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28/08/2013 | Centrais convocam greves e atos dia 30 pelas mudanças na política econômica

 Está chegando a hora da onça beber água

Avaliação geral é que a mobilização desta sexta será mais ampla que a ocorrida em 11 de julho

Centrais: “Vamos parar dia 30 de agosto para exigir avanços”

Trabalhadores intensificam as mobilizações nesta semana e preparam assembleias, atos e manifestações em todo o país

As Centrais Sindicais intensificaram nesta semana a mobilização para sexta-feira, 30 de agosto, quando ocorre o Dia Nacional de Mobilização e Paralisação, convocado pelas centrais sindicais e movimentos sociais. Metalúrgicos, bancários, petroleiros, professores, químicos, trabalhadores da indústria da alimentação e têxtil, e diversas outras categorias em todo o país irão participar da greve, com assembleias nas portas das fábricas e manifestações nas ruas. Para os dirigentes sindicais, a mobilização do dia 30 de agosto será ainda maior do que a do dia 11 de julho, quando trabalhadores de todos os estados, de diversos municípios, realizaram greves e manifestações.

Na última sexta-feira, 23, a Executiva Nacional da CUT se reuniu e aprovou resolução convocando os trabalhadores para o dia 30. A Central repudia o PL 4330, que impõe a terceirização do trabalho, e reafirma a pauta dos trabalhadores: fim do fator previdenciário; redução da jornada de trabalho para 40 horas sem redução de salário; 10% do PIB para a educação; 10% do orçamento da União para a saúde; transporte público e de qualidade; valorização das aposentadorias; reforma agrária e fim dos leilões do petróleo.

O documento ressalta que, em relação ao projeto de terceirização, após inúmeras rodadas de negociação, não houve avanços em pontos fundamentais, “o que se deve à intransigência dos representantes dos empresários e do relator do PL na CCJ, Arthur Maia (PMDB), que não abrem mão de impor aos trabalhadores a terceirização ilimitada com as conhecidas conseqüências nefastas, precarizando direitos e salários”.

E ressalta ainda que “a proposta feita pela bancada governamental tampouco coloca limites ao objetivo perseguido pelos empresários e seus representantes parlamentares de autorizar a terceirização em todos os níveis de atividade da empresa e, por esse motivo, foi rejeitada como base de acordo pela bancada dos trabalhadores”, afirma a CUT. 

MANIFESTAÇÕES 

Também como parte da mobilização, a Força Sindical realizou plenárias regionais em diversos estados. Em São Paulo, informa a entidade, haverá atos na capital, em Campinas, onde os sindicalistas devem fazer paralisações e marchas pelas principais vias da cidade, Guarulhos, Ribeirão Preto, Presidente Prudente, Marília, Santos, entre outras cidades. “Os trabalhadores das indústrias da alimentação e os químicos poderão realizar protesto em Sertãozinho em defesa dos empregos nos setores de açúcar e etanol e no da fabricação de máquinas, destacou Melquíades de Araújo, presidente da Fetiasp (Federação dos Trabalhadores nas Indústrias da Alimentação do Estado de S. Paulo)”.

“Na próxima quinta-feira (29) teremos um mapa das manifestações”, disse Paulo Pereira da Silva, Paulinho, presidente da Força Sindical.

Em todo o estado, as centrais organizam panfletagens e divulgações em meio à população defendendo a mudança da política econômica do governo. No Jornal do Trabalhador, material unitário de convocação para o dia 30, as centrais afirmam que “não é possível contemplar as justas demandas do povo sem mudar a política econômica. O dinheiro que vem sendo economizado para pagar os juros da dívida pública deve ser destinado aos investimentos em mobilidade urbana, saúde, educação, segurança e infraestrutura. Isto requer o fim da política de superávit primário, a redução dos juros, o controle do câmbio e a taxação das remessas de lucros ao exterior”.

