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21/02/2016 | Dilma, Serra e Renan atentam contra o pré-sal e a Petrobrás

Rousseff apoia projeto anti-Petrobrás do senador tucano, anunciou Renan, presidente do Senado

 

No último dia 16, a Petrobrás anunciou que, com a entrada em operação do navio-plataforma Cidade de Maricá, o Pré-sal já é responsável por 35% da produção brasileira de petróleo.

Com toda a sabotagem do governo da roubalheira contra a nossa maior empresa até ao corte de seus investimentos e à privatização de ativos e subsidiárias (outra roubalheira, talvez maior que a do sr. Vaccari & asseclas) – a Petrobrás, com o Pré-sal, aumentou a produção em +56% em relação a 2014.

LIBRA

No mesmo dia do comunicado da Petrobrás, o presidente do Senado, Renan Calheiros, após reunião no Planalto, anunciou que Dilma "não tem objeções" ao projeto do senador Serra que elimina a Petrobrás como operadora única do pré-sal – ou seja, escancara a maior reserva petrolífera do país para o assalto das multinacionais da indústria petrolífera.

Não houve qualquer desmentido do Planalto, nem o anúncio de Renan surpreendeu alguém. Nem a ele, nem a Serra, nem ao Haroldo Lima – que cometeu mais um panfleto em apoio à posição de Serra – e nem aos hipócritas que apresentavam Dilma como defensora da Petrobrás no pré-sal.

Todos sabiam, perfeitamente, qual era a posição verdadeira da senhora presidenta.

Entretanto, para ser inteiramente justos, devemos registrar que Renan somente não colocou em votação o projeto de Serra na quarta-feira porque alguns senadores – com destaque para os petistas Jorge Viana, Lindbergh Farias e Paulo Paim – não permitiram. O senador Viana, presidente em exercício do Senado, já que Renan estava com Dilma, trancou a pauta com a leitura de uma medida provisória - o que significa que nada pode ser votado antes dessa medida.

Enquanto esses senadores resistiam, Dilma acordava com Renan o apoio ao projeto Serra.

Para quem acoitou a Shell e a Total na exploração de Libra, o maior campo petrolífero da Terra – localizado, exatamente, no Pré-sal – e colocou a polícia atirando sobre jovens e desarmados manifestantes, durante o leilão de entrega;

Para quem nomeou um lobista dos monopólios estrangeiros para a presidência da Pré-Sal Petróleo S.A. (PPSA) – a empresa estatal que administra o pré-sal;

Para quem, como presidente do Conselho da empresa, e, depois, como presidente da República, acobertou e foi beneficiária do assalto da Odebrecht, e suas irmãs do cartel do bilhão, contra a empresa-símbolo do povo brasileiro;

Para quem é a mandante de uma privatização do Grupo Petrobras, maior que a do infame Henri "Petrobrax" Reichstul e seu chefe, Fernando Henrique Cardoso;

Para quem, há muito, acha que tudo o que é estrangeiro – especialmente se norte-americano – é melhor do que aquilo que é brasileiro;

Seria uma incoerência – ou seria um milagre digno de São Serapião - se ela fosse a favor de manter a Petrobrás como operadora única do Pré-sal.

No entanto, o Pré-sal nem existiria, como província petrolífera, sem a Petrobrás. Não foi a Shell, a Exxon ou a Total que descobriram as mais abundantes reservas petrolíferas do país, talvez do mundo.

Dilma e Serra querem entregar, precisamente, o que a Petrobrás descobriu.

Por quê?

Porque a garantia de que o nosso petróleo será usado racionalmente e em benefício do povo brasileiro está, exatamente, na condição da Petrobrás como operadora única do Pré-sal. Até porque não existe nenhuma outra empresa no mundo que tenha tanta capacidade e experiência nessa área.

Como a Petrobrás é uma barreira contra a pilhagem de nosso petróleo, Dilma, Serra e quejandos querem eliminar essa barreira para que a Exxon, Shell, etc., tomem o Pré-sal - e no momento em que o barril de petróleo está com o preço em baixa, por volta dos US$ 30 dólares.

Qual a necessidade que temos de devastar as nossas reservas, se podemos esperar por melhores condições, que, inevitavelmente, surgirão? Ou que necessidade temos de fornecer reservas às multinacionais, para que elas manipulem o preço do petróleo em benefício próprio?

Diz o sr. Serra que a condição de operadora única do Pré-sal é um fardo para a Petrobrás e para o país. Assim, diz ele, seu projeto é muito bom para o país e para a Petrobrás, pois tira deles o terrível fardo de possuir petróleo.

Porém, tirar dela a condição de operadora única no Pré-sal é deixá-la sem o principal requisito para obter financiamentos para seus investimentos – portanto, travar a sua participação como mola de nosso crescimento. E, depois, vem Dilma dizer que a Lava Jato é o problema da Petrobrás...

Evidentemente, entreguistas estão se lixando para o crescimento do país – seu negócio é colaborar com o crescimento dos EUA, mais exatamente, com os ganhos da casta financeira ianque.

Da mesma forma, é apenas cinismo que esses privatistas falem tanto na dívida da Petrobrás, pois é óbvio que aquilo que torna essa dívida com pouca significação, é o fato de que, como operadora única do Pré-sal, ela tem uma riqueza muito superior para calçar essa dívida.

DERIVADOS

Do ponto de vista mais geral, a propriedade do povo brasileiro sobre o Pré-sal somente pode ser exercida através da Petrobrás. Ou o petróleo é nosso, através da Petrobrás, ou será das petroleiras estrangeiras, dos monopólios multinacionais do petróleo, que infelicitam tantos países do mundo.

Claro está, a política atual do governo Dilma, de exportar petróleo bruto e importar gasolina e diesel, já é um atentado ao país – e uma burrice colossal, até do ponto de vista meramente aritmético: de 2011 a 2015, o país exportou US$ 83 bilhões em petróleo bruto (geralmente para os EUA) e importamos US$ 173,3 bilhões em derivados de petróleo (também, geralmente, dos EUA).

Gastamos o dobro com importações de derivados do que aquilo que vendemos em petróleo bruto.

Sem nenhuma necessidade, exceto se o servilismo for uma necessidade para quem é servil.

Mas, no máximo, o servilismo é um vício. Qual a dificuldade de construir mais refinarias no Brasil – algo que até a ditadura foi capaz de fazer?

No entanto, Abreu e Lima, uma refinaria duas vezes menor em capacidade de refino que a de Paulínia, está sendo construída há nove anos... Os outros projetos (Comperj, Premium I, Premium II) foram suspensos ou estão paralisados. Com a Odebrecht & quadrilha açambarcando as obras, eles já haviam se transformado em obras de Santa Engrácia, com um condimento a mais: roubo, propina.

Se a situação já era ruim, Dilma quer piorá-la, estrangulando a Petrobrás – é óbvio aonde vai dar a entrega do Pré-sal.

Mas, o seu anúncio – via Renan – de que pretende apoiar o projeto de Serra abertamente, passando por cima da posição de senadores do seu próprio partido, é mais um prego no caixão desse governo. A Petrobrás e o povo brasileiro já venceram muitos entreguistas – no governo ou fora do governo. Assim será novamente.

Fonte: Hora do Povo/Carlos Lopes

 

 

 
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