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Créditos:Antônio Cruz/Abr
22/08/2013 | Tarso: “resolver a dívida interessa ao país, e não só ao Rio Grande do Sul”

 O governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro (PT), afirmou que a solução para a dívida pública do estado depende da boa vontade da União, maior credor desde a renegociação do débito em 1998. "A dívida não tem solução sem que haja uma nova ação do governo federal para fazer uma reestruturação completa", ressaltou.

Segundo o governador, um projeto viável de reestruturação da dívida inclui a redução dos juros, a alteração do índice de correção e o abatimento das parcelas que o estado é obrigado a desembolsar para quitar seu débito, que hoje se encontra em um nível impagável. "Será necessário encontrar uma forma para que se reduzam os repasses desses Estados para a União", disse, em entrevista ao jornal Zero Hora.

"O Rio Grande do Sul foi o mais prejudicado por todos os ajustes macroeconômicos pelos quais o país passou, inclusive porque a nossa dívida, na época em que foi negociada, já era brutal. A renegociação (de 1998) foi feita em condições leoninas", sublinhou Tarso, denunciando que o estado passou então a ser "uma grande fonte de subsídio do Tesouro Nacional".

Para o governador gaúcho, esse processo de distorção que ocorreu desde o momento em que a dívida foi negociada e o ideal seria reduzir os repasses à União dos atuais 13% para 8% da receita. "Essa é uma hipótese com a qual estou trabalhando", acrescentou.

Tarso observou que existem outras formas, que serão negociadas depois que o projeto de renegociação das dívidas dos entes federativos, que está tramitando no Congresso Nacional, for aprovado. "E ele vai ser aprovado. Não tem outra coisa a fazer. Se não for, os Estados daqui a quatro ou cinco anos não vão pagar seus salários", frisou. "Resolver esse problema interessa ao país, não só ao Estado", destacou.

Em 1998, o Rio Grande do Sul ficou obrigado a pagar, pelo acordo com a União, R$ 7,9 bilhões em 30 anos, com juros anuais de 6% e correção pelo IGP-DI. Os repasses comprometeram até 13% da receita. Entre 98 e 2012 o IGP-DI cresceu 247,7%, transformando a dívida numa bola de neve, chegando hoje a R$ 47,17 bilhões, sem contar os precatórios.

Fonte: Hora do Povo

 
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