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04/09/2013 | Dia Nacional de Luta mobiliza trabalhadores em todo o país

Centrais fazem paralisações por mudança na política econômica

O Dia Nacional de Mobilização e Paralisação, organizado pelas Centrais Sindicais reuniu nesta última sexta-feira, 30 de agosto, milhares de trabalhadores, entre professores, bancários, metalúrgicos, operários da construção civil e pesada, servidores municipais, estaduais e federais, petroleiros, estudantes e muitos outros, mobilizados por todo o país.

As manifestações acontecem para pressionar o governo federal a responder às reivindicações dos trabalhadores, que não foram atendidas. Os trabalhadores exigem mudança na política econômica, que vem privilegiando o pagamento de juros ao invés de investir no desenvolvimento do país. As centrais também condenam a postura do governo em relação ao Projeto de Lei nº 4330/04, o PL que atenta contra os direitos trabalhistas ao legalizar a terceirização nas atividades-fim. A retirada do projeto é uma das principais reivindicações apresentadas pelos trabalhadores, mas a negociação sobre o tema não avança (ver matéria na página 4).

Os trabalhadores reivindicam ainda o fim do fator previdenciário, que também foi engavetado desde o início do governo, além da redução da jornada de trabalho sem redução de salário e o fim dos leilões do petróleo. Esta semana, os petroleiros e diversas outras entidades dos movimentos sociais voltam às ruas para barrar o leilão do pré-sal, marcado pra outubro.

Para o Presidente da CUT, Vagner Freitas, “nosso objetivo é chamar a sociedade para a pauta dos trabalhadores, e estamos conseguindo isso”. Ele avalia que as negociações com o governo estão quase paradas, “mas queremos fazer andar, e sabemos que isso só acontecerá com pressão e mobilização. O governo até dialoga e negocia. O problema é que não tem concedido nada”, acrescentou.

Em São Paulo, desde as primeiras horas do dia, em várias fábricas da cidade, os dirigentes sindicais organizaram paralisações. Metalúrgicos e professores se concentraram na Praça da República, no centro velho da cidade, e se reuniram à Manifestação central marchando até o vão do Masp, na Av. Paulista, no centro novo, onde os Bancários já lideravam a concentração. Desde às 16h do dia anterior, os aposentados protestaram em frente a superintendência do INSS, e dormiram no local, em vigília. Uma manifestação também ocupou a Avenida das Nações Unidas até a Ponte do Socorro.

O presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva, o Paulinho, lembrou que em “2010, na véspera das eleições, nós fizemos uma plenária no estádio do Pacaembu com mais de 30 mil dirigentes sindicais de todo o Brasil e aprovamos uma pauta de reivindicação e entregamos especialmente à Dilma”. Agora, “a pauta está na rua, sendo defendida pelos trabalhadores na busca por uma negociação séria com o governo. Infelizmente, o governo só tem feito reuniões para marcar reuniões. Nada além disso”, denuncia o sindicalista.

Ubiraci Dantas de Oliveira, o Bira, presidente da CGTB, destacou que “é preciso acabar com o superávit primário para poder sanar as necessidades emergenciais que o povo tem na mobilidade urbana, transporte, saúde, educação. É preciso acabar com essa superlotação no transporte, que carrega nosso povo como se fosse sardinha em lata. Além disso, tem trabalhador que leva três horas para chegar ao serviço e depois mais três horas para chegar em casa. Temos que aplicar o recurso que está sendo destinado ao superávit primário para suprir essas necessidades”.

O presidente da CTB, Adílson Araújo, lembra que este dia foi fruto de “um desejo de uma mudança profunda nessa política econômica conservadora. Lamentavelmente a tese defendida pelos economistas de plantão do governo Dilma incide na lógica de que para combater a inflação tem que aumentar juros. Essa é uma política equivocada. Se combate inflação com mais investimentos, geração de empregos e elevação da renda da classe trabalhadora, que foi o que permitiu que o Brasil crescesse 7,5% em 2010. De lá para cá começamos a descer a ladeira”.

“Está sendo um dia de protestos muito fortes, com paralisações de transporte público em pelo menos sete capitais (...) O quadro está parecido em todo o país por causa do descontentamento dos trabalhadores com os governos, que só atendem a demandas de grandes grupos. Está cada vez mais clara a busca [dos trabalhadores] por mudanças no modelo econômico”, destacou o dirigente nacional do Conlutas, José Maria.

MOBILIZAÇÃO NOS ESTADOS

No Rio de Janeiro houve um ato na Central do Brasil com trabalhadores metalúrgicos, da construção civil, vidreiros, moedeiros, servidores públicos federais, garis, trabalhadores em saúde, enfermeiros, professores, trabalhadores no setor de alimentação, servidores da UFRJ, químicos, engenheiros, bancários, trabalhadores em telecomunicações, petroleiros, servidores das forças armadas, funcionários em transportes aquaviários, jornalistas, radialistas e eletricitários, além de movimentos sociais, como o MST.

