), “construída na luta, a pauta unitária dos trabalhadores tem repercutido positivamente junto às bases e contribuído para que o papel do movimento sindical seja valorizado na mesa de negociação”. 

Representando a NCST, Luiz Gonçalves (Luizinho) enfatizou que “o volume do nosso protesto é essencial para mostrar que o movimento sindical está engajado em buscar o resultado das nossas negociações, a melhoria das relações de trabalho e o desenvolvimento do país”, afirma.

O presidente da União Geral dos Trabalhadores (UGT), Ricardo Patah, ressaltou que “nos 25 anos da Constituição de 1988, devemos apontar os nós que precisam ser desatados para que o país avance, pressionando os parlamentares a que tomem posição ao lado dos trabalhadores”. Pela Intersindical, Edson Carneiro (Índio) disse que o atual processo em que o país vive “reforça a importância da pressão por mudanças na política econômica, como o fim do superávit primário. Queremos inverter a lógica do que beneficia o grande capital rentista, o agronegócio e as empreiteiras”, concluiu.

Fonte: Hora do Povo

 
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