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06/11/2015 | No ano, 657.761 trabalhadores perdem emprego formal no país

Primeiro resultado negativo de janeiro a setembro desde 2002, segundo CAGED

Indústria de transformação perde 287.472 trabalhadores nos 9 primeiros meses do ano

Houvesse alguma dúvida do caráter nocivo do “ajuste” de Dilma/Levy, os números do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados na sexta-feira (23) estão aí para comprovar. Em setembro, foram fechados 95.602 postos de trabalho com carteira assinada, o 6º mês seguido em que demissões superaram contratações e também o pior resultado para o mês de setembro desde 1992. No acumulado de janeiro a setembro, foram demitidos 657.761 trabalhadores celetistas e no acumulado dos últimos 12 houve redução de 1.238.628 postos de trabalho.

Para o diretor do Departamento de Emprego e Salário do Ministério do Trabalho, Márcio Borges, “o dado [de setembro] está mostrando o comportamento do mercado. De fato, os meses de setembro são mais positivos e, neste mês agora, tivemos uma perda de 95 mil empregos”.

“Mas isso também não é nenhuma surpresa, porque temos um comportamento nos últimos meses com uma série mais declinante. Temos um comportamento menos atrativo nos últimos meses. O que a gente tem observado é um comportamento que tem desfavorecido a questão do emprego”, afirmou Borges, omitindo a causa da explosão do desemprego no país – a política dilmista de juros altos, corte de investimentos e incentivo à desnacionalização.

Pela primeira vez desde 2002 que o saldo ficou negativo para os nove primeiros meses de um ano (-657.761 postos). Assolada pelos juros cavalares e pela desindustrialização, a indústria de transformação (-287.472 postos no acumulado do ano) é o retrato de uma economia em recessão, com números negativos em dez de 12 ramos: os principais recuos ocorreram nas indústrias de materiais de transporte (-53.320 postos), metalúrgica (-49.830 postos), mecânica (-49.519 postos) e indústria têxtil e vestuário (-43.545 postos).

Nesse período, na construção civil foram fechadas 204.852 vagas com carteira de trabalho. No comércio, -238.482 postos de trabalho. Serviços, -32.550 postos.

Os dados do Caged registram ainda que houve fechamento de vagas em quase todas as regiões do país em setembro. O Sudeste registrou o pior resultado, com 88.204 demissões. No Sul, foram cortados 21.088 postos de trabalho. Centro-Oeste e Norte perderam 8.958 e 3.470 vagas, respectivamente.

A região Nordeste foi a única que apresentou saldo positivo, com admissão de 26.118 trabalhadores com carteira assinada.

Dois dos estados mais ricos do país, São Paulo e Minas Gerais, foram os que mais fecharam vagas em setembro, com demissões de 45.869 e 32.423 trabalhadores, respectivamente.

Além disso, no período de janeiro a setembro de 2015, os salários médios reais de ADMISSÃO, segundo o CAGED, apresentaram uma queda real de 1,26%, em relação ao mesmo período do ano anterior, ao passarem de R$ 1.284,40 em 2014, para R$ 1.268,27 em 2015.

DESEMPREGO

No dia anterior à apresentação do Caged, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou pesquisa que aponta que o desemprego subiu para 7,6% em agosto, a maior taxa já registrada para o mês desde 2009. Na avaliação do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (IEDI), “sob o ponto de vista da economia a repercussão é grave, especialmente para os setores de comércio e indústria. Com menor rendimento e menor emprego, o consumo cai, o varejo vende menos e os setores produtores reduzem a produção. Com isso se renova a redução do emprego, gerando um círculo vicioso que, ao que tudo indica, perdurará no futuro próximo”.

As previsões mais otimistas são as de uma queda de 3% do Produto Interno Bruto (PIB) este e as projeções para 2016 são também de resultado negativo. Ou seja, com o “ajuste” neoliberal do governo Dilma a recessão vai se aprofundar e, com ela, vai aumentar o desemprego. Até porque uma das causas da recessão, a taxa de juros na órbita de netuno, vai continuar, segundo comunicado do Banco Central da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom).

O ano de 2015 já está acabando e lá se vão cinco anos de retrocesso. Tanto assim que o único setor que apresentou números expressivos na geração de emprego foi a agricultura: 106.459 postos no acumulado de janeiro a setembro. O que significa que o país retrocedeu à época da República Velha.

Fonte: Jornal Hora do Povo

 

 
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