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22/03/2016 | Nem Dilma, nem Temer. Elei√ß√Ķes gerais j√°!

Povo brasileiro exige imediata convocação de eleições gerais

O país não aguenta mais essa destruição promovida pelo governo petista/peemedebista

O país chegou a um consenso.

O apodrecimento do regime petista/peemedebista é tal, que tornou-se incompatível com a nossa existência nacional: de Dilma a Temer; de Renan, que está na cadeira que já foi ocupada por gente ilustre – inclusive, João Goulart – ao Cunha, no lugar que já foi iluminado por Ulysses Guimarães; da copa até a cozinha do governo, composta por uma súcia estúpida e fanática pelas sobras dos grandes ladrões do dinheiro da coletividade, na Petrobrás ou em algum recôndito cinzento onde haja centavo.

A quase inacreditável pocilga em que se transformou a vida política – em que, com raras exceções, o interesse de ministros ou parlamentares pelo Brasil não ultrapassa o fundo de seus bolsos (ou de suas bolsas) – é uma consequência direta do afã do PT por manter-se no poder, à custa do saque contra o patrimônio e o dinheiro do povo, e da promoção do lixo político ao papel de seu apoiador. Mas é injusto não observar que os próprios petistas de cúpula – inclusive Lula – fazem parte, hoje, desse lixo político.

CAMARILHA

A senhora Rousseff e o senhor Temer só se diferenciam pela simpatia... Fora isso, e alguns outros detalhes inevitáveis, eles são iguais.

Naturalmente, Temer não tem qualquer problema em acumpliciar-se com o PSDB, como na época do governo Fernando Henrique. Aliás, a senhora Rousseff também não tem essas inibições – foi ela quem nomeou um tucano, Joaquim Levy, para mandar no governo. Apenas, o PSDB não quer se aproximar dela, por várias razões, inclusive pela óbvia: a de que é ela quem está caindo fora do poder.

No momento, Dilma quer acabar ou anular a Operação Lava Jato. O PMDB e o PSDB fariam a mesma coisa, se estivessem no centro do governo – e, aliás, já estão tentando.

Esse jogo de espelhos só pode redundar no estilhaçamento dos espelhos pelo povo enfurecido.

Por que o povo aceitaria Temer, essa versão da senhora Rousseff representada pela alma de Bela Lugosi, aliás, conde Drácula?

Não há outra solução, no Brasil, que a imediata convocação de eleições. Qualquer acerto para evitar a consulta ao povo, somente pode ser um acerto entre bandidos para continuar roubando e devastando o país, para manter a fossa em que se tornou a vida política e essa ditadura mafiosa muito pouco disfarçada.

Como é possível continuar na mesma coisa - enquanto o tempo passa e não há nada que continue, exceto para baixo: descontinuadas as obras, descontinuadas as escolas, descontinuado o sistema público de Saúde, tudo imerso nos rastros sangrentos dos mortos-vivos que cirandeiam em torno de Dilma e Temer?

Não há ninguém - que não seja um estuporado – acreditando que esse governo possa fazer algo além do que tem feito: um necrotério econômico, social e moral de um dos maiores países do mundo.

Com exceção dos - cada vez com menos significação política - detentores de cargos de confiança no governo, sua circunvizinhança, e alguns iludidos avulsos, ninguém acha que o Brasil pode continuar do jeito que está, afundando no desemprego, na quebradeira de empresas, na sangria desatada via juros e na ladroagem galopante.

Ninguém suporta mais o molho de cinismo de um governo que depreda e chantageia os Estados, dizendo que os está beneficiando; que destrói o próprio Estado, dizendo que o está aperfeiçoando; que sepulta as universidades sob lixo, e diz que está educando o povo; que desrespeita todas as leis, a começar pela Constituição, protege o roubo sobre o dinheiro e o patrimônio do povo, oferece ativos da Petrobrás a bandidos estrangeiros, e diz que o juiz Sérgio Moro está "atacando a soberania nacional".

Como governo – isto é, governo de uma nação – a senhora Rousseff e seus sequazes já deixaram de existir há muito. São hoje um grupelho, uma camarilha contra a Nação, contra o povo, contra o Brasil.

Há três meses, quando Levy foi substituído por Barbosa, essa trupe fez uma estranha festa em alguns picadeiros: agora, sim, as coisas vão.

Como se Levy, Barbosa ou Zé das Couves – vegetal elevado a ministro da Justiça - não fossem apenas ministros da mesma presidenta e de seu chefe.

O arrocho anunciado por Barbosa na quarta-feira (ver matéria na página dois) é pior que a tentativa de brasilicídio operada por Levy, é pior que o quase genocídio perpetrado por Fernando Henrique. É o chamado passaporte visado para o túmulo.

Há menos de uma semana – é verdade que tangido pelo medo da cadeia – Lula aceitou ser ministro para salvar (haja milagreiro!) um governo que ele mesmo, ao bancar o estelionato eleitoral depois de uma campanha nazista de marketagem e o estrangulamento do país pela agiotagem interna e externa, mais do que ajudou a afundar.

Lula é, portanto, não mais o presidente do seu segundo mandato, mas um piromaníaco mantido pela Odebrecht, OAS, Andrade Gutierrez e quejandos.

Por isso, não é uma surpresa que, depois da unção ministerial de Lula – ainda que ele esteja agindo na informalidade, até o STF decidir sua posse – o governo tenha lançado três, aliás, quatro pacotes no mesmo dia em cima do país e do povo (ver página dois), ao mesmo tempo que no Planalto se murmura sobre a privatização e desnacionalização completa da BR Distribuidora, a segunda empresa em faturamento do país e a segunda do Grupo Petrobrás.

Evidentemente, não vai ser assim – com um governo mais antinacional, mais antipopular e mais antidemocrático até que os tucanos e colloridos somados e elevados ao cubo – que Dilma (e, por consequência, Lula e o PT) vai continuar no poder.

NULIDADE

No entanto, a subserviência – a empreiteiras ou bancos, a multinacionais ou fundos especulativos - já se tornou um vício tão grande na cúpula desse governo, quanto o roubo. Aliás, um depende da outra.

O pavio do barril de pólvora já está aceso e correndo o fogo em direção ao explosivo material.

Mas, como dissemos, existe uma forma de apressar a explosão: trocar Dilma por Temer.

Devemos convir que jamais houve mediocridade de tal porte na vice-presidência do país. Nem Café Filho, que se assemelha a Temer pela escassez de caráter, era uma nulidade tão absoluta.

Algumas edições atrás, publicamos uma súmula do programa que Temer apresentou como credencial para ocupar o Alvorada e o Planalto, no lugar de Dilma (v. HP 16/03/2016).

Em suma, a mesma porcaria que Dilma está fazendo – e que Lula está ajudando a fazer. Talvez, na prática, pior, talvez mais ou menos a mesma.

O ministro da Fazenda da preferência de Temer seria, notoriamente, José Serra – e seu presidente do BC, seria o norte-americano Armínio Fraga, ex-funcionário de Wall Street que Fernando Henrique tirou da desgraça endinheirada, depois que faliu um dos fundos do notório George Soros.

Não há como o barril não explodir desse jeito. Ou se consulta o povo - ou o povo imporá a sua consulta na democracia das ruas. Não há outra alternativa.

Fonte: Hora do Povo/Carlos Lopes

 

 
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