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18/10/2011 | Ocupe o COPOM

Inspirados no movimento OccupyWallStreet – movimento que vem levando milhares de americanos às ruas na luta contra a especulação financeira –, a União Nacional dos Estudantes (UNE), a União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes), a União Gaúcha dos Estudantes (Uges), e diversas outras entidades do movimento social estão convocando os brasileiros a saírem às ruas pela derrubada dos juros nesta quarta, dia 19 de outubro, quando acontecerá a reunião do COPOM – Conselho de Política Monetária do Banco Central, responsável pela definição da taxa Selic no Brasil.

 

No Rio Grande do Sul, a União Gaúcha dos Estudantes (Uges) está convocando a mobilização para esta quarta-feira, às 11h, em frente ao Banco Central na Capital Gaúcha, na avenida Alberto Bins, 348, no Centro de Porto Alegre. Segundo a Uges, “os estudantes gaúchos vão se somar nesta quarta-feira às entidades do movimento social brasileiro que esta semana irá tomar as capitais do país para denunciar a criminosa política de juros brasileira e exigir durante a reunião do Conselho de Política Monetária (Copom) a queda acelerada da maior taxa de juros do Mundo”, afirma a entidade em seu site.


O Brasil tem a mais alta taxa de juros do planeta, 12% ao ano, trinta vezes superior à média dos parceiros do BRIC. Conforme a UNE e a Ubes, “essa taxa exorbitante é um golpe contra o nosso crescimento econômico, inviabiliza o desenvolvimento da educação, construção de novas escolas e universidade, ampliação das pesquisas, laboratórios, contratação de mais professores, investimentos na saúde e moradia. É claramente uma ameaça a todas as conquistas alcançadas pelo povo brasileiro no último período”.

 

O Secretário de Organização e Comunicação do PPL, Miguel Manso, alertou através do Facebook que há uma tentativa de descaracterização da mobilização por parte da mídia: “alerto que a mídia está tentando caracterizar estas mobilizações como anti-capitalistas. A essência destas manifestações não é contra o capitalismo no geral, mas sim contra os monopólios financeiros e o que eles estão fazendo mundo afora, arruinando povos e nações. Os monopólios são a negação do capitalismo. Por isso, podemos chamar muitos empresários e capitalistas para esta luta, que não é uma luta dos desempregados ou jovens contra o capitalismo: é uma luta de 99,999% da população contra meia dúzia de famílias trilhonárias que insistem em saquear a todos, travar o desenvolvimento da humanidade e destruir empregos, empresas e forças produtivas. A luta é muito mais ampla. Todos para a (avenida) Paulista derrubar a taxa de juros que impede nosso desenvolvimento e ameaça a Nação!”, concluiu, convocando para o ato que se realizará em São Paulo.


Para se ter uma idéia, se o Brasil reduzisse os juros ao nível dos países emergentes economizaríamos R$ 120 bilhões ao ano. Enquanto todo o orçamento do Ministério da Educação equivale a apenas metade desse valor. “Essa mesma política, que está levando os países da Europa e Estados Unidos à ruína não pode se repetir aqui. Nos somamos às milhares de manifestações que acontecem por todo o mundo, a exemplo da Ocupação em Wall Strett, contra a espoliação que alguns poucos especuladores tentam impor ao mundo”, afirma texto no site da UNE.


E continua o texto: “Nosso caminho é outro. Precisamos ampliar os investimentos para recuperar a educação de toda a destruição que passou nos oito anos de FHC. Hoje, 35% de nossas escolas não tem quadras, 39% estão sem bibliotecas e 70% não possuem laboratórios. Nossos professores fazem dupla jornada por causa do salário baixo e as vagas nas universidades públicas e cursos técnicos precisam dobrar para que o Brasil alcance a Argentina e Venezuela”.


Para buscar o dinheiro necessário para que essa realidade mude e todo povo brasileiro tenha acesso à educação de qualidade ocuparemos as sedes dos bancos centrais em todo Brasil”, conclui o texto.

 
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