No Paraná as escolas pararam em todo o estado e os professores se juntaram aos manifestantes que saíram em marcha da Praça Santos Andrade em direção ao Palácio Iguaçu, em Curitiba. Mais de 10 mil pessoas participaram dos atos. No Rio Grande do Sul houve paralisação do transporte público em Porto Alegre, Pelotas, Rio Grande. Também aconteceu mobilização nas Fábricas Beira Rio, no Vale dos Sinos, John Deere, em Horizontina, na AGCO, em Santa Rosa. Ficou bloqueada estrada a RS 239, na altura do Bar Alternativo. Metalúrgicos e Petroleiros de Canoas fizeram caminhada.

Em Natal (RN), todas as centrais se reuniram na Praça Gentil Ferreira, no bairro do Alecrim, e de lá saíram em passeata pelas principais ruas do comércio potiguar com destino à Assembleia Legislativa do RN.

Houve atos e paralisações ainda no Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Tocantins, Pernambuco, Espírito Santo, Goiás, Paraíba, Piauí, Roraima, Sergipe e Santa Catarina.

Mais de 10 mil participam de paralisações na Bahia

Na Bahia, mais de 10 mil trabalhadores participaram de atos e paralisações e foi bloqueada a BR 324. Houve protesto também em frente à Rede Bahia, afiliada da Rede Globo. No Pará, a manifestação, que saiu da Praça da República em direção ao Centro Integrado de Governo (CIG), acabou em com um ato em frente à afiliada da Rede Globo, TV Liberal.

Ceará: Trabalhadores do transporte cruzam os braços

No Ceará houve paralisações de trabalhadores do comércio, bancários, da educação e de Servidores Estaduais e Municipais em diversas cidades. Os operários da construção civil realizaram apitaço em frente ao terminal do Papicu. Motoristas e cobradores de ônibus cruzaram os braços e quatro dos sete terminais de ônibus de Fortaleza ficaram fechados. Na Assembleia Legislativa, uma manifestação reuniu CUT, CGTB, o Sindicato dos Professores e Servidores do Ceará (APEOC), o Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação (Sind-TE) e estudantes da Unefort (União Estudantil de Fortaleza). De acordo com José Ribamar Santos, Presidente do Sindicato dos Portuários, também houve paralisação dos estivadores do Porto do Mucuripe.

Aeroportuários fazem ato no Aeroporto de Brasília e em Minas trabalhadores fecham Fernão Dias

No Distrito Federal os aeroviários realizaram ato no Aeroporto Internacional de Brasília e os trabalhadores dos Correios fizeram um ato pela manhã em frente ao edifício sede da empresa. Em Minas Gerais a Rodovia Fernão Dias ficou fechada por uma hora e meia no trevo da Fiat Automóveis, em Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Motoristas e cobradores cruzaram os braços desde às 5h da manhã e os trabalhadores em educação da rede estadual de Minas organizaram um protesto na entrada principal do Palácio das Mangabeiras, em Belo Horizonte, onde reside o Governador.

Petroleiros param refinarias em diversos estados

Os Petroleiros participaram entusiasticamente das manifestações deste 30 de agosto. Nas bases de Pernambuco, Bahia, Minas Gerais, Duque de Caxias, Paraná/Santa Catarina e Rio Grande do Sul, os trabalhadores próprios e terceirizados dos terminais, refinarias e unidades administrativas da Petrobrás aderiram às mobilizações, atrasando a entrada do expediente e participando dos atos realizados pelos sindicatos.

No estado de São Paulo foi cortada a rendição dos turnos na Recap e no Terminal de Barueri. Na Replan, onde também houve mobilizações, mais uma vez a Petrobrás cometeu práticas antissindicais. Os ônibus que levavam os trabalhadores à refinaria foram desviados do caminho tradicional, impedindo a participação daqueles petroleiros. De acordo com informações do Sindipetro Unificado de São Paulo, os trabalhadores foram mantidos em uma mata nos arredores da Replan, de 6h às 11h30.

No Paraná, funcionários próprios e terceirizados atrasaram a entrada na Repar,depois rumaram para o ato que contou também com os petroquímicos da Fafen, da montagem e manutenção industrial e dos trabalhadores da Gelopar, fábrica de refrigeradores. Já na Bahia os petroleiros participaram de grande paralisação, que fechou a Rodovia BR 324, na altura do município de Simões Filho, rota dos petroleiros que vão aos os campos terrestres Rlam, Pólo Petroquímico e Conjunto Pituba.

Fonte: Jornal Hora do Povo

 
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