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24/10/2014 | Mais de 30% dos eleitores rejeitam voto útil no sujo ou no mal lavado

Os dois representam o mesmo projeto

Cresce o número de eleitores que não votam nem Dilma nem Aécio

Votar em um dos dois é perder o voto, concluem

Sabe-se, há muito, até porque já foi dito antes, que toda crise, na vida dos indivíduos ou na história das nações, esmaga e quebra alguns, enrijece e ilumina outros.

O segundo turno das eleições presidenciais deste ano é o fim da mais medíocre eleição presidencial já acontecida no país. Por consequência, o segundo turno é disputado entre os dois mais medíocres candidatos a presidente com alguma chance de ser eleitos que já houve no Brasil.

ESTATURA

Nem mesmo no elementar nível da retórica, que geralmente traduz a maior ou menor força das convicções, se conseguiu ouvir alguma frase memorável - mesmo que não seja brilhante ou genial - de algum dos candidatos à Presidência no segundo turno.

Não se ouviu nada como "a Pátria não condecora os traidores", de Ulysses Guimarães, na campanha de 1989; ou como "Deus poupou-me o sentimento do medo", de Juscelino Kubitschek, em 1955; ou como "se for eleito a 3 de outubro, no ato da posse, o povo subirá comigo as escadas do Catete. E comigo ficará no governo", de Getúlio Vargas, em 1950.

Muito menos algo como disse, na campanha de 1910, Ruy Barbosa, sobre o parasitismo do federalismo pelas oligarquias: "a corrupção das melhores coisas as degenera nas piores (…). Um trabalho contínuo de opressão, de corrupção, de miséria deprimiu e adormentou ali uma raça inteligente, de grande vitalidade, cheia, na história brasileira, de belas e gloriosas tradições".

Evidentemente, ninguém exigiria que Aécio ou Dilma tivessem a estatura de Ruy ou de Getúlio ou de Juscelino ou de Ulysses. Ninguém é tão maluco assim.

Mas... numa campanha em que se proferiram milhares, milhões de palavras, não há uma frase que possa ser lembrada?

A única, pertence a um candidato que não pôde ir até o final da campanha, Eduardo Campos: "não vamos desistir do Brasil".

Quanto à Aécio ou Dilma, nada. Nem uma palavra de útil, de inteligente, ou que possa servir à coletividade.

Por quê?

Porque eles não têm o que dizer – e nem querem dizer, exceto nada.

PÍFIO

Do ponto de vista político, são, hoje, algo correspondente àquelas pulgas amestradas, que, dizem, se apresentavam no Cirque des Puces, em Paris, antes da II Guerra Mundial.

Uma está preocupada em não discutir o seu governo, pois isso evidenciaria um desastre, a começar pelo crescimento mais do que pífio e pelo caráter antinacional, antipopular, e, inclusive, antidemocrático – portanto, tucano e neoliberal de cabo a rabo – da política que implementou.

Nem Lula, que é o sustentáculo da candidatura de Dilma – sem o seu apoio ela é um joão-bobo vazio - conseguiria manter seu apoio (ou teria que explicar muita coisa ao povo) se o governo Dilma fosse à discussão durante as eleições. Como apoiar uma candidata que fez um governo que, sinteticamente, foi um rompimento com o seu, uma traição à sua tentativa de fazer o país crescer? Enquanto isso não está claro, Lula pode apoiá-la, mas não se ficasse - ou quando ficasse – claro.

Em resumo, Dilma fez um governo que não pode ser discutido. Daí a baixaria marketeira, que tenta se aproveitar até de um dos raríssimos momentos em que Aécio falou uma verdade. Aliás, a tentativa de pousar de vítima porque Aécio a chamou de "leviana" e "mentirosa" não parece coerente com o que a própria Dilma falou durante a campanha de infâmias contra Marina Silva, no primeiro turno, sobre as denúncias da última: "a Presidência não é lugar para coitadinhos". Por que será diferente agora? Por que Marina não é branca? Ou por que a falta de caráter está no posto de comando?

Quanto ao resto, há muito que ela entregou o governo à diretoria do Banco Central, limitando-se à administração – e má – de pequenas coisas ou a ter ataques de nervos diante de questiúnculas. Quando tem alguma ideia genial (isto é, uma ideiaeleitoreira genial), acontece como no setor elétrico, hoje em estado falimentar, com sua parte pública – Eletrobrás, CHESF, Furnas, etc. - sob desmonte.

Assim, ela preferiu o ataque aos adversários porque isso lhe permitia fugir do que realmente interessava: o que ela fez durante quatro anos.

O resto de sua campanha foram coisas absolutamente mentirosas, porque não querem dizer chongas. Exemplo: o "Pronatec aprendiz", que a ira de Deus caia sobre tantos atentados ao oitavo mandamento.

Aécio é igual ou pior. Sua única vantagem é que não está no governo. E nunca estará, seja eleito ou não, pois sua única proposta verdadeira é entregar o governo ao Armínio Fraga, sujeito com duas nacionalidades, americana e brasileira (adivinhem qual ele considera a verdadeira?), que instituiu no Brasil o incensado tripé (meta de inflação, superávit primário e câmbio flutuante), depois de falir um dos fundos do sr. George Soros em Wall Street.

GURU

O neoliberalismo é a única doutrina (?) em que quanto mais o sujeito fracassa, mais é promovido como gênio. Faz parte de sua falta de caráter, que torna tudo uma encenação – exatamente como a campanha atual. Nem vamos lembrar um ministro da Fazenda sob cuja égide a inflação atingiu 2.000% e hoje dá palpites – é dono de uma das maiores consultorias do país – sob inflação. Vejamos o Armínio. Em que negócio, na área privada, ele foi bem sucedido? No entanto, há sempre alguns babaquaras a dizer que ele é "um tremendo operador do mercado". Inclusive no governo Dilma, quando não há eleição.

Aliás, também pode-se perguntar em que função pública ele foi bem sucedido e não acharemos nada para abrilhantar o currículo do guru do Aécio.

O tripé do Armínio Americano, aliás, é aquele mesmo de que Dilma se diz uma defensora, tanto quanto Aécio. Ambos se dizem verdadeiros baluartes do tripé, de forma um pouco mais fanática – pelo menos na encenação – do que algumas beatas são defensoras da Santíssima Trindade – igualmente sem saber se tem ou não algum fundamento. As beatas, no entanto, estão apenas praticando a sua religião, sem fazer mal a ninguém. Não é o caso dos levitas do neoliberalismo, que, no caso, é uma crença eivada de submissão e covardia diante dos problemas reais do país.

Aécio é, além disso, um fenômeno ao avesso: qualquer cidadão que preste um pouco de atenção nele, perceberá que não acredita em nada do que está dizendo – e não porque acredite em outra coisa, mas porque é muito vazio, possuidor de uma grande penúria espiritual. Dê uma olhada nele na TV e diga-nos se não temos razão, leitor.

Assim, não é por acaso que o voto contra os dois, o voto em nenhum deles – seja através do voto nulo, do voto em branco ou da abstenção, estão, segundo todas as estimativas, aumentando. No primeiro turno esses votos e abstenções somaram, ao todo, 38.797.267 (27,16% do eleitorado). A soma desses votos e abstenções com os votos dos candidatos progressistas chegou a 63.367.549 (44,37% do eleitorado), maior que a votação tanto de um quanto do outro dos candidatos que foram ao segundo turno.

Fonte: Hora do Povo/Carlos Lopes

 

 
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