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23/10/2013 | Greve geral dos petroleiros exige aumento e repudia leilão de Libra

Categoria aprovou a continuação da greve após empresa não avançar nas negociações 

A greve nacional dos petroleiros mobilizou todo o país nessa segunda-feira, 21, em repúdio ao leilão do campo de Libra, realizado nessa segunda-feira. Além de uma grande mobilização contra a entrega do maior campo de petróleo do pré-sal, os petroleiros reforçaram a campanha salarial da categoria, e aprovaram a manutenção da greve por tempo indeterminado.

A decisão de manter a greve foi tomada após reunião, realizada também nesta segunda-feira, entre a Federação Única dos Petroleiros (FUP) e a direção da Petrobrás. De acordo com a FUP, a proposta da estatal não atendeu às principais reivindicações da categoria, tanto na questão econômica, quanto nas reivindicações sociais.

A empresa ofereceu um aumento de 6,09% (variação do IPCA) no salário-base, além de 7,68% na remuneração mínima por nível e regime (RMNR) e um abono equivalente a uma remuneração ou R$ 4 mil - o que significar um valor maior. A proposta representa um aumento real que varia entre 1,41% e 1,80%, o que foi considerado ainda muito aquém do que reivindicam os trabalhadores, que pedem reajuste de 16, 53%. A empresa também não se pronunciou em relação às reivindicações de melhorias no PCAC (Plano de Classificação e Avaliação de Cargos), dentre outras reivindicações.

Durante o dia, houve manifestações em diversas regiões, com atos e assembleias, onde os trabalhadores carregaram faixas e bandeiras denunciando o leilão. No Ceará os trabalhadores aderiram ao movimento na madrugada desta segunda, e os grevistas realizaram um ato na frente ao Portão “B” da Lubnor, no Mucuripe.

No Norte Fluminense, os petroleiros realizaram um ato que começou às 6 h, no Parque de Tubos, em Macaé, onde todas as entradas da unidade foram fechadas. Em Duque de Caxias, os petroleiros em greve bloquearam a BR-040, rodovia que dá acesso à Reduc (Refinara Duque de Caxias), à Termorio e ao Terminal de Cabiúnas.

Ainda na Reduc, o Sindicato dos Petroleiros de Duque de Caxias obteve liminar na Justiça que garantiu a saída dos petroleiros que estavam trabalhando há mais de 12 horas na refinaria. A decisão da Justiça determinou que, caso os trabalhadores permanecessem no local de trabalho, a Petrobrás seria obrigada a pagar multa de R$ 10 mil por hora, por trabalhador. “Esta é mais uma vitória histórica do sindicato, que continua orientando aos trabalhadores que permaneçam firmes na greve nacional dos petroleiros por tempo indeterminado”, afirma a entidade.

Na capital do Rio, caravanas com petroleiros de diversas bases da FUP se somaram ao ato que os movimentos sociais realizaram na Barra da Tijuca, em frente ao Hotel Windsor, onde aconteceu o leilão (ver cobertura na página 3).

Durante as manifestações, os sindicatos denunciaram também ações antissindicais dos gestores da Petrobrás para tentar impedir a greve. Segundo a FUP, a empresa “tem recorrido até mesmo às Forças Armadas para patrulhamento das unidades, além da utilização da polícia nos campos terrestres e em outras unidades (...), corte de comunicações nas plataformas, ingresso de equipes de contingência, entre tantas outras ilegalidades”.

Ainda esta semana, os petroleiros voltam a se reunir com a Petrobrás, e posteriormente a federação e seus sindicatos reúnem-se no Conselho Deliberativo para avaliar a greve e discutir os próximos encaminhamentos em relação à campanha reivindicatória.

Fonte: Hora do Povo

 
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