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16/12/2015 | Luciana Genro: “Dilma, Temer e Cunha não possuem legitimidade e é necessário convocar eleições gerais”

A candidata a presidente da República em 2014 pelo Psol, Luciana Genro, defendeu eleições gerais e se colocou contra o impeachment que colocaria no lugar de Dilma Rousseff, o vice-presidente Michel Temer.

Para Luciana, o país não pode ser “entregue ao Vice-Presidente Michel Temer”. “Um vice cujo apoio popular, mostram as pesquisas, não passa de 2%, a metade do apoio que tem o meu nome, por exemplo, na mesma pesquisa. E, ainda mais grave, um vice que propõe um programa de ataques ainda mais cruéis contra os direitos do povo, como expresso na chamada “Agenda Temer”, uma agenda de neoliberalismo explícito”, destacou Luciana Genro, presidente da Fundação Lauro Campos e membro do diretório nacional do Psol.

Ela também destacou que “este processo de impeachment, conduzido por Eduardo Cunha, não tem legitimidade alguma, pois vem sendo conduzido com métodos golpistas e através de manobras fraudulentas”. “Um presidente da Câmara sobre quem pairam acusações gravíssimas não tem autoridade política ou moral para conduzir um processo de destituição de um governo eleito”, observou. Para Luciana, é tarefa urgente cassar Cunha “para que este corrupto deixe a presidência da Câmara e vá para a cadeia”. “A partir daí é preciso ir além. Afinal, a simples continuidade do governo também não interessa ao povo”.

Luciana Genro diz que assim como não se pode aceitar um impeachment conduzido por Eduardo Cunha, “também não podemos nos alinhar na defesa de um governo que foi eleito com um discurso oposto ao programa que implementa”.

Em artigo publicado no site do Psol, Luciana propõe que as eleições municipais de 2016 sejam transformadas em eleições gerais.

“É fato que, mesmo Dilma tendo sido recentemente reeleita, já padece de absoluta falta de apoio popular. Com toda razão o povo está indignado com a corrupção desenfreada que a Operação Lava Jato vem revelando e que envolve altos escalões de vários partidos. Está claro que a roubalheira não é fruto apenas do mau comportamento de alguns, mas um método de governo, e não só deste governo, que une partidos e grandes empresas no saque aos cofres públicos”, continua.

“Não menos justa é a indignação popular com o desemprego que vem crescendo, com a carestia e com a deterioração cada vez maior dos serviços públicos, pelos quais os trabalhadores pagam uma alta carga tributária, muito mais do que os rentistas e milionários, protegidos por isenções e pela leniência com a sonegação”.

Fonte: Jornal Hora do Povo

 

 
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