Após as mobilizações de julho, as centrais foram recebidas, na última semana, pelo ministro da Secretaria Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, para debater a pauta dos trabalhadores. No entanto, apenas o fim do fator previdenciário foi discutido. Ainda assim, o ministro insistiu na tese de que o fim do fator poderia causar prejuízos à Previdência, o que foi respondido pelas centrais: “O fator previdenciário é uma excrescência neoliberal do Fernando Henrique. A Seguridade Social, da qual faz parte a Previdência, é superavitária. No ano passado o saldo foi de R$ 78 bilhões. O que retira recursos da Seguridade é o desvio para o superávit primário, através da DRU [Desvinculação de Receitas da União], que em 2012 foi de R$ 58 bilhões. Por isso propomos reduzir paulatinamente a DRU, sobrando mais recursos para a Seguridade, portanto, para a Previdência”, disse Carlos Alberto Pereira, secretário-geral da CGTB (Central Geral dos Trabalhadores do Brasil).

A CGTB organiza panfletagens durante a semana no centro da capital. “Fizemos várias mobilizações convocando para o dia 30 de agosto e ficamos muito impressionados com a receptividade da população. O Jornal do Trabalhador, que é o informativo feito em conjunto pelas Centrais, está fazendo um grande sucesso. É um dos melhores materiais que já produzimos. Passa uma força e uma unidade muito grande”, disse Ubiraci Dantas de Oliveira, o Bira, presidente da Central.

No dia 30, a concentração será na Avenida Paulista, a partir das 15 horas. Mais cedo, às 13 horas, professores mobilizados pela APEOESP, e diversas outras entidades de profissionais da educação e estudantes farão um ato na Praça da República e seguirão em manifestação à Paulista para se unir ao ato das Centrais. 

PETROLEIROS 

Para a Federação Única dos Petroleiros (FUP), o objetivo do dia 30 é fortalecer a pauta dos trabalhadores que levou às ruas diversas categorias e movimentos sociais na paralisação unitária do dia 11 de julho: 

“A FUP convoca todos os petroleiros a realizarem mobilizações nas bases e somarem-se aos atos das centrais sindicais, como no dia 11 de julho, quando a categoria deu exemplo de luta e organização. As manifestações do dia 30 servirão para aquecer os petroleiros para os embates da campanha reivindicatória, reafirmando a disposição de luta da categoria contra o PL 4330 e pelo fim dos leilões de petróleo”. A categoria avalia a realização de uma greve de 48 horas na Bacia de Campos.

Na quinta-feira, 22, as centrais CUT, Força Sindical, CTB, NCST, CSP Conlutas e CSB do Paraná se reuniram em Curitiba, na sede da Federação dos Metalúrgicos do Paraná (Fetim), também para definir as mobilizações. Serão realizados atos na parte da manhã em diversos locais, e uma grande manifestação, às 13h, em frente ao prédio da Fiep (Federação das Indústrias do Paraná) da Avenida Cândido de Abreu, no bairro Centro Cívico.

Também no Rio de Janeiro, as centrais se reuniram, no dia 19, na sede da Força Sindical para organizar o ato de 30 de agosto. De acordo com Neuza Pinto, vice-presidente da CUT-RJ, a mobilização das centrais irá parar toda a cidade, inclusive os trabalhadores do transporte. As centrais informam que a mobilização inicia já no dia 27, com um ato em frente à sede do Banco Central.

Em Aracaju, as centrais realizam ato no coração financeiro da capital sergipana, no calçadão da rua João Pessoa, onde passam mais de 300 mil pessoas por dia. Os sindicalistas fizeram panfletagem dialogaram com as pessoas que por ali passavam, principalmente com os trabalhadores do comércio. Em Minas Gerais, além das paralisações e manifestações, será realizado um grande ato às 16 horas, no Centro de Belo Horizonte.

Fonte: Jornal Hora do Povo

 
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