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Legenda:Manifestação ocorrida em frente à Superintendência Regional do Trabalho e Emprego (SRTE), em Porto Alegre
Créditos:Mariara Cruz
30/01/2015 | Trabalhadores ocupam as ruas para impedir assalto a direitos

Centrais fizeram manifestações em todo o país

As centrais sindicais e movimentos sociais tomaram as ruas de todo o país nesta quarta-feira, 28, no Dia Nacional de Luta em Defesa dos Direitos e do Emprego. Mais uma vez milhares de trabalhadores realizaram manifestações com carro de som, faixas e bandeiras exigindo que a presidente Dilma interrompa os ataques aos direitos trabalhistas.

A principal reivindicação é a revogação das medidas provisórias 664 e 665, anunciadas no final do ano passado pelo governo federal, que alteram regras para benefícios sociais como seguro-desemprego, pensão, auxílio-doença e seguro-defeso. O exorbitante aumento dos juros e da tributação sobre operações de crédito (IOF), combustíveis, e a não correção da tabela do imposto de renda em 6,5% também são alvos dos protestos das entidades. Além de São Paulo, onde o ato reuniu mais de 10 mil pessoas, houve manifestações em Aracaju, Belém, Belo Horizonte, Brasília, Curitiba, Florianópolis, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador, entre outras regiões.

Em São Paulo, os manifestantes se reuniram no vão livre do MASP e seguiram pela Av. Paulista até o prédio da Petrobras e o Ministério da Fazenda. Durante o ato Quintino Severo, secretário de Administração e Finanças da CUT, ressaltou que "aqui estão aqueles que defendem um projeto para o nosso país de crescimento, desenvolvimento, distribuição de renda e emprego que leve a emancipação da classe trabalhadora e a soberania nacional. Aqui estão aqueles que não querem ver o Brasil andar para trás. Por isso estamos combatendo uma série de medidas que visa retirar direitos dos trabalhadores e beneficiar cada vez mais o sistema financeiro e a especulação".

"A presidenta conhece bem a CUT e sabe da nossa luta e compromisso. Se a Dilma não voltar atrás nas Medidas Provisórias, certamente ela estará propondo um conflito que nós não queremos. Portanto, não vamos sair das ruas", garante o presidente da CUT São Paulo, Adi dos Santos Lima.

"Medidas podem ser só a ponta do iceberg", afirma Força Sindical

Para o presidente da Força Sindical, Miguel Torres, "não vamos admitir que se mexam em um milímetro de direitos dos trabalhadores. Precisamos resistir e se mobilizar porque isso pode ser apenas a ponta do iceberg".

Durante a manifestação, os trabalhadores e dirigentes se mostravam indignados com as políticas da presidente Dilma, e muitos gritavam palavras de ordem chamando-a de traidora da classe trabalhadora. Para Ubiraci Dantas, presidente da CGTB, "acabou a eleição e três dias depois aumentaram a taxa de juro. Começou 2015 com um ataque que enfia a faca nas costas dos trabalhadores. E já começa o desemprego no nosso Brasil. As altas taxas de juros estão prejudicando a indústria nacional e o desenvolvimento do Brasil. Um ponto percentual de aumento de juros significa um ano inteiro do Bolsa Família, isso é inadmissível. As indústrias estão indo para o buraco. Nesses primeiros dias do ano foram implementadas mais de dez medidas de traição ao povo brasileiro. E nós não podemos permitir isso. Por isso vamos erguer uma barreira humana de trabalhadores para impedir esse retrocesso".

Para Ricardo Patah, presidente da UGT, "queremos um governo de inclusão, de trabalho decente e emprego. Não admitimos iniciar o ano com falta de água, de luz e que os trabalhadores paguem a conta. Nós construímos o país. Não merecemos esse desrespeito. Estamos iniciando esse processo hoje de forma unitária buscando alternativas para não tirarem o nosso dinheiro. Os R$ 18 bilhões do seguro-desemprego são do trabalhador. Estamos apontando alternativas, como taxar as grandes fortunas, diminuir a Selic, criar empregos de qualidade, capacitar os trabalhadores e melhorar a educação. Vamos transformar o nosso país".

