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30/07/2015 | Dilma golpista arrasa a economia e lança a culpa na Lava Jato

Dilma devasta o país e assevera que recessão é fruto da Lava Jato

Segundo a economia política dilmista, não há nada que estimule tanto o crescimento quanto o roubo

A presidente Dilma revelou, finalmente, à Nação por que o país não cresce. Aliás, não só por que não cresce, como por que anda para trás.

Segundo a presidente, o que está faltando é roubo. Se deixassem a turma chegada ao Planalto roubar mais, pelo menos um ponto percentual do PIB não teria caído.

Nas suas palavras: “Para vocês terem uma ideia”, disse, diante do Ministério, “a Lava Jato provocou uma queda de um ponto percentual no PIB brasileiro”.

O sr. Levy, que, um dia ou dois dias antes, patrocinara um “estudo” do Ministério da Fazenda para, supostamente, mostrar que, se a previsão oficial de -1,5% de crescimento este ano se concretizar, somente 0,6 ponto percentual (p.p.) seria a sua parte na derrocada – portanto, a maior parte, os outros 0,9 p.p., seria obra de Dilma e do PT - ficou mais calado que dinossauro de museu. Depois, em entrevista na TV, recusou-se a falar sobre a inovação introduzida por Dilma no grandioso campo da economia política.

Mas, vejamos essa economia política.

Rapidamente, consiste no seguinte: estava tudo muito bom, e muito bem, com o pessoal roubando. O Vaccari, o Duque, o Marcelo Odebrecht, e sei lá mais quem, todos roubavam e todos ficavam felizes – e era isso o que fazia o país crescer. Caso contrário, não haveria por que a Lava Jato ter provocado uma queda de um ponto percentual no Produto Interno Bruto.

O roubo é um motor tão poderoso do crescimento, que o primeiro mandato de Dilma foi um sucesso, um tremendo espetáculo de crescimento. Cresceu até mesmo mais que o governo Collor. Tanto, que o Collor virou dilmista só para roubar na BR Distribuidora, e, assim, dar sua contribuição ao crescimento. Com a trupe roubando a Petrobrás – e não só a Petrobrás – estava garantido o estímulo ao crescimento.

Não há nada, segundo a economia política dilmista, que estimule tanto o crescimento quanto o roubo. Por isso, o país cresceu tanto nos governos Campos Salles, Café Filho, Collor, e, sobretudo, Dilma.

Daí que ela fale tanto que o Brasil deve ser um país “de classe média”. Tínhamos, até agora, interpretado mal esse axioma econômico dilmista. O sentido verdadeiro é o seguinte: para crescer, nada como alguns apaniguados que, vindos da classe média mais média – ou seja, mais medíocre - de repente compram mansões em bairros de ricos, apartamentos com adega em bairros de novos ricos, coleções de obras de arte (falsificadas, é verdade, mas foram compradas pelo preço das originais, o que sempre estimula o mercado - é verdade que só o mercado da falsificação, mas não tenhamos preconceitos).

Se não compraram alguma linha de bonde no Rio, foi porque o de Santa Teresa, que tanto encantou o bolso de um antecessor de Dilma/Levy – Joaquim Murtinho, ministro da Fazenda de Campos Salles – permanece em reparos, exceto os 900 metros que foram entregues na segunda-feira.

Resumindo: enquanto o Vaccari estava com o Duque roubando a Petrobrás, o tesoureiro da campanha de Dilma achacava o sujeito da UTC para extrair R$ 7,5 milhões, e o sujeito da UTC, coordenador do clube do bilhão, achacava a Petrobrás, o crescimento estava uma maravilha. Veio a Lava Jato e pumba! O país começou a afundar...

Mas, por que essa súbita inovação na teoria econômica?

Não nos parece que seja principalmente pelo fracasso clamoroso da política de Dilma – embora também seja por isso. Apontar culpados para as suas responsabilidades é, nela, um cacoete automático.

Mas, na última sexta-feira, a força-tarefa do Ministério Público Federal na Operação Lava Jato denunciou à Justiça a cúpula da Odebrecht e da Andrade Gutierrez, as principais do “clube do bilhão”.

A documentação divulgada é insofismável (v. páginas 3, 4 e 5 desta edição) e tão volumosa que teremos que voltar várias vezes ao assunto para informar com precisão aos nossos leitores.

No entanto, apareceu um pessoal que saiu em defesa do roubo. Tudo gente moralmente impecável. Tutti buona gente. Só estavam interessados, percebemos agora, no crescimento do país. Como é que pudemos fazer mau juízo desse pessoal? Chegamos até a pensar que essa turma havia saído de uma casa de doidos, mas os doidos não são assim; era mais como uma casa daquelas a que se referiu o grande escritor e artista português José Vilhena, em sua imorredoura crônica sobre a mídia lusitana após 25 de abril, justamente intitulada “Ai, que saudades das casas de puta de antigamente”, cf. O Moralista nº 3).

Foi uma injustiça. Mas, o que não sabíamos é que essa era a posição do Planalto: a de que o combate ao roubo é veneno para o crescimento.

No entanto, a senhora presidente agora nos esclareceu.

A previsão oficial de crescimento para este ano é -1,5%, uma das piores da História.

Mas, diz a senhora Rousseff que nada menos que 1 ponto percentual (p.p) da queda foi causado pela Lava Jato. Acontece que 1 p.p. de uma taxa de 1,5 são 66% da taxa ou 2/3 dela.

Assim, a presidente está afirmando que 66% - isto é, 2/3 - da taxa negativa do seu governo é devido a que alguns procuradores e policiais federais, ao investigarem uma questão menor, referente ao que eles chamavam de “estruturas paralelas ao mercado de câmbio”, isto é, alguns doleiros, descobriram uma roubalheira de proporções monstruosas contra a Petrobrás, continuada durante 10 anos (2004-2014), e em benefício do PT e outros partidos que estavam – e ainda estão – no poder.

Que a Braskem, principal empresa petroquímica do grupo Odebrecht, tenha obtido matéria-prima abaixo do preço de mercado com uma propina de US$ 5 milhões por ano, provocando um prejuízo de R$ 6 bilhões à Petrobrás, não parece afetar a senhora presidente ou a seus asseclas.

Daqui a pouco, nessa batida, o homicídio vai ser um incentivo ao aumento da expectativa de vida.

Pois, segundo Dilma, se o país anda para trás, não é porque tem um governo composto por caranguejos. Adepta da diversidade, ela deve achar que nem só do macaco veio o homem (e as mulheres), mas também de outros animais... Por que não?

Do mesmo modo, não são os juros - escandalosamente, indecorosamente, pornograficamente altos - que estrangulam a iniciativa econômica e devastam o que foi construído em décadas.

Também não é porque o governo bloqueou praticamente todo o investimento público, cortou brutalmente o gasto público – inclusive a folha de pagamento dos funcionários, em termos reais – que a economia entrou em coma, como sói acontecer aos organismos sem alimentação ou sem sangue.

Que tudo o que o governo faz seja retirar renda dos trabalhadores, dos empresários nacionais e do Estado – ou seja, do país - para transferi-la aos bancos, fundos e outros rentistas, com preferência aos estrangeiros, não é algo que Dilma considere um problema, apesar de significar o empobrecimento, a miséria maior ainda do povo, a devastação do Brasil.

Não, sua preocupação é com a Operação Lavajato – esta é que, ao incomodar e desalojar alguns ladrões, causou a queda do PIB...

Portanto, segundo a senhora presidente, o negócio é roubar - para que o país cresça.

Fonte: Jornal Hora do Povo/Carlos Lopes

 

 

 
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