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03/12/2014 | PPL: Por um combate sem tréguas às medidas antinacionais e antipopulares do governo Dilma

O Diretório Nacional do Partido Pátria Livre (PPL) reuniu-se nos dias 29 e 30 de novembro em São Paulo e aprovou, por unanimidade, uma resolução que publicamos, na íntegra, abaixo.

Resolução Política do Diretório Nacional do Partido Pátria Livre (PPL)

Depois de uma campanha milionária, baseada na mentira e bancada pelos monopólios que parasitam a economia, com destaque para o cartel de empreiteiras que junto com ilustres líderes do PT fiaram a imensa teia de corrupção que roubou bilhões da Petrobrás, Dilma venceu o 2º turno. Mas obteve apenas 38% dos votos do eleitorado nacional. A ampla maioria do povo brasileiro, 62%, expressou a sua desaprovação negando-lhe o voto.

As primeiras medidas anunciadas após o resultado indicam a disposição do governo de subir um novo degrau na trajetória sem volta da traição nacional: aumento dos juros; privatização e desnacionalização dos aeroportos de Recife e Curitiba; nomeação do notório Joaquim Levy para comandar o "novo ciclo de disciplina fiscal" (isto é, os cortes nos já raquíticos investimentos públicos); flexibilização da CLT para aceitar a redução da jornada de trabalho com redução de até 30% dos salários; isolamento do Brasil na ONU apoiando tacanhas provocações dos EUA contra a Coréia do Norte; compra de votos de deputados e senadores, com R$ 2,2 bilhões em emendas orçamentárias, para poder maquiar o "superávit primário" de 2014 e se livrar do processo contra o descumprimento da meta...

De costas para o Brasil, dirigindo um governo minoritário e corrupto até a medula, a presidente não se importa de colher nos próximos anos um resultado mais desastroso que o do primeiro mandato, em termos de retrocesso econômico, deterioração dos serviços públicos e das condições sociais da ampla maioria da população.

O Partido Pátria Livre reafirma a correção do apoio dado a Eduardo e Marina, no 1º turno das eleições presidenciais, bem como da posição levada ao 2o. turno, expressa na palavra de ordem: "Nem Dilma, Nem Aécio!". Mantivemos a coerência ao negar apoio tanto aos novos quanto aos velhos acólitos do projeto neoliberal, que se digladiam pelo posto de representante maior dos interesses imperialistas que sufocam o Brasil.

Crescemos em força política e autoridade moral para convocar as forças vivas da Nação a um combate sem tréguas contra as medidas antinacionais e antipopulares que empobrecem o país transferindo suas riquezas para as matrizes das multinacionais situadas muito longe daqui.

Nosso povo está próximo de conquistar as mudanças que não vieram pelo voto, mas virão com a luta. Porque o povo observa e aprende em quem pode e em quem não pode confiar.

Os próximos meses serão testemunho de uma grande verdade da política, sintetizada por Lincoln.

Pode-se enganar a muitos por algum tempo; pode-se enganar alguns por todo o tempo; mas não se pode enganar a muitos por todo o tempo.

São Paulo, 30 de novembro de 2014.

 

 

 
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