NCST: "Dilma pagou com traição o apoio do movimento sindical e social

Adilson Araujo, presidente da CTB, alertou que "é muito importante percebermos que no primeiro ensaio do governo o disco está arranhado quando tem ministro que diz que no Brasil não tem latifúndio, que é preciso acabar com a política do salário mínimo e que o seguro desemprego é algo ultrapassado". Luizinho, presidente da NCST-SP, denunciou que "é lamentável a atitude da Dilma Rousseff, que está com todo capital e a mídia burguesa. Ela pagou com traição o apoio do movimento sindical e social. As primeiras medidas da presidente são exatamente contra a classe trabalhadora. Nós não podemos admitir isso. Por isso estamos aqui unificados nesse movimento forte".

No Rio de Janeiro as centrais realizaram desde as 15 horas, em frente à Central do Brasil, na região central do Rio, um ato contra as medidas provisórias. Em Resende, 13 mil operários bloquearam por quatro horas a estrada que leva às fábricas da Volks e Peugeot. O protesto aconteceu na Rodovia Estadual Engenheiro Alan da Costa Batista, que liga a Via Dutra ao Polo Industrial de Resende.

Em Brasília o ato foi em frente ao Ministério Fazenda. Centenas de trabalhadores pediram a revogação das MPs 664 e 665. Em Porto Alegre os sindicalistas se reuniram às 9h30, em frente à Superintendência Regional do Trabalho (SRT). Eles seguiram para a Esquina Democrática onde iniciaram o ato político.

Em Belo Horizonte o evento aconteceu na Praça Sete. Diversas categorias protestaram contra o aumento do desemprego. Em Recife a concentração foi às 8 horas em frente à Superintendência Regional do Trabalho, na Avenida Governador Agamenon Magalhães, no bairro do Espinheiro, Zona Norte do Recife.

No Pará a concentração na Escadinha do Cais do Porto, na Avenida Castilho França. Foram cerca de 300 trabalhadores que seguiram pela Avenida Presidente Vargas até o prédio do INSS.

"Não vamos permitir que mexam no que é nosso", dizem entidades do RS

Centrais sindicais e movimentos sociais se reuniram em Porto Alegre, quarta-feira (28), exigindo a imediata revogação da MPs 664 e 665. O ato foi realizado em frente à Superintendência Regional do Trabalho e Emprego (SRTE) e contou com representantes das centrais CUT, CGTB, NCST, CTB, Força Sindical, UGT, com o apoio do Cepers-Sindicato, CNAB/RS, UNE, Ubes, UGES, UMESPA, JPL/RS entre outros.

O presidente da CUT/RS, Claudir Nespolo, ressaltou que "as Centrais estão aqui unidas, neste momento, em todo o Brasil, para manifestar nosso incômodo com as políticas que o governo federal começou adotar". "Somos contrários aos ajustes propostos por Levy, pois aquele que mais precisa sairá perdendo com os cortes. Essas medidas que o governo tomou, de mexer nos juros e nos direitos trabalhistas, vão no sentido contrário às políticas necessárias para o país crescer. Somos contrários as MPs que reduziram o emprego e o salário do país".

O presidente da CGTB/RS, Daniel Santos, lembrou que a CLT completará 72 anos história e convocou todos a saírem para as ruas e defender esta grande vitória do povo brasileiro. "Não devemos permitir que o governo mexa em uma vírgula no direito dos trabalhadores", afirmou, denunciando também que "no primeiro mandato de Dilma já havia demissão em massa e redução de direitos trabalhistas. Após sua reeleição, em menos de 30 dias, elevou a taxa de juro e continuou com o retrocesso ao cortar de 10 milhões de trabalhadores o seguro desemprego".

Também falou o vereador de Porto Alegre, Cláudio Janta, relembrando o discurso de campanha de Dilma Rousseff, dizendo que: "Realmente, semana passada, a vaca tossiu forte para o lado dos trabalhadores. Quando, na última campanha, Dilma afirmou que não iria mexer no direito dos trabalhadores, traiu-os com as MPs 664 e 665". "O governo federal deve seguir uma diretriz de limpar essa tripa de banqueiros que sugam nosso país", concluiu.".

As Centrais apresentaram um documento ao Superintendente Regional, Neviton Nornberg, manifestando sua posição contrária às MPs 664, 665 e à grave situação econômica em que o país se encontra.

Fonte: Jornal Hora do Povo

 

 
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