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16/10/2013 | Petroleiros iniciam Greve Nacional no dia 17 contra leilão do campo de Libra

Entidades sociais marcam atos em todo o país

Petroleiros entram em greve na quinta contra a entrega de Libra

Greves, atos, passeatas e manifestações tomarão conta do país neste dia 17 pelo cancelamento do leilão.

Os milhares de trabalhadores da Petrobrás e subsidiárias realizaram assembléias em todo o país e aprovaram greve geral a partir desta quinta-feira, dia 17. Além de rejeitar a proposta salarial apresentada pela empresa, os trabalhadores exigem a suspensão imediata do leilão de Libra, que está previsto para ocorrer no próximo dia 21. No último dia 3 de outubro, aniversário da Petrobrás, já houve greve de advertência de 24 horas contra o leilão de Libra.

A greve do dia 17 já foi aprovada por ampla maioria dos petroleiros no Rio Grande do Norte, Pernambuco e Paraíba. Na Bahia, Amazonas e na Bacia de Campos, no Norte Fluminense (Sindipetro-NF), grande parte dos petroleiros já votaram a favor da greve. Em São Paulo também seguem as assembleias.

Todos os indicativos do Sindipetro-NF, incluindo a greve por tempo indeterminado do dia 17 de outubro, estão sendo aprovados por ampla maioria dos funcionários. Os trabalhadores embarcados em 37 plataformas da Bacia de Campos já concluíram as assembleias. Os trabalhadores de Cabiúnas iniciam as assembleias no dia 14 de outubro, às 23 horas e os trabalhadores das bases de terra farão assembleia no próprio dia 17.

Desde o dia 2/10, os petroleiros estão acampados junto com os movimentos sociais, na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, pressionando o governo para cancelar a licitação do Campo de Libra, a maior e mais importante descoberta de petróleo dos últimos anos. Na próxima quinta-feira, haverá mais uma grande manifestação nacional contra o leilão de Libra, com marchas e mobilizações em vários estados do país.

Nos últimos meses, os petroleiros têm realizado uma intensa campanha junto com as centrais sindicais, os estudantes e os movimentos sociais para impedir que o governo realize o leilão do campo de Libra. No aniversário de 60 anos da Petrobrás, no último dia 3, a categoria realizou uma paralisação nacional de 24 horas e protestos em vários lugares contra o leilão. Além disso, os petroleiros têm participado de atos e manifestações públicas, denunciando os riscos à soberania e os prejuízos que a nação brasileira terá caso Libra seja entregue às empresas estrangeiras. Os petroleiros querem cancelar o leilão de Libra e também a retirada de votação do Projeto de Lei 4330, da terceirização, em tramitação na Câmara dos Deputados.

A proposta salarial apresentada pela Petrobrás, no último dia 7, foi considerada pela FUP (Federação Única dos Petroleiros) e seus sindicatos como incompleta, além de não contemplar as reivindicações dos trabalhadores. Em relação às cláusulas econômicas, a empresa propõe o reajuste em 7,68% no salário dos trabalhadores que representa o ganho real entre 1,17% a 1,5% e um abono correspondente a uma remuneração ou R$ 4.000,00, o que for maior. A FUP reivindica 5% de ganho real, condições seguras de trabalho para todos, fundo garantidor para os trabalhadores terceirizados, melhoria dos benefícios, mudanças no PCAC, entre outras reivindicações da categoria.

Segundo a FUP, a suspensão imediata do leilão do campo de Libra é uma das principais bandeiras de luta da categoria nesta campanha reivindicatória.

O sindicato do Norte Fluminense está informando à categoria que vai divulgar orientações e perguntas e respostas sobre a greve. O sindicato pede que os trabalhadores permaneçam atentos e unidos. A greve será com parada de produção, entrega da plataforma e com pedido de desembarque pelos trabalhadores.

A diretoria do sindicato convoca os trabalhadores que estiverem de folga na próxima semana para participar da Equipe de Contingência dos Trabalhadores. Durante o período que estiverem nessa equipe, o Sindipetro-NF custeará as despesas com alimentação, estadia e transporte dos petroleiros.

A Federação Nacional dos Petroleiros (FNP) e seus sindicatos também estão mobilizando a categoria para o próximo dia 17. Além da greve estão sendo preparadas manifestações em vários lugares.

Além dos petroleiros, o repúdio à entrega do campo de Libra repercute em vários setores. Na Assembleia Legislativa do Paraná foi realizada uma audiência pública e o plenário aprovou um requerimento endereçado a Dilma contra o leilão. Em São Paulo, a Câmara Municipal realizou, na última quinta-feira (10), sessão solene em homenagem aos 60 anos da Petrobrás, que se transformou em um vibrante ato contra o leilão do campo de Libra, anunciado pela ANP (Agência Nacional de Petróleo) para o próximo dia 21. O requerimento para realização da sessão, apresentado pela vereadora Juliana Cardoso (PT), também recebeu a assinatura do presidente da Casa, José Américo (PT).

Os representantes das Centrais Sindicais - CUT, Força Sindical, CGTB, CTB, Nova Central e UGT – marcaram presença no ato da Câmara de São Paulo, na última quinta-feira, na sessão solene em homenagem aos 60 anos da Petrobrás e contra o leilão do campo de Libra.

No dia 17 de outubro, quatro dias antes da data marcada pela Agência Nacional de Petróleo (ANP) para o leilão do campo de Libra, centrais sindicais, entidades do movimento popular e estudantil, convocam mais um dia nacional de mobilização.

Acontecerão atividades em todo o Brasil. No Rio de Janeiro, além de protestos e mobilizações nas unidades da Petrobrás, haverá passeata, que sairá da Candelária, às 17 horas, seguindo até a Cinelândia.

Antes, a União Nacional dos Estudantes (UNE) promove o ato "O Petróleo É Nosso! Não ao leilão de Libra!", que será realizado às 14 horas na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), no Auditório André Rebouças, Bloco D, sala D220, Centro de Tecnologia (CT) - Ilha do Fundão.

Em São Paulo, a concentração será na Praça Osvaldo Cruz, às 17 horas, com passeata pela Avenida Paulista. O Comitê em Defesa do Petróleo do Rio Grande do Sul decidiu realizar uma panfletagem. A concentração será às 09 horas, no Largo da Torre de Petróleo da Praça da Alfândega. Depois será realizada uma caminhada até a Esquina Democrática, no centro de Porto Alegre, onde haverá um ato público.

Fonte: Hora do Povo/Sérgio Cruz

 

 
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